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Miro Palma
Publicado em 20 de abril de 2026 às 20:16
O Bahia inicia nesta quarta-feira (22), na Arena Fonte Nova, a caminhada na quinta fase da Copa do Brasil diante do Remo, em um confronto que carrega mais do que o peso natural de um mata-mata. O duelo de ida acontece às 19h30, enquanto a volta está marcada para o dia 13 de maio, às 21h30, no Mangueirão, em Belém, quando será definido o classificado às oitavas de final.
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Para o tricolor, o reencontro tem contornos claros de revanche. As equipes se enfrentaram recentemente pela Série A do Brasileirão, no dia 22 de março, e o Bahia foi surpreendido com uma goleada por 4x1, fora de casa, resultado que interrompeu a sequência invicta do time na temporada e expôs fragilidades que não vinham aparecendo.>
A memória ainda recente daquele jogo dá um tom diferente ao duelo. Se no Brasileiro o tropeço foi absorvido dentro de uma competição de pontos corridos, agora o cenário é outro. São 180 minutos decisivos, sem margem para erro, em que qualquer detalhe pode custar a classificação. O Bahia sabe que não há espaço para repetição dos problemas cometidos em Belém, principalmente de falta de concentração.>
Apesar do revés pesado, o momento azul, vermelho e branco segue positivo no geral. A equipe ocupa a parte de cima da tabela da Série A, em 5º lugar, com campanha consistente e regularidade, somando pontos dentro e fora de casa. O desempenho recente como visitante, inclusive, vinha sendo um dos trunfos antes do tropeço diante do próprio Remo.>
Do outro lado, o cenário é distinto. O Remo vive fase irregular desde aquele triunfo sobre o Bahia. A equipe paraense soma apenas uma vitória nos 12 jogos da Série A - justamente contra o Bahia - e apresenta dificuldades defensivas, com sequência de partidas sofrendo gols. Na rodada passada, por exemplo, levou 4x2 do Red Bull Bragantino. >
O contraste de momentos alimenta o favoritismo tricolor, mas não elimina o alerta. O histórico recente mostrou que o Remo é capaz de competir em alto nível. Por isso, a estratégia do Bahia passa por construir vantagem em Salvador, diante de um estádio que promete presença massiva do torcedor.>
Internamente, o discurso é de foco dividido, mas sem perder a prioridade imediata. “Temos um jogo da Copa do Brasil contra o Remo na quarta-feira. Sabemos que o torcedor estará com a gente para lotar o estádio. Depois teremos o Santos no Brasileiro para continuarmos pontuando”, disse o auxiliar Charles Hembert, ao projetar a sequência de compromissos. Ele substituiu Rogério Ceni, que estava suspenso, na derrota de 2x0 para o Flamengo, no final de semana. O treinador retorna diante da equipe paraense. >
A fala reforça o equilíbrio que o Bahia tenta manter entre as competições, mas também evidencia a importância do primeiro duelo. Em mata-mata, começar bem é mais do que vantagem: é controle de cenário.>
Diante de um adversário que já mostrou capacidade de ferir, o Bahia entra em campo pressionado pelo passado recente, mas respaldado pelo presente mais consistente. Entre revanche e afirmação, o jogo desta quarta-feira é o primeiro passo para o sonho de ir longe na competição, afinal, o clube nunca conseguiu chegar em uma semifinal na história. Quem sabe em 2026.>