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Larissa Almeida
Publicado em 6 de dezembro de 2024 às 03:00
Loira, gelada, birita ou a mais querida. No final das contas, o nome da cerveja pouco importa para os soteropolitanos, desde que os garçons entendam o que devem trazer quando eles pedem uma lata ‘trincando’ para comer água. O amor pela bebida é tanto que o consumo tende a aumentar em 100% nos bares de Salvador durante a alta temporada. Desse modo, se proprietários de estabelecimentos tiverem dúvida entre a verdinha ou a que desce redondo, o mais recomendado é variar na oferta, porque não vai faltar demanda. >
Segundo Sérgio de Morais, proprietário do Blue Praia Bar, que fica situado no Rio Vermelho, o consumo de cerveja é alto o ano todo, mas dobra com a proximidade do verão. Por isso, ele afirma já está se preparando. “É o item que nós mais vendemos. Apesar de hoje não ser o item mais barato, é o mais desejado. Uma vez que o faturamento dobra, ela dobra também”, destaca. >
No bairro da Saúde, o cenário não é diferente. O local, que já é conhecido pela boemia e por reunir público de todas as idades nos finais de semana, tem a alta estação como uma oportunidade de faturar mais. O Bar da Esquina, por exemplo, que é um dos mais famosos da região, tem aumento do consumo estimado em 40%. >
“Qualquer bar no verão sempre dá uma melhorada. Além do turista que vem de fora para conhecer, tem outras pessoas que, com o calor de Salvador, procuram tomar aquela velha cerveja gelada. Aqui o carro-chefe da casa é a cerveja, porque é o que as pessoas mais gostam, mas também sai muitos drinks nessa época”, conta Gerson Junior, proprietário do bar. >
Por conta do alto número de confraternizações no final do ano, o Bão Petiscaria, que é um bar localizado no Stiep, passou a registrar aumento no volume de vendas de chopps e cerveja graças a uma estratégia de vendas, conforme conta Henrique Almeida, sócio do Grupo Preto, que detém os bares Preto e Bão Petiscaria, além do restaurante Puxadinho. >
“Criamos os nossos pacotes All inclusive, entendendo que existe uma dificuldade nas empresas em ter alguém para organizar tudo. São três pacotes fechados onde cobramos por pessoa e a empresa só se preocupa em pagar. [...] Esse modelo de evento costuma aumentar também o perfil de consumo”, explica Henrique. >
No Boteco do Pelourinho, por sua vez, não há estratégia mais eficiente do que a própria localização. Situado no Largo do Terreiro de Jesus, o bar é rota dos turistas que desembarcam em Salvador de avião ou de navio. De acordo com Alexsandro Lopes, proprietário do estabelecimento, a demanda por cerveja faz com que o consumo aumente em 30%. Neste ano, a expectativa é por mais. >
“Esse verão vai ser especialmente porque o prefeito Bruno Reis transferiu a decoração de Natal do Campo Grande para o Pelourinho, então vamos ter 15 dias a mais de possibilidade de incremento de renda”, finaliza. >