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Executivas de grandes empresas mostram como ESG sai do discurso e vira prática: “Impacto de verdade é transformação”

Em Salvador, lideranças femininas do Bradesco Consórcios, Vibra Energia e iFood detalharam iniciativas em diversidade, transição energética e geração de valor compartilhado que estão levando a resultados concretos

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  • Foto do(a) author(a) Murilo Gitel
  • Estúdio Correio

  • Murilo Gitel

Publicado em 29 de maio de 2026 às 10:00

Luana Ozemela - V FÓRUM ESG
Luana Ozemela Crédito: Walter Guedes

As palestras da noite de abertura do 5º ESG Fórum Bahia contaram com a participação de três executivas de algumas das maiores empresas do Brasil. Na ocasião, Nathalia Garcia (Bradesco Consórcios), Vanessa Gordilho (Vibra Energia) e Luana Ozemela (iFood) compartilharam suas trajetórias ESG com o público que lotou o Porto Salvador Eventos.

Diretora do Bradesco Consórcios, a baiana Nathália Garcia destacou o histórico da instituição que hoje beneficia mais de 80 mil famílias por meio de ações educacionais e sociais. “Hoje a minha pauta é falar sobre o que eu aprendi que nenhum modelo de gestão me ensinou. O ‘S’ do ESG costuma ser a letrinha menos falada e intangível, contudo, as pessoas são o fundamental.”

5o ESG Fórum Bahia por Walter Guedes

Para Garcia, três convicções fazem com que o ESG, de fato, aconteça: medir a diversidade com base na inclusão, desenvolver pessoas de forma estratégica e fazer com que o líder seja a própria cultura. “As pessoas que passam pelas equipes que lidero precisam sair melhores, mais confiantes e capazes do que quando entraram. Isso é geração de valor. Para que esse ESG saia de métricas e vá para a prática, isso é que se faz necessário”, defendeu.

“Hoje a minha pauta é falar sobre o que eu aprendi que nenhum modelo de gestão me ensinou. O ‘S’ do ESG costuma ser a letrinha menos falada e intangível, contudo, as pessoas são o fundamental” –

Nathália Garcia

diretora do Bradesco Consórcios

Legado

Ao abordar liderança e legado, a vice-presidente executiva de Varejo da Vibra Energia, a também baiana Vanessa Gordilho, afirmou que sustentabilidade e responsabilidade social não são agendas separadas do negócio. “Elas fazem parte da construção de reputação, confiança e competitividade no longo prazo”, acrescentou.

Além de comentar a importância da transição energética para a empresa e o Brasil, Gordilho apresentou os resultados do Movimento Violência Sexual Zero, apoiado pela Vibra, que tem como foco provocar reflexão e ampliar a conscientização sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes, mobilizando colaboradores, parceiros, revendedores e consumidores em torno do tema. “Conseguimos engajar a sociedade, ajudar a proteger crianças e incluir as famílias. Foram mais de oito milhões de pessoas impactadas, mais de 550 postos de combustíveis apoiadores e investimentos da ordem de R$ 2 milhões”, celebrou.

Virada

A gaúcha Luana Ozemela, CSO e vice-presidente executiva de Impacto e Sustentabilidade do iFood, enfatizou que as empresas precisam abandonar discursos excessivamente morais e passar a demonstrar transformação real, mensurável e conectada ao negócio. Ao relembrar sua trajetória, contou que uma das principais viradas de visão aconteceu durante um projeto de US$ 25 milhões com comunidades Kuna Yala, no Panamá, quando apresentou indicadores de redução de pobreza e ouviu dos líderes locais que eles “não eram pobres”, mas donos das ilhas e interessados em gerar valor social e econômico a partir delas. “Foi naquela hora que eu disse: prosperidade não é medida pelo valor econômico que as empresas criam. Prosperidade é medida pelo valor compartilhado que as empresas geram”, lembrou.

Ozemela relacionou essa aprendizagem à atuação do iFood como ecossistema de impacto, destacando que a empresa movimenta R$ 167 bilhões em transações, tem o Nordeste como seu segundo maior mercado consumidor e considera Salvador uma cidade simbólica, por ter sido a primeira operação da companhia, em 2012.

Transformação

Entre os exemplos apresentados, a executiva do iFood citou bicicletas elétricas, que reduzem custos para entregadores e impactos ambientais, iniciativas de capacitação para restaurantes liderados por mulheres, ações voltadas à vida digna dos entregadores e o projeto Meu Diploma do Ensino Médio, que já aprovou 15 mil pessoas e representa 3% dos candidatos inscritos no ENCCEJA. Para ela, “impacto de verdade é transformação”, mas transformação avaliada “com o mesmo nível de rigor” dos relatórios financeiros: “A gente não está aqui para fazer teatro de ESG”.

Durante o evento, o diretor regional da Solví, Ângelo Castro, entregou à gerente comercial e marketing do Jornal Correio, Luciana Gomes, ao lado do prefeito Bruno Reis, o certificado credenciado pela ONU que comprova a neutralização das emissões de carbono do 4º ESG Fórum Bahia, realizado em 2025. Na ocasião, também foi assinado o termo de compromisso da Solví, que por meio da Battre opera o Aterro Metropolitano de Salvador, para neutralizar as emissões do 5º ESG Fórum Bahia, em 2026.

Desfile

Em meio às palestras, o público presente ainda pôde apreciar um pocket desfile do Afro Fashion Day, evento promovido anualmente pelo Jornal Correio que aliou estilo e ancestralidade às causas da sustentabilidade (leia a matéria na página 23).

O projeto criativo do 5º ESG Fórum Bahia teve assinatura do estúdio boutique baiano Blueartes, que apresentou o Ecoboard, material ecológico, reciclado, reciclável, não tóxico, resistente e ultraleve, desenvolvido para ativações, PDVs, eventos, móveis e projetos especiais. A solução foi aplicada em elementos instagramáveis, backdrops, letreiros, móveis, estruturas decorativas e ambientações.

Coquetel

Já o coquetel de encerramento teve buffet assinado pela chef Preta, com gastronomia do Preta Tirachapéu. Purê de banana da terra com carne seca, dadinho de tapioca com geleia de tamarindo e bolinho de peixe com creme de alcaparras foram apenas algumas das iguarias degustadas pelos presentes.

“Sinto-me honrada de estar aqui. Em meus restaurantes, sempre tive uma preocupação com o descarte correto dos resíduos. Um exemplo é o nosso óleo pós-uso, que é destinado à reciclagem. Precisamos pensar em estratégias voltadas a um consumo mais consciente e isso começa com a educação”, apontou Preta.

Acompanhe no canal: correio24horas.com.br/esg.

O 5º ESG Fórum Bahia é um projeto realizado pelo Correio, com patrocínio da Acelen, Alba Seguradora - Grupo Aliança da Bahia, Confederação Nacional da Indústria - CNI, Contermas, Neoenergia Coelba, Salvador Bahia Airport, Suzano, Unipar e Veracel com apoio institucional do Alô Alô Bahia, Instituto ACM e Prefeitura Municipal de Salvador, apoio da Blueartes, Bracell, Claro, Grupo Preta, Hexacell, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Plano Brasil Saúde, Porsche Center Salvador, Salvador Shopping, Sebrae, Sistema Comércio Bahia - Fecomércio, Sesc e Senac, Sotero e parceria com o Grupo Wish e Zum Brasil Eventos.