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Bahia Dança celebra 11 anos e expande horizontes em nova edição

Evento celebra 11 anos consolidado como ecossistema de qualificação e mercado para artistas baianos, trazendo cursos intensivos e a estreia do Bahia Dança Kids

  • Foto do(a) author(a) Carmen Vasconcelos
  • Carmen Vasconcelos

Publicado em 24 de abril de 2026 às 22:01

Referência na formação artística, 11ª edição do evento ocupa espaços icônicos de Salvador com foco em inovação, sustentabilidade e novas gerações da dança
Referência na formação artística, 11ª edição do evento ocupa espaços icônicos de Salvador com foco em inovação, sustentabilidade e novas gerações da dança Crédito: DIVULGAÇÃO

O Bahia Dança completa onze anos em 2026 como um dos pilares da formação, produção e expansão da dança na Bahia. Desde 2015, o evento reafirma seu papel ao conectar profissionais, estudantes, escolas, grupos independentes e coletivos em um ambiente dinâmico e rico em trocas artísticas. A 11ª edição apresenta uma programação especial, com cursos intensivos, mostra coreográfica competitiva e a estreia do Bahia Dança Kids, iniciativa que abre portas para novas gerações e fortalece diálogos entre artistas baianos e de outras regiões do Brasil.

Os cursos oferecem imersão técnica em estilos variados, da dança contemporânea ao jazz, enquanto a mostra coreográfica destaca criações originais de profissionais consolidados e também daqueles que estão emergindo no cenário da dança baiana. O Bahia Dança Kids, novidade desta edição, introduz oficinas lúdicas e apresentações infantis, democratizando o acesso à formação e estimulando o gosto pela dança desde cedo. O resultado é um ecossistema formativo que nutre talentos locais e os projeta nacionalmente.

Este ano, o evento acontece entre os dias 30/04 e 03/05. Os ingressos já estão à venda no Sympla e a programação completa pode ser encontrada nas redes sociais do evento (@bahia.danca).

Victor Hugo Paiva, idealizador e coordenador do evento, resume o impacto com emoção. “O Bahia Dança surgiu em um momento em que Salvador precisava de espaços para nós, da dança, mostrarmos nossos trabalhos. Ver o evento crescer, comemorar uma década e se tornar uma ponte da dança baiana para o Brasil – e agora para o mundo – é um sonho realizado”, explica ele. Sob sua liderança, o festival evolui sem perder as raízes, priorizando a diversidade e a sustentabilidade artística.

Lançado em 2015, o evento surgiu para preencher lacunas em Salvador, cidade que pulsa com influências afro-brasileiras e tradições performáticas. Nas edições iniciais, reuniu dezenas de participantes em oficinas e mostras, criando redes que impulsionaram carreiras. Ao longo dos anos, o festival cresceu em escala e abrangência, atraindo grupos de todo o Nordeste e Sudeste, com mostras que misturam linguagens contemporâneas a ritmos regionais.

A 11ª edição consolida essa expansão, com ênfase em conexões internacionais. A programação ocorre em espaços icônicos de Salvador, como o Xisto Bahia e a Escola de Dança da Funceb. Além das atividades principais, há painéis sobre gestão de carreiras e produção independente, essenciais para um mercado desafiador.

À frente do projeto está Victor Hugo Paiva, profissional multifacetado da dança baiana. Formado em Licenciatura em Dança pela Universidade Federal da Bahia, ele cursa pós-graduação em Cinema e Produção Audiovisual. Sua carreira inclui atuações como dançarino em resorts da rede Magic Life, na Turquia e Tunísia, e a fundação do Grupo Experimental de Jazz, ativo há quinze anos na Bahia. Com o grupo, Paiva trouxe o coreógrafo sul-africano Owen Lonzar para criar “A Última Ceia”, espetáculo marcante em Salvador.

Paiva também idealizou a Stage Pluss, primeira plataforma de streaming do Norte/Nordeste focada em arte, cultura e entretenimento, conectando sete estados brasileiros. Ele assinou a produção executiva de duas edições do Vivadança Festival Internacional – que celebrou 15 anos como principal elo da Bahia com a dança mundial – e integrou a equipe do Teatro Vila Velha como coordenador de programação, além de produzir para o Núcleo Viladança. Hoje, leciona jazz e integra a equipe artística do Castelo da Dança, atuando ainda em produções em São Paulo.

Com assessoria

Tags:

Cultura Dança