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Maysa Polcri
Publicado em 17 de abril de 2026 às 14:45
Uma aluna de 16 anos denunciou ter sido vítima de estupro cometido por dois estudantes dentro do Colégio Estadual de Tempo Integral Presidente Costa e Silva, no bairro da Ribeira, em Salvador, na quinta-feira (16). Ambos os denunciados, que também têm 16 anos, foram apreendidos por ato infracional análogo ao crime de tentativa de estupro coletivo, segundo a Polícia Civil. >
Eles foram conduzidos à Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI) especializada pelo Batalhão Escolar da Polícia Militar e permanecem à disposição da Vara da Infância e da Juventude. Foi expedida guia para exame pericial, e a adolescente foi encaminhada para realização do procedimento no Departamento de Polícia Técnica (DPT).>
Aluna denuncia estupro em colégio de Salvador
A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) confirmou a denúncia e disse, em nota, que presta assistência à vítima que denunciou o abuso. A pasta afirma que convocou pais e responsáveis e prestou acompanhamento especializado com equipes do Serviço Social e de Psicologia.
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Em nota, a pasta lamentou o ocorrido. "A Secretaria da Educação repudia toda forma de violência e vai adotar todas as medidas necessárias para os esclarecimentos do caso e o apoio à vítima. No mesmo dia da denúncia, a escola deu início ao processo de transferência dos estudantes acusados. A SEC colabora com a polícia e reforça sua posição de garantir um ambiente seguro, harmonioso e de bem-estar em todas as unidades da rede", afirma. >
O grêmio estudantil do Colégio Estadual de Tempo Integral Presidente Costa e Silva publicou uma nota em que repudia a violência denunciada pela aluna. "O grêmio estudantil, em conjunto com a direção do colégio e ouvidoria, vem a público manifestar seu total repúdio a qualquer forma de violência sexual, incluindo situações de tentativa ou consumação de abuso", escreveu. >
"Reforçamos que não compactuamos, não toleramos e não normalizamos nenhum tipo de conduta que viole a integridade, a dignidade e a segurança de qualquer estudante ou membro da comunidade escolar. Esse tipo de atitude é inaceitável e fere diretamente os princípios de respeito, convivência e proteção que devem existir dentro e fora do ambiente escolar", acrescenta. >