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Maysa Polcri
Publicado em 3 de março de 2026 às 14:24
Uma campanha lançada pela União dos Municípios da Bahia (UPB) prevê que as prefeituras baianas não contratem artistas que tenham cachês acima de R$ 700 mil no São João deste ano. Intitulada de 'São João sem milhão', a inciativa tem como objetivo preservar a cultura dos festejos juninos sem comprometer a saúde financeira das cidades. >
"A mobilização ultrapassou as fronteiras da Bahia e já recebeu o apoio das associações municipalistas dos nove estados do Nordeste, que pretendem adotar medidas semelhantes. A expectativa é que a iniciativa também fortaleça o tradicional forró pé de serra e amplie o espaço para artistas locais, valorizando a cultura regional com preços mais acessíveis", afirma a União dos Municípios da Bahia, em nota. >
Na segunda-feira (2), o Ministério Público do Estado da Bahia, o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) assinaram uma nota técnica conjunta com diretrizes para orientar as prefeituras nos processos de contratação. O documento estipula em R$ 700 mil a faixa de atenção especial aos gestores. Segundo o MP, apenas 1% dos contratos firmados em 2025 ultrapassou esse valor. >
São João na Bahia
A nota técnica recomenda que a pesquisa de preços utilize como referência a média dos cachês pagos ao artista no período de 1º de maio a 31 de julho de 2025, no mesmo Estado, com atualização monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A medida busca assegurar maior possibilidade de comparação entre contratações realizadas em condições semelhantes de mercado, considerando a sazonalidade típica do período junino.>
O presidente do TCE, conselheiro Gildásio Penedo Filho, ressaltou que as diretrizes foram construídas de forma colaborativa, respeitando as especificidades culturais e econômicas do período junino. >
“Não há qualquer intenção de criar obstáculos à realização dos festejos. Reconhecemos a importância cultural, social e econômica dessas celebrações, especialmente no Nordeste. O que se busca é estabelecer balizas que assegurem equilíbrio, responsabilidade e planejamento, sem interferir na autonomia do mercado artístico nem dos gestores públicos”, afirmou.
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