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Na fila da regulação para UTI, idoso tem infecção generalizada em UPA e família pede socorro

Paciente deu entrada em unidade de saúde com infecção urinária, teve piora no quadro e está intubado

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 28 de abril de 2026 às 15:15

Família faz apelo para transferência de idoso internado em estado grave
Família faz apelo para transferência de idoso internado em estado grave Crédito: Acervo pessoal

Um idoso de 74 anos aguarda há oito dias por um leito em um hospital, após o quadro de saúde se agravar durante a internação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Brotas, em Salvador. A família denuncia demora na regulação e cobra transferência urgente para uma unidade hospitalar com suporte adequado, que inclui hemodiálise. 

Segundo relato de familiares, o paciente, Antônio Vieira, deu entrada na UPA de Brotas em 20 de abril, com diagnóstico inicial de infecção urinária. Desde então, aguardava regulação para um hospital com atendimento especializado em nefrologia.

Ao longo da semana, no entanto, o estado de saúde piorou. Ele evoluiu para uma infecção generalizada, com comprometimento das funções renais, além de sangue na urina. Atualmente, o idoso está entubado e em estado considerado grave, ainda sem transferência.

A família afirma que a situação é crítica e que o paciente precisa com urgência de um leito de UTI com suporte para hemodiálise, além de acompanhamento de nefrologista e urologista, já que há suspeita de hiperplasia da próstata agravando o quadro clínico.

"Antes, ele só precisava ser regulado para tratar a infecção urinária, mas o quadro foi se agravando. Agora ele precisa de um hospital que tenha hemodiálise e urologista”, relatou o filho, Fagner Vieira.

Ele também descreve a evolução do estado de saúde. “Os médicos falam que o estado de saúde dele é muito delicado, crítico. A infecção já está generalizada, segundo o relato da médica, está afetando outros órgãos, inclusive o coração. Hoje ele estava com quase uma taquicardia”, afirmou.

De acordo com Fagner, mesmo após a intubação, a transferência não foi realizada dentro do prazo considerado padrão para casos graves. “Meu pai já tem 72 horas entubado. Normalmente, quando o paciente está nesse quadro, ele vira paciente vaga zero, que é transferido de imediato, no máximo em 24 ou 48 horas. Mas já passaram 72 horas e ele continua na UPA”, disse.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), que não se manifestou sobre o caso do paciente e nem deu prazo para transferência até esta publicação. O espaço segue aberto. 

A família também aponta dificuldades no processo de regulação. Segundo o relato, o serviço social da unidade faz a comunicação com a central, mas a resposta tem sido de indisponibilidade de vagas. “Para a regulação, dizem que os hospitais estão todos ocupados. Os leitos de UTI que dispõem de hemodiálise e urologista estão todos cheios”, lamentou o filho.