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Murilo Gitel
Publicado em 28 de maio de 2026 às 10:00
A transformação digital já faz parte da rotina da indústria baiana. Com uso crescente de inteligência artificial, internet das coisas, automação avançada e análise de dados, empresas como a Braskem ampliam eficiência operacional, reduzem emissões e fortalecem a competitividade da Bahia na nova era da Indústria 4.0.>
Sensores inteligentes, monitoramento em tempo real e automação avançada já fazem parte do cotidiano das operações industriais no estado. Em um cenário cada vez mais conectado e tecnológico, empresas instaladas na Bahia vêm acelerando investimentos em inovação para aumentar a eficiência operacional, fortalecer a segurança, reduzir impactos ambientais e tornar seus processos mais competitivos.>
Especial Indústria Forte 2026
Essa transformação acompanha um movimento global. Levantamento da Deloitte, publicado em 2025, com 600 executivos de grandes empresas industriais, aponta que 92% dos fabricantes acreditam que a manufatura inteligente será o principal motor de competitividade nos próximos três anos. O estudo também mostra que iniciativas de smart manufacturing já geram ganhos concretos: em média, aumento de 10% a 20% na produção, melhora de 7% a 20% na produtividade dos trabalhadores e liberação de 10% a 15% da capacidade operacional.>
Na prática, isso significa que a chamada Indústria 4.0 deixou de estar restrita ao discurso sobre inovação e passou a ocupar o centro das decisões produtivas. Inteligência artificial, internet das coisas, análise de dados, automação, sensores, drones e modelos preditivos vêm sendo aplicados para antecipar falhas, reduzir paradas não planejadas, ampliar a segurança dos trabalhadores e tornar o uso de energia e recursos mais eficiente.>
Para a Braskem, essa nova era é marcada pela integração de inteligência artificial, automação avançada, internet das coisas (IoT) e análise de dados aos processos produtivos. Um exemplo prático da companhia é o projeto Multivariate Process Analysis (ProMV), desenvolvido com o apoio do Centro Digital da Braskem.>
“Por meio de modelos matemáticos, estatísticos e simulações em tempo real, aplicamos inteligência artificial e IoT para otimizar a operação dos fornos de pirólise, equipamentos essenciais nas centrais petroquímicas e grandes consumidores de energia. Essa abordagem permite decisões mais rápidas, maior estabilidade operacional e ganhos relevantes de eficiência energética”, explica o diretor industrial da Braskem na Bahia, Carlos Alfano.>
Outro exemplo é a Central de Gestão de Ativos, na unidade Q1, que monitora em tempo real os principais equipamentos industriais e analisa variáveis como temperatura, vazão e vibração, além de desenvolver algoritmos que previnem falhas e evitam interrupções não planejadas.>
Desde 2023, a Braskem também utiliza inteligência artificial nas unidades da Bahia, o que melhora o controle de processos, a eficiência operacional e a competitividade.>
Câmeras de alta resolução também são usadas para inspeção interna em equipamentos, sem a necessidade da entrada de trabalhadores em espaços confinados, além da utilização de drones para monitoramento visual de equipamentos e estruturas localizadas em altura, evitando a exposição de profissionais a riscos de queda.>
“Cada uma dessas iniciativas mostra que o futuro da indústria passa pela combinação entre tecnologia, excelência operacional e compromisso com a transição energética”, afirma Alfano.>
Segundo a companhia, a digitalização industrial também vem fortalecendo protocolos de segurança operacional e ampliando a capacidade de resposta em processos críticos, reduzindo riscos e aumentando a confiabilidade das operações.>
Para a Braskem, a descarbonização e a transição energética são pilares estratégicos e vêm avançando de forma consistente na implementação de iniciativas que conciliam competitividade, eficiência operacional e sustentabilidade.>
Na Bahia, mais de 90% da energia elétrica consumida pela Braskem é de origem renovável, viabilizada por contratos de longo prazo e investimentos em parques eólicos, que somam mais de 200 MW de capacidade instalada no país.>
Por meio do Programa de Descarbonização Industrial, iniciado em 2021, a companhia estabeleceu o objetivo de reduzir em 15% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) dos escopos 1 e 2 até 2030.>
Desde então, mais de 1,3 milhão de toneladas de CO₂e já foram evitadas por meio de iniciativas ligadas ao programa, com a Bahia desempenhando papel estratégico ao contribuir com mais de 200 mil toneladas desse total.>
Para Carlos Alfano, a indústria do futuro será marcada pela integração entre inovação tecnológica, economia circular e sustentabilidade.>
“O futuro da indústria será cada vez mais conectado, circular, renovável e colaborativo. E essa transformação só será possível se inovação e sustentabilidade caminharem juntas, impulsionando soluções capazes de melhorar a vida das pessoas e, ao mesmo tempo, preservar os recursos necessários para as próximas gerações”, projeta o executivo.>
Com investimentos em inteligência artificial, automação industrial e energia renovável, a Bahia avança na consolidação de um parque industrial mais moderno, eficiente e alinhado às novas exigências globais de competitividade e sustentabilidade.>
O projeto Indústria Forte é uma realização do jornal Correio, com patrocínio da Acelen, Jacobina Mineração - Pan American Silver, Neoenergia Coelba, Suzano e Unipar, e apoio da Braskem, FIEB e Wilson Sons.>