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Bahia reage após vaias, empata com o Santos e sobe na tabela do Brasileirão

Equipe baiana cresceu no segundo tempo e transforma desvantagem em empate diante do Santos

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 25 de abril de 2026 às 20:45

Bahia e Santos se enfrentaram na Fonte Nova Crédito: Letícia Martins/ EC Bahia

O Bahia empatou com o Santos por 2 a 2 pela 13ª rodada do Brasileirão, na Fonte Nova, neste sábado (25). Um resultado que parecia improvável, já que o Tricolor saiu perdendo por 2 a 0 no primeiro tempo e precisou correr atrás do placar na segunda etapa.

Os gols do Santos, ambos de pênalti, foram marcados por Rolheiser. Pelo Esquadrão, os gols foram anotados por Luciano Juba e Willian José. O resultado amenizou uma crise que atingiu o auge com o Bahia sendo vaiado na saída para o intervalo.

Com o empate, o Bahia subiu para a 4ª colocação, com 21 pontos na competição. Já o Santos ocupa a 15ª posição, com 14 pontos. O próximo compromisso do Esquadrão será contra o São Paulo, em Bragança Paulista, no próximo fim de semana.

Bahia e Santos se enfrentaram na Fonte Nova por Letícia Martins/E..C. Bahia

O JOGO

Como era de se esperar, o Bahia, mesmo pressionado pelo último resultado contra o Remo na Copa do Brasil, começou a partida dominando as ações e a posse de bola, enquanto o Santos se postava em linha defensiva e tentava explorar os contra-ataques.

Nos primeiros minutos, o Tricolor teve dificuldade para criar boas jogadas no setor ofensivo, mas também não sofreu com investidas do Santos. Assim, o início do confronto foi marcado por um jogo estudado e com poucas chances claras de gol.

A primeira chance clara de gol, no entanto, aconteceu aos nove minutos e foi dos visitantes. Em boa jogada trabalhada pelo Santos em contra-ataque, um atacante ficou cara a cara com o goleiro Marcos Felipe, mas acabou se atrapalhando na finalização e desperdiçou a oportunidade.

Apesar de ter como trunfo o mando de campo e maior posse de bola, o Bahia não conseguiu superar o Santos na batalha tática nos primeiros 15 minutos. Isso porque, mesmo com a bola, o Tricolor encontrava dificuldades para criar chances claras de gol, enquanto o Santos levava perigo e falhava apenas no último passe para construir oportunidades capazes de abrir o placar.

Sendo mais efetivo, o Santos passou a equilibrar e, depois, assumir maior controle da posse de bola. Aos 18, essa superioridade se transformou em pênalti para a equipe paulista. Na jogada, Gabriel Bontempo foi acionado pela ponta direita e invadiu a área antes de tentar o cruzamento. Na disputa, Erick Pulga chegou de forma desajeitada e cometeu a pênalti.

Na cobrança, Rollheiser deslocou Léo Vieira e abriu o placar para o Peixe. Após sofrer o primeiro gol, o Bahia tentou reagir. Aos 24 minutos, Caio Alexandre teve liberdade no meio de campo e encontrou um belo lançamento para Pulga. O atacante ganhou na disputa com o zagueiro e invadiu a área, mas, ao ficar cara a cara com o goleiro, finalizou forte demais e a bola foi acima do gol.

O Bahia seguiu trabalhando com a posse, mas sem efetividade. Quando conseguia quebrar as linhas de passe, falhava em aproveitar no ataque e perdia a maioria dos duelos individuais. O jogo seguiu assim e, para piorar a situação, no fim do primeiro tempo, o Santos teve um segundo pênalti após Mingo bloquear bola com braço na área.

Na marca do pênalti, Rollheiser conseguiu deslocar Léo Vieira de novo e ampliou o placar para o time paulista. Fim de primeiro tempo. Na volta para o segundo tempo, o Bahia voltou a ter maior posse de bola, já que o Santos, em vantagem no placar, passou a adotar uma postura mais reativa, apostando em contra-ataques — repetindo a estratégia utilizada na primeira etapa.

Apesar do controle, o Tricolor seguiu com dificuldades para transformar a posse em oportunidades reais de gol. A equipe até apresentou melhora com as entradas de Everton Ribeiro e Gilberto, especialmente na construção de jogadas pelo lado direito, mas ainda assim não conseguiu criar chances claras de finalização.

O cenário, até então desfavorável, só deu indícios de mudança aos 30 minutos do segundo tempo, quando Everton Ribeiro sofreu falta pelo lado direito da entrada da área santista. Na cobrança, Luciano Juba executou com precisão.

O lateral-esquerdo do Tricolor percebeu o goleiro Diógenes adiantado e acertou uma cobrança por cobertura, mandando no ângulo direito, sem chances de defesa. O gol reduziu a vantagem do Santos no placar e recolocou o time baiano na partida.

Depois de retomar a vantagem no placar, o Santos passou a tentar administrar o resultado, realizou substituições e o jogo chegou a ser interrompido por uma confusão envolvendo o técnico Cuca, que se mostrou insatisfeito com as mudanças e acabou discutindo com a arbitragem, o que consumiu cerca de quatro minutos.

Quando a bola voltou a rolar, o Bahia transformou a pressão em gol de empate aos 37 minutos do segundo tempo. Gilberto encontrou Pulga pela ponta direita, o atacante fez o cruzamento na área, e José apareceu bem na jogada aérea para cabecear e deixar tudo igual na Fonte Nova.

O jogo que parecia perdido mudou completamente de cenário. A torcida passou a empurrar o time e fez a Fonte Nova pulsar mais alto, enquanto o Bahia adiantava as linhas e aumentava a pressão em busca da virada, mesmo com o Santos tentando segurar o empate e esfriar a partida.

Do outro lado, o time paulista apostava em faltas e paralisações para quebrar o ritmo, o que deixou o jogo mais truncado em alguns momentos. Ainda assim, o Bahia manteve a intensidade e seguiu tentando transformar a pressão em oportunidades, sustentando o domínio territorial na reta final da partida. No entanto, não teve mais pernas para atacar e ficou no 2 a 2. 

FICHA TÉCNICA

Bahia 2 x 2 Santos - 13ª rodada do Campeonato Brasileiro

Bahia: Léo Vieira; Acevedo, Gabriel Xavier (Gilberto), Ramos Mingo e Luciano Juba; Caio Alexandre (Erick), Jean Lucas e Michel Araújo (Éverton Ribeiro); Erick Pulga, Kike Olivera (Everaldo) e Willian José. Técnico: Charles Hembert.

Santos: Diógenes; Mayke, Lucas Veríssimo, Ananias e Escobar; João Schmidt (Luan Peres), Christian Oliva e Rollheiser (Miguelito); Gabriel Bontempo (Rincón) Rony (Moisés) e Thaciano (Lautaro Diaz). Técnico: Cuca.

Estádio: Fonte Nova, em Salvador

Gols: Rollheiser, aos 21 minutos e aos 48 minutos do primeiro tempo; Juba aos 30 e Willian José aos 37 do segundo tempo;

Cartão amarelo: Erick Pulgo, Éverton Ribeiro e Ramos Mingo pelo Bahia; Diógenes, Mayke e Miguelito pelo Santos;

Arbitragem: Ramon Abatti Abel (SC), auxiliado por Marcia Bezerra Lopes Caetano (RO) e Henrique Neu Ribeiro (SC)

VAR: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (RN)

Tags:

Bahia Futebol Santos