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Murilo Gitel
Publicado em 26 de maio de 2026 às 10:11
A presença da indústria em municípios do interior da Bahia tem impulsionado geração de emprego, qualificação profissional e fortalecimento das economias locais. Empresas dos setores de mineração e refino ampliam investimentos sociais, programas de capacitação e iniciativas de inclusão produtiva, promovendo transformação econômica e social em diferentes regiões do estado. >
Foi o que aconteceu com Ediherle Cruz. Seu primeiro contato de com a mineração aconteceu ainda como estagiária. Anos depois, ela se tornaria coordenadora da Célula de Gestão de Contrato da Jacobina Mineração Pan American Silver, no interior da Bahia. A trajetória ajuda a traduzir como a presença da indústria pode transformar realidades familiares e econômicas em municípios distantes dos grandes centros urbanos. >
“Tive a oportunidade de crescer profissionalmente, assumir novos desafios e chegar à posição de coordenação. Essa caminhada representa não apenas minha dedicação e busca constante por desenvolvimento, mas também o compromisso da empresa em investir nas pessoas e valorizar os talentos da região”, afirma Ediherle Cruz. >
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Ela destaca ainda que a ligação da família com a empresa atravessa gerações. “Ver diferentes gerações construindo suas histórias profissionais dentro da Jacobina Mineração reforça, para mim, o impacto real que a empresa tem no desenvolvimento das pessoas e da região”, completa. >
A experiência vivida por Ediherle reflete um movimento cada vez mais estratégico para a Bahia: o papel da indústria como vetor de desenvolvimento regional, geração de emprego, formação profissional e fortalecimento das economias locais. >
Em Jacobina, município localizado a cerca de 345 quilômetros de Salvador, a operação da Jacobina Mineração Pan American Silver reúne cinco minas subterrâneas de ouro e se consolidou como um dos principais motores econômicos da região. Atualmente, a empresa emprega mais de 3 mil colaboradores, sendo mais de 96% oriundos da própria região e 98% baianos. >
Nos últimos seis anos, mais de R$ 40 milhões foram investidos em projetos sociais voltados para educação, saúde, cultura, inclusão produtiva e desenvolvimento comunitário, beneficiando diretamente mais de 90 mil pessoas. >
“A Jacobina Mineração Pan American Silver trabalha para gerar oportunidades reais para as pessoas, impulsionando emprego, qualificação profissional, inclusão social e desenvolvimento econômico na região em que está inserida”, observa Edvaldo Amaral, Country Manager da empresa no Brasil. >
Segundo ele, a estratégia da companhia vai além da operação mineral. “A empresa tem orgulho de contar com uma equipe formada majoritariamente por profissionais de Jacobina e da Bahia, além de investir continuamente em educação, capacitação técnica, projetos sociais, cultura e infraestrutura, com o compromisso de contribuir para transformar positivamente a realidade das comunidades”, afirma. >
Entre os programas desenvolvidos pela mineradora estão iniciativas de formação técnica e qualificação profissional, como o Qualificar para Realizar, a Escola de Mineração e o projeto Dissemina, criado para ampliar a presença feminina em áreas industriais. Apenas o Dissemina iniciou suas atividades com 160 mulheres em capacitação nas áreas de operação de equipamentos pesados e manutenção. >
A atuação também alcança áreas como saúde e cidadania. O Projeto Viva Bem levou atendimentos gratuitos de saúde e ações educativas para comunidades do entorno, enquanto o Dia Integrar, realizado há 18 edições, reúne serviços gratuitos nas áreas de educação, cultura e assistência social. >
No Recôncavo Baiano, a atuação da Acelen também reforça o impacto da indústria na transformação econômica e social dos territórios. A empresa ampliou investimentos em qualificação profissional, fortalecimento da cadeia produtiva regional e desenvolvimento comunitário em municípios como Madre de Deus, São Francisco do Conde e Candeias. >
Um dos focos da companhia é a formação de mão de obra especializada. Cerca de mil colaboradores já passaram pelo Centro de Excelência em Educação Acelen Acender, enquanto uma parceria com o Senai Cimatec contribuiu para a formação de 350 técnicos em refino e manutenção. >
O vice-presidente de Recursos Humanos da Acelen, João Raful, destaca que o desenvolvimento econômico sustentável depende da conexão entre crescimento industrial e inclusão social. “Desde que assumiu a gestão da Refinaria de Mataripe, a Acelen vem ampliando oportunidades de emprego, fortalecendo fornecedores locais e movimentando a economia de municípios do entorno. A atuação da companhia combina operação industrial, qualificação profissional e desenvolvimento territorial, com foco na geração de valor de longo prazo para as comunidades”, ressalta. >
A empresa também aposta na inclusão produtiva e no fortalecimento de pequenos negócios. Um exemplo é o programa Rede de Valor, que apoiou 34 micro e pequenas empresas fornecedoras da região para integração à cadeia produtiva da refinaria. >
Outro destaque é o Jornada Jovem Acelen, voltado à capacitação de jovens. Segundo a companhia, 321 participantes já foram formados, e cerca de um terço conquistou inserção no mercado de trabalho nos dois primeiros anos após a conclusão da formação. >
A promoção da diversidade também aparece entre as prioridades da empresa. Em parceria com o Senai-BA, a Acelen desenvolveu uma formação gratuita para técnicas em petroquímica, ampliando a presença feminina em um setor historicamente masculino. >
Além das iniciativas sociais e educacionais, os investimentos industriais ajudam a redesenhar perspectivas econômicas para o interior do estado. Somente na Refinaria de Mataripe, a empresa já investiu mais de R$ 4 bilhões desde o início da operação. >
“Os grandes investimentos industriais e energéticos têm potencial para promover uma transformação profunda na realidade econômica e social da Bahia, especialmente no interior do estado. Além da geração direta de empregos, esses projetos impulsionam cadeias produtivas, atraem fornecedores, movimentam o comércio regional e ampliam oportunidades para diferentes públicos”, destaca João Raful. >
Na avaliação das empresas, o impacto vai além dos números. A combinação entre indústria, qualificação profissional, fortalecimento de fornecedores locais e investimentos sociais fomenta um ciclo capaz de ampliar oportunidades e reduzir desigualdades históricas em diferentes regiões da Bahia.>
O projeto Indústria Forte é uma realização do jornal Correio, com patrocínio da Acelen, Jacobina Mineração - Pan American Silver, Neoenergia Coelba, Suzano e Unipar, e apoio da Braskem, FIEB e Wilson Sons. >