Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Bell se mantém fiel ao modelo de cordas e abadás

Artista é dos poucos de sua geração que ainda consegue lotar um bloco

  • D
  • Da Redação

Publicado em 17 de fevereiro de 2023 às 00:54

 - Atualizado há 3 anos

. Crédito: .

Setenta anos de idade, mais de 40 carnavais, presente nos seis dias da folia em 2023 e figura garantida no comando do Arrastão da Quarta-Feira de Cinzas. Seu nome? Bell Marques, um artista consagrado que não para de se reinventar e mostrar a força da tradição dos saudosos chicleteiros. Mais que isso, ele é dos poucos artistas do início da axé music que ainda garantem a  lotação máxima de um bloco com cordas.

Nesta quinta-feira (16), Bell fez sua primeira apresentação na festa, na Barra, com o Bloco da Quinta. Mesmo com a defasagem no modelo de trio com cordas e abadá, que faz com que a cada ano mais artistas migrem para a pipoca, o cantor seguiu fiel ao que acredita e mostrou que seus seguidores o acompanham no que for decidido pelo mestre. A prova disso foi que hoje, com os abadás esgotados, não havia nenhum local vazio dentro e ao redor da sua corda.

Fã de Bell, a dentista Luciane Cruz, 30, vinda de Manaus, decidiu que curtiria o bloco do cantor no Carnaval um mês antes da festa, quase de última hora. Diferente dela, o também turista e servidor público Diogo, 39, vindo de Imperatriz, no Maranhão, se planejou cinco meses antes. Tudo para não perder a chance de fazer cosplay do ídolo na Barra.

"Comprei o abadá logo que lançou. Lá no Maranhão só dá Bell, mas vim para Salvador porque é aqui o melhor Carnaval do Mundo ", declarou. E o cantor não decepciona nunca. Ele agitou o público com as clássicas canções que já soam como verdadeiros hinos do Carnaval. Na miríade infinita de gente, houve espaço para alegria, encontros e também emoção. A assistente de cerimonial Jeane Muniz, 59, relembrou uma história marcante proporcionada por um dos seus carnavais atrás do Chiclete com Banana.

"Estava na pipoca de Bell, conheci uma pessoa e fizemos amizade. Um ano depois, meu filho morreu e esse amigo atrás de Bell carregou o caixão do meu filho. Hoje ele é meu amigo, um filho para mim", contou, emocionada.

O Correio Folia tem patrocínio da Clínica Delfin, apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador e apoio da Jotagê e AJL.