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Alan Pinheiro
Publicado em 21 de maio de 2026 às 17:59
Quais são as lições que é possível tirar do ESG no Japão e na China? Esse foi o tema da quinta e última palestra do segundo dia do ESG Fórum Bahia, nesta quinta-feira (21), no Porto de Salvador, na Contermas, no Comércio. Guga Cruz, advogado, escritor, professor e sócio da AC Governança e Sustentabilidade, começou a exposição falando sobre os preconceitos do senso comum sobre os países asiáticos. >
O advogado comentou sobre vieses inconscientes do oriente, como as noções de que os países asiáticos são exóticos, perigosos e que pararam no tempo, como uma falsa noção da realidade. "Eles tem a perspectiva de que a vida é transitória. Eles entendem que a vida acaba e aí aceitam a impermanência", disse.>
Segundo dia do ESG Fórum Bahia
Essa visão japonesa implica no entendimento de que o planejamento é construído a longo prazo, se adaptando à flexibilidade e priorizando o coletivo, o que leva a sociedade a buscar sustentabilidade. >
"Eles criam vários corredores verdes na cidade e aproveitam conceitos que a cidade expõe também. Na hora que a gente começa a ter o município trabalhando tanto a sustentabilidade, as empresas entram no processo e aproveitam o que a cidade dá de sustentabilidade também", explica.>
O mesmo senso de coletividade foi destacado por Guga Cruz na China, o que se traduz na mentalidade do progresso como responsabilidade coletiva e familiar. Para isso, a educação é vista como parte importante para a sustentabilidade do país.>
"Eles pensam muito no avanço da família, muito nos filhos, muito em o que os filhos podem gerar. E tem vários aspectos. Assim como os japoneses investiram na reconstrução e educação e qualificação do mundo jovem, os chineses investem muito em educação", conta.>
"Construções verdes são obrigatórias na China. O uso de LED, uso de captação de água de chuva, materiais, gestão de resíduos, tecnologia digital verde e várias outras ações são tomadas", complementa.>
Para o professor, o que diferencia o país asiático de outras grandes potências é o planejamento à longo prazo. "A China faz planejamento de 50 anos. Eles sabem que pode não ser para agora, mas vai ser para o futuro", comenta.>