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Carol Neves
Publicado em 22 de abril de 2026 às 13:31
O ex-jogador Marcelinho Carioca procurou a polícia após identificar um saque não autorizado de cerca de R$ 479 mil referentes a um processo judicial no qual figura como beneficiário. Segundo ele, o valor teria sido retirado por uma advogada que o representava no caso. As informações foram divulgadas pelo portal G1.>
De acordo com o boletim de ocorrência registrado em fevereiro deste ano, em São Paulo, a quantia foi liberada por meio de alvará judicial em janeiro de 2025, sem que o ex-atleta tivesse sido informado.>
Documentos obtidos pela reportagem indicam que o montante de R$ 479.427,92 foi liberado no dia 28 de janeiro de 2025 e pago dois dias depois. Embora Marcelinho apareça como beneficiário no comprovante bancário, o crédito foi realizado em uma conta corrente vinculada à advogada.>
Jogadores do Brasileirão que mais valorizaram em 2025
Em depoimento prestado à polícia na última sexta-feira (17), o ex-jogador afirmou que havia encerrado formalmente sua relação profissional com a advogada ainda em junho de 2024. Mesmo assim, segundo ele, a movimentação ocorreu meses depois, sem sua autorização.>
A descoberta do caso aconteceu de forma inesperada. Marcelinho relatou que realizava uma transmissão ao vivo quando recebeu um comentário de um internauta sobre o andamento da ação relacionada à massa falida das empresas “Fazendas Reunidas Boi Gordo”.>
“Desconfiado, o declarante foi verificar o andamento de seu processo junto ao site do Tribunal, quando visualizou o pagamento dos valores feitos na conta de sua advogada constituída à época”, diz trecho do depoimento.>
Após verificar as informações, o ex-jogador entrou em contato com o usuário que havia feito o alerta. Segundo ele, a pessoa confirmou que a advogada já teria recebido integralmente os valores.>
Marcelinho afirma que não recebeu qualquer quantia nem prestação de contas referente ao valor liberado. Ele também declarou que, depois da retirada do dinheiro, não conseguiu mais contato com os responsáveis. Ainda conforme o depoimento, a advogada teria feito posteriormente um depósito parcial do montante em juízo, “no afã de se eximir da responsabilidade”. O valor devolvido não foi informado.>
O caso foi registrado inicialmente como estelionato e evoluiu para a abertura de inquérito policial. Além da denúncia criminal, Marcelinho Carioca informou que protocolou uma representação contra a advogada na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).>