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Médica da Bahia ajudou a criar projeto usado no SUS; conheça Lucélia Magalhães

Cardiologista participou de projetos internacionais e segue formando novos médicos na Faculdade Zarns Salvador

  • Foto do(a) author(a) Estúdio Correio
  • Estúdio Correio

Publicado em 30 de maio de 2026 às 05:00

Zarns
Cardiologista Lucélia Magalhães Crédito: Acervo institucional

Entre aulas, laboratórios e pesquisas, a médica cardiologista Lucélia Magalhães construiu uma história respeitada e significativa na medicina. Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, a professora da Faculdade de Medicina Zarns Salvador ocupou espaços de destaque na cardiologia nacional e internacional, mas sem se afastar da sala de aula, ambiente que segundo ela, segue sendo sua maior motivação.

Primeira mulher a presidir a Sociedade Baiana de Cardiologia, Lucélia coleciona experiências pioneiras na medicina. Além de presidente do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a cardiologista também foi a primeira brasileira integrante do Conselho de Epidemiologia da World Heart Federation.

Médica também atua na formação de novos profissionais por Acervo institucional

Apesar da trajetória marcada por grandes contribuições na ciência, projetos internacionais, cargos e títulos de destaque, Lucélia Magalhães afirma que seu papel como docente continua sendo seu grande motivador.

Paixão pela sala de aula

Entre consultórios, congressos e pesquisas, a sala de aula segue ocupando um lugar especial na carreira da médica. O interesse pela docência surgiu ainda cedo, quando ajudava os colegas com as aulas de biologia e na residência foi destaque pela forma didática e humana com que apresentava os casos clínicos.

Durante as aulas que ministra nas salas de aula da Faculdade de Medicina Zarns, a cardiologista diz que tem como princípio ajudar na formação de médicos tecnicamente competentes, mas igualmente humanos e empáticos. “O médico tem que ser humano. Sempre falo para os meus alunos que o atendimento ocorreu bem quando o paciente sai do consultório com uma palavra ou gesto de gratidão e a sensação de que foi verdadeiramente acolhido. Se conectar com as pessoas é indispensável para cuidar delas da melhor forma”, ressalta Lucélia.

A relação construída com os alunos é outro aspecto que a médica guarda com carinho na sua trajetória. Há pouco tempo ela conta que foi surpreendida pela reação da turma após um encontro que imaginava ter sido pouco proveitoso. “No final da aula eles levantaram e começaram a me aplaudir. Aquilo me marcou muito porque realmente eu não esperava. Esse é o tipo de surpresa que só a sala de aula é capaz de ofertar”, evidencia.

“Eu sempre quis fazer tudo. Eu queria atuar em consultório, queria estar envolvida na pesquisa científica, queria mudar a vida das pessoas ao meu redor, mas o que ainda me move e me faz continuar é poder fazer parte da formação de profissionais mais humanos, preparados para cuidar dos pacientes com excelência técnica, empatia e responsabilidade”, afirma a cardiologista baiana.

Projetos de destaque no Brasil e no mundo

Ao relembrar as experiências internacionais, marcadas por reuniões em diferentes países, ela conta como era estar nesses lugares. “Na grande maioria das vezes, eu era a única mulher, jovem, nordestina e casada nesses ambientes. Era meio que um peixe fora d’água, mas fui aprendendo a nadar, já desde cedo entendi que queria muito fazer o que eu faço”, comenta.

Entre os projetos mais marcantes, Lucélia destaca a participação de um projeto nacional do Ministério da Saúde ligado à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), criado para reduzir os casos de acidente vascular cerebral no Brasil. A iniciativa envolvia mais de cinco mil municípios brasileiros e deu origem a projetos importantes para o monitoramento da hipertensão e diabetes no país, como o Hiperdia, sistema ligado ao DataSUS utilizado até hoje por profissionais da saúde.

Lucélia também participou da criação do “rastrômetro”, equipamento criado para facilitar a aferição da pressão arterial em regiões com pouco acesso à assistência médica. O projeto recebeu reconhecimento internacional e chegou a ser premiado em Osaka, no Japão.

Entre pesquisas, congressos e salas de aula, Lucélia segue construindo uma trajetória marcada pela ciência, pioneirismo e pelo compromisso de formar médicos preparados para cuidar das pessoas com excelência técnica e sensibilidade humana.

A presença de profissionais como Lucélia Magalhães reflete o compromisso da Faculdade de Medicina Zarns Salvador em reunir um corpo docente formado por médicos experientes, atuantes em suas áreas e comprometidos com uma formação ética e humanizada.

Na Zarns, a médica segue compartilhando a experiência acumulada ao longo de décadas na cardiologia, contribuindo para a formação de médicos preparados para unir excelência técnica, sensibilidade humana e compromisso com o cuidado ao paciente.

Este conteúdo não representa a opinião do jornal Correio e é de responsabilidade do autor.

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Zarns