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'ESG precisa sair da lógica do discurso', diz executivo do Bradesco no Fórum Bahia

Guilherme Rinco afirma que finanças sustentáveis, mercado de carbono e transição climática precisam estar integrados à estratégia das empresas e da economia.

  • Foto do(a) author(a) Estúdio Correio
  • Estúdio Correio

Publicado em 20 de maio de 2026 às 16:00

ESG
Guilherme Rinco é gerente de Finanças Sustentáveis, Clima e Biodiversidade do Bradesco Crédito: Divulgação

Para Guilherme Rinco, sustentabilidade deixou de ser uma pauta paralela dentro das empresas e passou a ocupar posição estratégica nas decisões econômicas, financeiras e corporativas. gerente de Finanças Sustentáveis, Clima e Biodiversidade do Bradesco, ele participa do painel “O que realmente importa no ESG”, na quinta-feira (21), durante o 5º ESG Fórum Bahia.

Atuando na estruturação de soluções financeiras voltadas à transição para uma economia menos carbono-intensiva e mais inclusiva, Guilherme lidera no Bradesco iniciativas ligadas à agenda climática, finanças sustentáveis, biodiversidade e reportes ESG. Também representa o banco em fóruns nacionais e internacionais voltados à discussão sobre sustentabilidade e mercado financeiro.

Guilherme Rinco por reprodução

Segundo ele, seu olhar para ESG foi sendo construído a partir da combinação entre propósito, experiência prática e atuação no setor financeiro.

“Eu costumo dizer que o meu olhar para a sustentabilidade foi sendo construído a partir da união entre propósito e prática”, afirma.

Visão ampla sobre responsabilidade, impacto e transformação social

Antes de atuar diretamente com finanças sustentáveis, Guilherme teve experiências ligadas à educação, ciência e meio ambiente, vivências que ajudaram a formar uma visão mais ampla sobre responsabilidade, impacto e transformação social. Mas foi dentro do setor financeiro que percebeu o potencial estratégico do ESG como ferramenta de transformação econômica e climática.

“Passei a trabalhar com soluções financeiras com lastro socioambiental, com a agenda de mudanças climáticas, com relatórios de impacto e com a construção de respostas mais estruturadas para uma economia em transição”, destaca.

Ao longo de quase dez anos de trajetória no Bradesco, Guilherme acompanhou de perto o crescimento da demanda por soluções financeiras alinhadas a desafios ambientais, sociais e climáticos. Para ele, esse movimento mostrou que sustentabilidade deixou de ser apenas expectativa social e passou a representar uma necessidade concreta do mercado.

“Hoje, tenho o entendimento e a convicção de que a agenda de sustentabilidade não deve ser uma pauta paralela aos negócios; ela precisa estar integrada a esta agenda, fazendo parte da estratégia”, afirma.

Na avaliação do executivo, o sistema financeiro exerce papel decisivo na aceleração de mudanças econômicas e climáticas, especialmente por meio da mobilização de capital, financiamento de transição e apoio a projetos mais resilientes e sustentáveis.

“Não basta reconhecer a urgência climática ou social; é preciso estruturar instrumentos, construir viabilidade, reduzir barreiras e apoiar empresas e setores em jornadas que muitas vezes são complexas, mas absolutamente necessárias”, afirma.

Guilherme também destaca que investidores passaram a exigir informações ESG mais consistentes, transparentes e conectadas ao desempenho financeiro das empresas, cenário que fortaleceu a importância de padrões internacionais como IFRS S1 e IFRS S2.

Para ele, o ESG possui capacidade concreta de movimentar economia, criar novos mercados e impulsionar inovação.

“Quando falamos em descarbonização, financiamento climático, mercado de carbono, tecnologias para redução de emissões e modelos de negócio mais inclusivos, estamos falando de emprego, competitividade, investimento e desenvolvimento”, afirma.

Participação no ESG Fórum Bahia

Durante o ESG Fórum Bahia, Guilherme pretende aprofundar a discussão sobre o papel das finanças sustentáveis como instrumento de implementação prática da agenda ESG.

“Reverberar a agenda de finanças sustentáveis é essencial porque o financiamento é um dos principais mecanismos para transformar intenção em implementação”, destaca.

Para ele, o maior desafio atual é fazer com que ESG deixe de ocupar apenas o espaço do discurso e passe a gerar soluções concretas para empresas, sociedade e economia.

“ESG precisa sair da lógica do discurso e entrar definitivamente na lógica da solução”, afirma.

O painel “O que realmente importa no ESG” acontece na quinta-feira (21) e contará também com a participação de Bernardo Araújo, diretor de Relações Institucionais da Acelen, e Luiz Tapia, diretor de Sustentabilidade e Relações Corporativas da Veracel Celulose. A mediação será do jornalista Donaldson Gomes, editor de Economia do Jornal Correio. 

Primeira palestra do III ESG Fórum Salvador por Gil Santos/CORREIO

O que é ESG e por que essa agenda se tornou estratégica?

ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance — em português, Ambiental, Social e Governança. O conceito reúne práticas adotadas por empresas e instituições para promover desenvolvimento sustentável, responsabilidade social e gestão ética.

No eixo ambiental, estão ações ligadas à preservação do meio ambiente, redução de impactos ambientais e uso consciente dos recursos naturais. Já o aspecto social envolve temas como diversidade, inclusão, direitos trabalhistas, relacionamento com comunidades e bem-estar das pessoas.

O terceiro pilar, a governança, está relacionado à transparência, ética, compliance e responsabilidade na gestão das organizações.

Nos últimos anos, o ESG deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a ocupar posição estratégica dentro das empresas. Hoje, investidores, consumidores e o mercado observam cada vez mais como organizações lidam com impactos ambientais, relações sociais e práticas de governança.

Além de fortalecer reputação e competitividade, a agenda ESG também influencia acesso a investimentos, crédito, inovação e sustentabilidade financeira no longo prazo.

O tema é o foco do 5º ESG Fórum Bahia, que reúne especialistas, executivos, lideranças empresariais e representantes de diferentes setores para discutir inovação, sustentabilidade e desenvolvimento econômico aliado à responsabilidade social. A curadoria do evento é do presidente da Saltur, escritor e palestrante Isaac Edington.

Serviço

5º ESG Fórum Bahia

Data: 20 e 21 de maio de 2026

Horários:

20/05 – 17h às 22h (exclusivo para convidados)

21/05 – 8h às 18h (aberto ao público)

Local: Porto Salvador – Contermas

Endereço: Av. da França, 393 – Comércio, Salvador – BA

Inscrições: gratuitas, sujeitas à lotação do espaço

O 5º ESG Fórum Bahia é um projeto realizado pelo Jornal Correio, com patrocínio da Acelen, Alba Seguradora – Grupo Aliança da Bahia, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Contermas, Neoenergia Coelba, Salvador Bahia Airport, Suzano, Unipar e Veracel, com apoio institucional do Alô Alô Bahia, Instituto ACM e Prefeitura Municipal de Salvador, apoio da Blueartes, Bracell, Claro, Grupo Preta, Hexacell, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Plano Brasil Saúde, Porsche Center Salvador, Salvador Shopping, Sebrae, Sistema Comércio Bahia – Fecomércio, Sesc e Senac, Sotero, além de parceria com o Grupo Wish e Zum Brazil Eventos.