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Bahia entra na corrida do combustível do futuro com megaprojeto bilionário da Acelen

Projeto prevê produção de combustível sustentável para aviação, geração de empregos e plantio de 180 mil hectares na Bahia e em Minas Gerais

  • Foto do(a) author(a) Estúdio Correio
  • Estúdio Correio

Publicado em 16 de maio de 2026 às 10:00

Bernardo Araújo
Bernardo Araújo Crédito: Reprodução/redes sociais

A discussão sobre ESG e sustentabilidade costuma ser associada a metas ambientais e governança corporativa. Mas, para Bernardo Araújo, diretor de Relações Institucionais da Acelen, o tema passa necessariamente pela capacidade de gerar desenvolvimento econômico, inclusão produtiva e transformação regional. Diretor de Relações Institucionais da Acelen, o executivo participa do ESG Fórum Bahia - evento realizado pelo Jornal Correio nos dias 20 e 21 de maio, no Porto Salvador (Contermas), no Comércio - debatendo transição energética, combustíveis renováveis e o papel do ESG na geração de emprego, desenvolvimento regional e sustentabilidade.

O painel contará também com Guilherme Rinco, gerente de Finanças Sustentáveis, Clima e Biodiversidade do Bradesco, com mediação de Donaldson Gomes, jornalista e editor de Economia do Jornal Correio. O evento, que está em sua quinta edição, tem curadoria de Isaac Edington, presidente da Saltur, escritor e palestrante.

Bernardo Araújo por reprodução/redes sociais

Energia, eficiência e sustentabilidade

Segundo Bernardo, a própria experiência da Acelen nos últimos anos ajudou a consolidar sua visão sobre ESG e sustentabilidade aplicada à prática empresarial. “Quando uma refinaria consegue produzir mais utilizando menos água, menos energia e menos recursos naturais, ela melhora sua eficiência operacional e ao mesmo tempo reduz impacto ambiental”, afirma.

Desde que assumiu a gestão da Refinaria de Mataripe, no fim de 2021, a Acelen vem ampliando investimentos voltados à eficiência energética e transição energética. Um dos principais projetos foi a implantação da Acelen SolarPark I, usina fotovoltaica de 161 MW localizada na região de Irecê, responsável por suprir 100% da demanda externa de energia elétrica da refinaria.

Além disso, a companhia também desenvolve um projeto voltado à produção de SAF (combustível sustentável de aviação) e HVO (óleo vegetal hidrotratado), a partir do óleo de macaúba.

ESG como desenvolvimento econômico

Para Bernardo, um dos pontos centrais do ESG é justamente a capacidade de transformar sustentabilidade em desenvolvimento econômico real. O projeto da Acelen Renováveis prevê a implantação de uma biorrefinaria em São Francisco do Conde, associada à criação de uma nova cadeia agrícola e industrial baseada no cultivo da macaúba. “O projeto prevê o plantio de 180 mil hectares de pastagens degradadas na Bahia e em Minas Gerais, com potencial de capturar cerca de 60 milhões de toneladas de CO₂”, explica.

Segundo ele, além da redução de emissões, a iniciativa também prevê inclusão produtiva no campo, geração de renda e fortalecimento da agricultura familiar. Cerca de 20% das áreas cultivadas devem operar em parceria com pequenos produtores rurais. “Isso se traduz em geração de emprego, interiorização do desenvolvimento, aumento de renda e criação de novas cadeias industriais. Sustentabilidade deixa de ser marketing e passa a gerar impacto real”, destaca.

ESG além do discurso

Natural de Salvador e com mais de 30 anos de atuação em gestão estratégica, indústria e relações institucionais, Bernardo também tem passagem pelo setor público, onde atuou como secretário municipal de Desenvolvimento, Trabalho e Emprego de Salvador. O especialista defende que sustentabilidade não pode ser tratada apenas como obrigação regulatória ou estratégia reputacional. “A sustentabilidade deixou de ser apenas uma condicionante ambiental e passou a interferir diretamente na competitividade, no acesso a financiamento e na relação das empresas com a sociedade”, afirma.

Na avaliação do executivo, o avanço da agenda ESG depende da capacidade de integrar eficiência operacional, responsabilidade ambiental e impacto social dentro da estratégia dos negócios. “A ideia é mostrar que podemos ter viabilidade econômica, eficiência operacional, redução de impactos ambientais e geração de oportunidades caminhando juntas. Sustentabilidade sem viabilidade econômica não consegue transformar a realidade”, diz.

Formação, inclusão e impacto social

Além dos investimentos em energia renovável, Bernardo também destaca iniciativas sociais desenvolvidas pela companhia nas regiões onde atua. Entre elas está o programa Jornada Jovem Acelen, voltado à formação e empregabilidade de jovens. Segundo a empresa, o projeto já formou mais de 300 participantes, com inserção de parte deles no mercado de trabalho nos primeiros anos após a capacitação.

Outro destaque é o programa Acelera OSC, voltado ao fortalecimento de organizações da sociedade civil, oferecendo capacitações em gestão, informática e implementação de projetos sociais. “Mais do que executar projetos pontuais, buscamos construir relações duradouras com as comunidades, apoiando iniciativas capazes de gerar transformação social, inclusão e desenvolvimento econômico sustentável”, conclui.

Primeira palestra do III ESG Fórum Salvador por Gil Santos/CORREIO

O que é ESG e por que essa agenda se tornou estratégica?

ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance - em português, Ambiental, Social e Governança. O conceito reúne práticas adotadas por empresas e instituições para garantir desenvolvimento sustentável, responsabilidade social e gestão ética. No eixo ambiental, estão ações ligadas à preservação do meio ambiente, redução de impactos ambientais e uso consciente dos recursos naturais. Já o aspecto social envolve diversidade, inclusão, direitos trabalhistas, relacionamento com comunidades e bem-estar das pessoas.

O terceiro pilar, a governança, trata da transparência, ética e responsabilidade na administração das organizações. Atualmente, o ESG deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser um critério estratégico para empresas que desejam atrair investidores, fortalecer reputação e se manter competitivas no mercado. O tema é o foco do ESG Fórum Bahia, que há cinco anos reúne especialistas e lideranças para discutir inovação, sustentabilidade e desenvolvimento econômico aliado à responsabilidade social.

Serviço

5º ESG Fórum Bahia

Data: 20 e 21 de maio de 2026

Horário:

20/05 – 17h às 22h (exclusivo para convidados)

21/05 – 08h às 18h (aberto ao público)

Local: Porto Salvador – Contermas

Endereço: Av. da França, 393 – Comércio, Salvador – BA

Inscrições: gratuitas, sujeito à lotação do espaço: aqui

O 5º ESG Fórum Bahia é um projeto realizado pelo Correio, com patrocínio da Acelen, Alba Seguradora - Grupo Aliança da Bahia, Confederação Nacional da Indústria - CNI, Contermas, Neoenergia Coelba, Salvador Bahia Airport, Suzano, Unipar e Veracel com apoio institucional do Alô Alô Bahia, Instituto ACM e Prefeitura Municipal de Salvador, apoio da Blueartes, Bracell, Claro, Grupo Preta, Hexacell, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBCG), Plano Brasil Saúde, Porsche Center Salvador, Salvador Shopping, Sebrae, Sistema Comércio Bahia - Fecomércio, Sesc e Senac, Sotero e parceria com o Grupo Wish e Zum Brazil Eventos.

Tags:

esg Fórum Bahia Bernardo Araújo