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Aquele abraço: Há quase 10 anos, o Vitória vencia pela última vez o Flamengo no Rio

Com um gol de Neilton e Yago, o Leão fez 2x0 no Urubo lá. Leão tenta quebrar o tabu hoje, na estreia da Copa do Brasil

  • Foto do(a) author(a) Moyses Suzart
  • Moyses Suzart

Publicado em 22 de abril de 2026 às 10:34

A última vez que o Leão venceu o Urubu no Rio foi em 2017
A última vez que o Leão venceu o Urubu no Rio foi em 2017 Crédito: Divulgação

O Vitória precisa, com urgência, encontrar a régua e o compasso que Gilberto Gil tanto canta para conseguir fazer do Rio de Janeiro passar a ser lindo para os rubro-negros baianos quando o assunto é jogar contra o Flamengo lá. Amanhã é dia de aperto de mente, às 21h30, no Maracanã, pois enfrenta um dos melhores clubes do país, na sua estreia na Copa do Brasil, amargando um histórico complicado contra os rubro-negros cariocas: o Leão praticamente só fica no abraço fora de casa. Em 53 encontros oficiais, 27 foram em solo do Urubu. Apenas quatro terminaram com o time da Toca vencendo a partida.

O último foi há quase 10 anos, em 2017, quando o Vitória ganhou por 2x0, com gols de Yago e Neilton. O duelo foi no Brasileirão daquele ano e, depois do encontro, foram mais três partidas, com um empate e outras duas derrotas, contando com aquela goleada do ano passado que ninguém quer mais lembrar, ao menos a galera de Salvador (sim, aquele de 8x0). O Vitória surpreendeu o Flamengo no Rio outras três vezes. Em 2008, com gol de Dinei, levou a melhor no Maracanã. Com o mesmo placar, venceu na edição de 2005, gol de Wilson. A primeira foi em 1988, com Hélio.

Vale lembrar que as vitórias aconteceram pelo Brasileirão. Na Copa do Brasil, com mando de campo no Maracanã, as duas equipes se enfrentaram em seis oportunidades, em três edições. O Leão levou a melhor em 1998, mesmo perdendo no Rio de Janeiro. Naquela edição, o primeiro jogo foi no Barradão e os baianos saíram felizes, metendo 5x0 no Urubu. No jogo de volta, 5x2 para eles, mas o Leão acabou avançando pelo placar agregado. Depois tiveram ainda as edições de 2003 e 2004, com o Flamengo vencendo todos os jogos.

Para o técnico Jair Ventura, o sorteio que definiu a pedreira logo na estreia não seria tão diferente, pois tinha o Flamengo ou o Palmeiras. “E virar a chave. Tinham muitas bolinhas difíceis, mas duas bem difíceis, uma verdinha e uma vermelhinha. Pegamos a vermelhinha, mas vamos lá. Buscar um grande jogo e trazer o resultado para casa para que consigamos a classificação aqui”, disse.

Um dos principais jogadores da equipe, Erick sabe que a missão é complicada, mas não teme o perigo. “O Flamengo é uma grande equipe. A melhor do país. Fizemos um grande jogo contra eles aqui, mesmo tendo perdido. Agora é repetir o que a gente vem fazendo em casa. O Jair conversou com a gente quando acabou o jogo e disse que temos que jogar fora do mesmo jeito que jogamos em casa. Agora é descansar e pensar no Flamengo”, avisou o atacante, logo após o 0x0 contra o Corinthians.

Baralhas também espera um embate com fortes emoções. Contudo, ele acredita que é preciso corrigir os erros na exibição diante dos paulistas. “Ele sabe onde falhamos e o que pode melhorar e potencializar. Agora é foco total no Flamengo para que a gente possa ir lá, no Maracanã, fazer um grande jogo”.

Para isso, entretanto, precisa acertar o pé. Contra o Corinthians, no último domingo, o Leão só chutou uma vez em 90 minutos. Mesmo assim, Jair viu progresso. “Não teve resultado, mas a equipe foi consistente. A palavra é essa, a equipe está ficando mais consistente. O calcanhar de Aquiles é levar isso para fora do Barradão. Ter essa coragem e confiança de jogar, mas gostei muito do que vi, principalmente no primeiro tempo. Fizemos muito bem o nosso tripé com encaixe”.

A preocupação agora é com os desfalques. “Sobre Kayzer, sim, preocupa. Baralhas também sentiu incômodo. À medida que perdemos peças vamos tendo menos mexidas. Temos 40, mas vira 15, 16. As mexidas vão demorar mais, vou tendo menos opções. Não é sobre qualidade, quem perde mais atletas vai ficando com menos alternativas de mexer e fazer coisas diferentes, mas seguimos”, conta.

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Vitória Flamengo Copa do Brasil