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Alan Pinheiro
Publicado em 28 de abril de 2026 às 17:52
A defesa do Bahia tem sido um problema para o time desde o título do Campeonato Baiano, mas o sistema defensivo tricolor piorou nas últimas cinco vezes em que o time entrou em campo. A equipe treinada por Rogério Ceni tomou 10 gols nos últimos cinco jogos, o dobro da marca registrada nas cinco partidas anteriores, quando havia sofrido apenas 5 gols.>
Apesar de ostentar a 6ª melhor defesa do Campeonato Brasileiro, empatado com o Internacional com 14 gols sofridos, o Bahia vem apresentando uma queda preocupante de rendimento em seu setor de marcação. O momento atual contrasta com a consistência mostrada em outras ocasiões. A equipe havia sofrido apenas 11 gols nos primeiros 12 jogos disputados na Série A do ano passado.>
Considerando os 15 gols sofridos nos últimos 10 jogos, quatro foram originados de jogadas de bola parada e dois foram sofridos de fora da área. Nessas dez partidas, o time tomou gol após escanteio contra Flamengo, Mirassol e Palmeiras, sendo os dois últimos marcados por David Duarte e Ramos Mingo, ambos contra. Contra o Remo, um dos gols de Taliari iniciou em uma cobrança de falta.>
Após o jogo contra o Flamengo, o auxiliar técnico Charles Hembert assumiu a deficiência aérea, mas a justificou como um reflexo direto do perfil escolhido para o elenco. “Não é uma característica dos nossos jogadores, que não têm muita altura. Se quiséssemos ser um bom time de bola parada, a gente recrutaria jogadores mais altos. Fizemos a opção de ter um time mais técnico e vistoso. Não quer dizer que não queremos melhorar a bola parada”, disse.>
Além da bola aérea, a equipe tem sofrido quando a bola está rolando, em cruzamentos e, principalmente, em contra-ataques e penalidades. Foram dois gols de pênalti sofridos contra o Santos, além de um gol de pênalti e um de contra-ataque contra o Remo, na Copa do Brasil.>
A postura tática em campo, muitas vezes desequilibrada, explica parte dessa exposição. Após o jogo contra o Santos, Charles Hembert comentou sobre o comportamento da equipe. “A gente começa os jogos no campo de ataque, criando oportunidades de gol, e a gente deixa de atacar marcando, nossos homens não marcando corpo a corpo os adversários”, explicou.>
As constantes mudanças na linha de defesa também ajudam a entender a inconsistência do sistema defensivo tricolor. Nos últimos 10 jogos, o Bahia utilizou quatro formações diferentes em seu quarteto defensivo, com médias de gols sofridos bastante distintas. >
A formação com Acevedo, Mingo, David Duarte e Juba foi o grupo que mais foi vazado, com seis gols sofridos. No entanto, os quatro juntos tiveram 1,5 gols por jogo, o segundo melhor aproveitamento. Quando Gabriel Xavier jogou no lugar de David Duarte, o que aconteceu também em quatro partidas, o Bahia sofreu apenas três gols, 0,75 por jogo.>
A pior combinação envolveu Román, Mingo, Xavier e Juba. Os quatro foram os titulares no confronto contra o Remo, pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o Esquadrão saiu de campo goleado por 4x1. Gilberto, Mingo, David Duarte e Juba também fizeram apenas uma partida juntos no recorte, mas sofreram somente dois gols.>
Agora, o Bahia tem uma semana de descanso para voltar a solidificar a defesa antes de voltar a campo no próximo domingo (3), quando enfrenta o São Paulo, no estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.>