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Estúdio Correio
Victor Lahiri
Publicado em 11 de dezembro de 2023 às 06:00
Com a chegada do fim de ano, é comum que as pessoas busquem informações sobre as principais tendências para o novo ciclo que está por vim, como por exemplo, a palavra que vai marcar 2024, a moda, o comportamento, entre outras. Na arquitetura não é diferente, a principal marca na construção ou no design de interiores será a sustentabilidade.>
Equipamentos, tecnologias e sistemas que priorizam a gestão responsável dos recursos naturais, além de materiais cuja fabricação não agridem o meio ambiente, já são apontados como os principais em grandes eventos do setor no país, a exemplo da Expo Revestir, Casa Cor, e outras amostras ligadas a arquitetura e engenharia.>
Depois de participar destes eventos, as arquitetas Ila Carvalho e Karen Oliveira afirmam que os conceitos da sustentabilidade, antes vistos como tendências do futuro, agora já fazem parte dos projetos e devem continuar norteando profissionais do setor em 2024. “O que temos visto nos principais eventos, não só do Brasil como no mundo, é a proposta de uma arquitetura que prioriza cada vez mais materiais pensados para preservar o meio ambiente”, explica Karen.>
Exemplos do quadro de difusão da arquitetura sustentável é a crescente utilização de elementos como a madeira ecológica, iluminação de led, piso vinílico, que seguem em alta para o próximo ano e devem se tornar cada vez mais acessíveis para o grande público. “Há algum tempo percebemos que a madeira tem se tornado um produto nobre e de difícil acesso para a maioria das pessoas, por isso a madeira ecológica vem sendo uma opção para manter aspecto de aconchego por um valor mais acessível”, diz. “Também temos visto uma grande tendência na escolha por materiais e estratégias de construção e reforma que geram o mínimo de resíduo possível, e o piso vinílico é uma opção nesse sentido”, diz Ila. >
Outra forte tendência é a redução, reutilização e reciclagem de resíduos de reforma e construção que tem o objetivo de minimizar o desperdício e contribuir para a conservação dos recursos naturais. “Hoje temos visto um uso cada vez maior de materiais sendo fabricados com resíduos de reciclagem, como é o caso do tijolo ecológico, concreto reciclado e o tão utilizado rodapé de poliestireno, que é produzido a partir de plástico reciclável. ”, comenta Karen.>
A utilização de sistemas de consumo sustentável deve ganhar mais adesão no próximo ano, como a energia solar, além das adaptações de vagas para recarga de carros elétricos. “Hoje vemos uma mudança no comportamento das pessoas, já que as fontes de energia renovável, representam também uma economia para quem as utiliza. A Prefeitura de Salvador, por exemplo, já tem os descontos do IPTU Verde, para quem usa esses sistemas”, aponta Karen. “Os novos empreendimentos que vem surgindo já trazem alguns desses elementos, mas haverá um processo de adequação dos que ainda não contam com esses sistemas, pois se trata de um movimento mundial”, completa.>
Karen e Ila acreditam que apesar da arquitetura sustentável ainda ter alguns obstáculos no caminho da popularização, o processo de democratização do acesso a esses elementos da construção e decoração deve crescer cada vez mais, tornando a sustentabilidade uma tendência não só do próximo ano como das próximas décadas.“ O mundo está passando por diversas mudanças climáticas nunca vistas e as pessoas estão começando a perceber a importância pela busca de práticas mais sustentáveis”, comenta Ila.>
“Acredito que precisamos de incentivos governamentais para tornar esses itens mais acessíveis, porém acho que é questão de tempo. A lâmpada de led já foi cara, hoje está presente em qualquer casa. A tendência é que os demais produtos e materiais sigam o mesmo rumo”, finaliza.>