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Da Redação
Publicado em 5 de julho de 2023 às 14:57
Um boletim de ocorrência detalha como foi a agressão sofrida por Luan, do Corinthians, durante a invasão de torcedores ao motel onde ele estava, na Zona Oeste de São Paulo. De acordo com o relato das testemunhas, um dos membros da organizada Gaviões da Fiel estava armado e ameaçou matar o atleta.>
O caso aconteceu durante a madrugada de terça-feira (4), no motel Caribe, na região da Barra Funda. Uma das vítimas disse à Polícia Civil de São Paulo que estava com Luan e outras pessoas em um dos quartos quando sete homens bateram na porta, já procurando pelo meia. O grupo invadiu o local, e passou a fazer ameaças ao jogador.>
"Vou matar o Luan, vou matar vocês, aqui é da Gaviões", disse um dos criminosos, de acordo com o B.O.>
"Safado, vagabundo. Se não sair do Corinthians, vamos te matar", teria falado outro agressor.>
Ainda de acordo com o depoimento, um homem usando máscara ninja portava uma arma de fogo e a apontava na direção das vítimas. Além de Luan, dois amigos são incluídos no boletim de ocorrência.>
O meia e seus acompanhantes teriam descido para o estacionamento, em busca de ajuda. Mas teriam se deparado com outros supostos membros da torcida organizada, que também xingaram e ameaçaram o atleta. Ainda segundo o relato, foram ouvidos fogos de artifício do lado de fora do motel. Os agressores fugiram antes da chegada da Polícia Militar.>
As vítimas afirmaram acreditar que um motorista de aplicativo pode ter contribuído para que o episódio acontecesse. Ele teria transportado uma das mulheres que estavam com Luan e repassado a informação de que o jogador estava no motel.>
"As vítimas relatam que estavam realizando uma festa no local, sendo que uma das meninas teria dito ao motorista de aplicativo sobre a tal festa, este por sua vez repassou a outras pessoas e tal informação teria chegado à torcida organizada Gaviões da Fiel", diz o B.O, de acordo com o site G1.>
Os dois amigos de Luan que registraram o boletim de ocorrência afirmaram que questionaram a administração do motel sobre a entrada dos torcedores. Os funcionários teriam dito que os torcedores estavam armados e, por isso, não "tiveram como impedir" a invasão. Os agressores teriam cobrado informações sobre qual quarto estava o jogador.>