Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Estúdio Correio
Publicado em 27 de maio de 2026 às 16:00
Com uma base industrial diversificada e projetos voltados à economia de baixo carbono, a Bahia amplia sua competitividade nacional. Empresas como Braskem e Acelen destacam o papel estratégico do Polo Industrial de Camaçari, os investimentos em inovação e os avanços em energia renovável como diferenciais para o futuro da indústria baiana.>
Especial Indústria Forte 2026
A força da indústria baiana está, justamente, na sua diversidade. Em um mesmo território, convivem setores como petroquímica, refino, energia, logística, mineração, papel e celulose, farmacêutico, automotivo e, mais recentemente, projetos ligados à transição energética e aos combustíveis renováveis.>
Essa combinação ajudou a transformar a Bahia em um dos principais polos industriais do país e segue sendo um dos grandes diferenciais competitivos do estado. Boa parte dessa singularidade está concentrada no Polo Industrial de Camaçari, considerado o maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul.>
Para a Braskem, a integração entre empresas e cadeias produtivas cria um ambiente favorável à inovação, à eficiência logística e ao ganho de escala. “O Polo Industrial de Camaçari reúne, em um mesmo ecossistema, empresas e cadeias produtivas interligadas. Essa configuração favorece sinergias operacionais, eficiência logística e um ambiente mais competitivo e resiliente”, afirma o diretor Industrial da Braskem na Bahia, Carlos Alfano.>
A companhia mantém atualmente oito unidades industriais no estado, com capacidade de produção superior a 5 milhões de toneladas por ano e geração de cerca de 7,5 mil empregos diretos e indiretos. “Nossa atuação na Bahia vai além da produção de petroquímicos básicos e de resinas termoplásticas, envolvendo também um forte compromisso com o desenvolvimento sustentável e com o fortalecimento das cadeias produtivas regionais, essenciais para dinamizar a economia local e ampliar a capacidade de transformação industrial”, ressalta Alfano.>
Além da relevância econômica, o Polo também teve papel decisivo na formação técnica e profissional da Bahia nas últimas décadas. Na visão da Braskem, o complexo ajudou a impulsionar cursos universitários, centros de pesquisa e programas de capacitação, formando milhares de engenheiros, técnicos e especialistas voltados para uma indústria cada vez mais tecnológica.>
“O Polo de Camaçari foi fundamental para consolidar uma cultura industrial e tecnológica na Bahia, contribuindo diretamente para a formação de mão de obra qualificada e para o fortalecimento da engenharia nacional”, avalia Alfano.>
Hoje, o parque industrial baiano também avança em processos de digitalização, automação e uso de inteligência artificial aplicados à indústria, ampliando eficiência operacional, segurança e redução das emissões de gases de efeito estufa.>
Segundo a Braskem, iniciativas voltadas à indústria 4.0 vêm acelerando ganhos de produtividade e competitividade, além de reforçar compromissos ligados à sustentabilidade e à descarbonização dos processos industriais.>
Para a Acelen, a Bahia reúne condições estratégicas para liderar a economia de baixo carbono, com infraestrutura industrial consolidada, localização privilegiada e potencial em energias renováveis.>
“A Bahia possui enorme potencial em energias renováveis, o que coloca o estado em posição de destaque na agenda da transição energética”, destaca o vice-presidente de Operação da Acelen, Celso Ferreira.>
A empresa opera a Refinaria de Mataripe, maior refinaria das regiões Norte e Nordeste e segunda maior do país, com papel estratégico no abastecimento nacional e impacto relevante na geração de empregos.>
A companhia aposta em projetos ligados a combustíveis renováveis, como SAF — combustível sustentável de aviação — e Diesel Renovável (HVO) produzido a partir da macaúba.>
Segundo Ferreira, a combinação entre infraestrutura existente e novos investimentos cria um ambiente competitivo para atração de capital de longo prazo. “A Bahia reúne condições naturais, industriais e logísticas capazes de transformar o estado em referência nacional em combustíveis renováveis e soluções de baixo carbono”, afirma.>
Outro destaque foi a inauguração do Acelen SolarPark I, maior parque solar próprio associado a uma refinaria no Brasil, responsável por suprir 100% da demanda externa de energia elétrica da Refinaria de Mataripe.>
“Esses investimentos mostram como infraestrutura, inovação, segurança jurídica e competitividade são fatores decisivos para viabilizar a transição energética e atrair capital de longo prazo para a Bahia”, reforça Ferreira.>
Apesar dos avanços, a indústria baiana ainda enfrenta gargalos logísticos e necessidade de modernização de portos, rodovias e redes de distribuição. A Braskem também aponta desafios no cenário global da indústria química e petroquímica, pressionada pela concorrência internacional e pelo custo das matérias-primas. “O ambiente global exige ganhos constantes de competitividade, inovação e eficiência operacional para que a indústria brasileira consiga ampliar participação nos mercados internacionais”, observa Alfano.>
Já a Acelen destaca que a expansão da infraestrutura e a qualificação profissional serão decisivas para sustentar o crescimento da indústria de baixo carbono. “A transição energética exige não apenas investimentos industriais, mas também avanço em infraestrutura, formação profissional e estabilidade regulatória”, afirma Ferreira.>
Mesmo diante dos desafios, as empresas avaliam que a combinação entre diversidade produtiva, tradição industrial e potencial em energias renováveis coloca a Bahia em posição estratégica no cenário industrial brasileiro.>
Com cadeias produtivas integradas, investimentos em inovação e protagonismo crescente na agenda da transição energética, o estado busca consolidar uma indústria cada vez mais moderna, sustentável e competitiva nos próximos anos.>
O projeto Indústria Forte é uma realização do jornal Correio, com patrocínio da Acelen, Jacobina Mineração - Pan American Silver, Neoenergia Coelba, Suzano e Unipar, e apoio da Braskem, FIEB e Wilson Sons.>