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Dono de supermercado que fatura R$ 25 bilhões por ano comprou clube brasileiro e já investe milhões no elenco

Time passa por reformulação com investimentos milionários do novo controlador, que busca competir com as principais forças do país

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 30 de abril de 2026 às 08:21

Pedro Lourenço
Pedro Lourenço Crédito: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Pedro Lourenço, fundador do Supermercados BH, que alcançou faturamento de R$ 25,72 bilhões em 2025 e figura na quarta colocação do Ranking ABRAS, é hoje o principal responsável pela transformação do Cruzeiro em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Após adquirir as ações que estavam com o ex-jogador com Ronaldo por cerca de R$ 600 milhões, o empresário passou a conduzir um ciclo de investimentos de grande escala com a intenção de reposicionar a equipe entre os protagonistas do futebol brasileiro.

O aporte financeiro chama atenção pela diferença entre as realidades do clube e da empresa do dirigente. Enquanto o Supermercados BH movimenta dezenas de bilhões por ano, o Cruzeiro encerrou o último exercício com receita em torno de R$ 599,17 milhões. Essa disparidade explica a capacidade de Lourenço de realizar aportes que fogem do padrão do futebol nacional.

Um dos principais exemplos dessa nova fase foi a contratação do meio-campista Gerson, ex-Flamengo. O jogador foi adquirido por cerca de 27 milhões de euros, valor que na cotação da época chegou a aproximadamente R$ 169 milhões. A operação foi tratada internamente como uma demonstração clara da ambição do projeto. Segundo o dirigente, o elenco foi reforçado com a ideia de manter uma base sólida e competitiva.

Vitória x Cruzeiro por Victor Ferreira/EC Vitória

A força financeira por trás do Cruzeiro

A sustentação do projeto está diretamente ligada ao desempenho do Supermercados BH. A rede criada por Lourenço ocupa posição de destaque no varejo nacional e garante ao empresário uma capacidade de investimento muito acima da média do futebol brasileiro. Na prática, o clube passa a operar com uma fonte de recursos que não depende apenas de receitas esportivas tradicionais.

A diferença entre os dois lados é expressiva. O faturamento da rede é aproximadamente 41 vezes maior que a receita do Cruzeiro, o que permite que os investimentos no clube representem uma fração pequena do negócio principal do empresário. Isso coloca o projeto em um patamar distinto do modelo adotado por rivais como Flamengo e Palmeiras, que dependem majoritariamente de receitas próprias como direitos de transmissão, bilheteria e patrocínios.

Segundo a Exame, a rede tem atualmente 300 lojas próprias em aproximadamente 95 cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Cruzeiro 3x0 Bahia - 4ª rodada Brasileirão 2025 por Rafael Rodrigues I EC Bahia

A chegada de Artur Jorge e o plano de longo prazo

Outro movimento importante foi a contratação do técnico Artur Jorge, campeão da Libertadores de 2025 pelo Botafogo. O Cruzeiro pagou cerca de R$ 15 milhões para tirá-lo do clube anterior e, na sequência, renovou seu contrato até 2030.

A decisão reforça a ideia de continuidade do projeto. A avaliação interna é de que profissionais com o nível do treinador são raros no mercado, e a permanência prolongada reduz a chance de interrupções típicas do futebol brasileiro.

O próprio Pedro Lourenço já destacou internamente a dificuldade de encontrar técnicos desse perfil e a importância de mantê-lo por mais tempo, justamente para dar estabilidade ao trabalho.

Um novo cenário no futebol brasileiro

A movimentação no Cruzeiro se insere em uma tendência mais ampla de transformação do futebol nacional com a chegada das SAFs. Clubes como o Botafogo, sob comando de John Textor, e o Bahia, administrado pelo Grupo City, já haviam iniciado esse processo de mudança estrutural.

Agora, com Pedro Lourenço, a ideia é que o Cruzeiro entre nesse grupo de equipes que dependem diretamente da capacidade financeira de investidores para acelerar sua competitividade.

Tags:

Cruzeiro