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Advogada criminalista é presa suspeita de mandar matar o ex e o cunhado em Salvador

Elisamanda Bomfim Ribeiro, de 40 anos, seria a autora intelectual dos crimes, segundo a polícia

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 28 de abril de 2026 às 13:47

Advogada foi alvo de operação nesta terça-feira (28)
Advogada foi alvo de operação nesta terça-feira (28) Crédito: Reprodução

A advogada criminalista Elisamanda Bomfim Ribeiro, de 40 anos, foi presa nesta terça-feira (28), em Salvador, suspeita de matar o ex-companheiro e o irmão dele, em janeiro e abril deste ano, respectivamente. Além da mulher, o responsável pelas execuções também foi preso e confessou os crimes. 

As investigações apontam que Elisamanda ordenou as mortes por conta de conflitos familiares decorrentes de uma disputa judicial, que teria relação com a guarda da filha do casal. As vítimas foram identificadas com Alex Duarte Santos, de 47 anos, e Anderson Duarte Santos, de 44. Eles foram mortos nos bairros de Macaúbas e Lobato, na capital baiana. 

Advogada foi presa em Salvador por Reprodução/Redes sociais

Nesta terça-feira (28), mandados foram cumpridos na casa dos investigados. Celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos na casa da advogada, no bairro de Vista Alegre. Na residência do homem, em Fazenda Coutos III, a polícia encontrou um capacete, vestimentas e uma mochila, que teriam sido utilizados na execução dos crimes.

Durante o interrogatório, o homem confessou o crime e disse ter recebido dinheiro em espécie da advogada para executar os irmãos. Ele e a advogada foram apresentados na sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde dois mandados de prisão preventiva foram cumpridos, e seguem custodiados à disposição do Poder Judiciário. As investigações são conduzidas pela 3ª Delegacia de Homicídios (DH/BTS).

O CORREIO confirmou que Elisamanda tem registro ativo na Ordem dos Advogados da Bahia (OAB-BA), que já possui processo ético-disciplinar contra ela. Procurada, a OAB informou que o procedimento tramita em sigilo e que, por isso, não pode se manifestar. A reportagem não conseguiu contatar a defesa dos investigados. O espaço segue aberto.