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Copa do Mundo muda consumo e faz varejo baiano criar estratégias de venda

Oito em cada dez pessoas acredita que vai comprar algo diferente do habitual; supermercados e vestuário estão entre os segmentos com mais impacto

  • Foto do(a) author(a) Thais Borges
  • Thais Borges

Publicado em 15 de maio de 2026 às 05:00

Copa do Mundo muda consumo dos brasileiros e faz varejo baiano criar estratégias de venda
Copa do Mundo muda consumo dos brasileiros e faz varejo baiano criar estratégias de venda Crédito: Marina Silva/CORREIO

Daqui a menos de um mês, a rotina dos baianos deve ficar um pouco diferente. A partir do dia 11 de junho, o início da Copa do Mundo deve alterar horários, trânsito e até compromissos - em especial, a partir do dia 13, quando o Brasil entra em campo pela primeira vez. Por conta do torneio, 76% dos brasileiros devem mudar seus hábitos de consumo e o varejo na Bahia já está se preparando para isso. O objetivo de muitos comerciantes é oferecer uma experiência completa aos clientes. 

Quase oito em cada dez pessoas que acreditam que vão comprar ou consumir algo diferente, devido à Copa, segundo um estudo da MindMiners. De acordo com o levantamento, os setores mais impactados incluem supermercados (47%), alimentos e snacks (43%), bebidas alcoólicas ou não alcoólicas (36%), itens esportivos (31%) e vestuário em geral (27%).

A busca por roupas e acessórios que tenham as cores da bandeira brasileira já é uma tradição, como explica a produtora de moda Vera Pontes, idealizadora da Expo de Modas, que vai para sua 34ª edição. Criado em 1992, o evento promove encontro entre fabricantes, lojistas, revendedores e consumidores.

A nova edição, marcada para acontecer entre os dias 26 e 31 de maio, no Clube Espanhol, em Ondina, terá como tema principal uma homenagem ao Brasil na Copa do Mundo. "Na década de 1990, era ainda mais forte a vontade do verde e amarelo. Hoje, o consumo está mais consciente, mas ninguém deixa de comprar o verde, amarelo, azul e branco. As pessoas consomem menos, mas ainda querem consumir", analisa.

Para ela, o fato de o último Mundial, no Catar, ter ocorrido no fim do ano, afetou negativamente o comércio. Agora, de volta ao período original, acredita que há mais chances de bom faturamento. Na feira, nem todos os expositores apostam nas cores da bandeira, mas os que levam normalmente vendem todo o estoque disponível.

"Como é de quatro em quatro anos, aquilo que a pessoa comprou há quatro anos já não cabe mais ou foi para doação. Então, volta a ter esse consumo. E não é só estamparia: muitos investem em peças com as cores únicas, porque podem vender depois, e também em acessórios como brincos, colares e itens para cabelo. Quem aposta nisso tem uma boa vendagem", completa. Ao todo, são cerca de 50 expositores de estados como Goiás, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe.

Experiência

Na Bahia, há uma expectativa de aumento transitório de 5% nas vendas em geral, nas expectativas do Sindicato dos Lojistas do Comércio da Bahia (Sindilojas). “Sempre que tem os jogos da Copa do Mundo, o comércio fica mais preparado para atender a essa demanda”, diz o presidente da entidade, Paulo Motta, citando setores como o de confecção e de bares e restaurantes.

Outro segmento que espera se destacar positivamente é o de bens duráveis, principalmente com equipamentos de transmissão, como televisores e outros itens tecnológicos, para acompanhar os jogos. “O Sindilojas sempre tem um sentimento de confiança nessas datas importantes. Quanto mais jogos o Brasil estiver participando, mais chances de o comércio ter um momento econômico acima dos 5%”, acrescenta.

Um dos destaques entre bares e restaurantes é o próprio Restaurante Week, cuja 27ª edição, que teve início nesta quinta-feira (14) e vai até o dia 14 de junho, é inspirado na Copa. Com menus que vão de R$59,90 a R$119, a iniciativa homenageia ‘A cozinha dos campeões’ - ou seja, os mais de 140 participantes precisam fazer referências aos países que já conquistaram o Mundial.

Um deles, o Almacen Pepe, desenvolveu um menu inspirado nas culturas importantes para a história da marca: a brasileira e a espanhola. Segundo o diretor de operações da empresa, Daniel Portugal, a proposta foi criar uma experiência gastronômica que conectasse referências afetivas, tradição e contemporaneidade. Um dos destaques é o prato ‘Tostão 70’, uma releitura com tutu de feijão cremoso, carne ao molho e polenta frita, fazendo referência à culinária mineira e ao Brasil. Já o ‘La Roja’ traz um arroz caldoso com camarões e mexilhões inspirado na tradição gastronômica espanhola.

Ele explica que o Almacen tem desenvolvido ações especiais para a experiência do cliente durante a Copa, principalmente nas áreas gourmet das unidades do Horto Florestal e Shopping Barra. “A nossa expectativa é de casa cheia tanto nas unidades de loja quanto nas áreas gourmet do Almacen Pepe, principalmente nas unidades do Horto Florestal e Shopping Barra, que neste mês de maio completa um ano de operação” diz ele, que tem expectativa de um crescimento em torno de 15% nas vendas durante os jogos.

Menu do Restaurante Week Almacen Pepe por Leo Trindade/Divulgação

Nessas ocasiões, a marca espera maior procura por bebidas alcoólicas, especialmente cervejas artesanais e vinhos, além de tábuas de frios, queijos, pastas, pães especiais e itens voltados para receber amigos em casa durante os jogos. Já nas áreas gourmet, a expectativa é de aumento no consumo de chope, drinks e vinhos, além dos pratos do restaurante, pizzas, petiscos e opções da culinária oriental.

Nos shoppings, a ideia é oferecer uma experiência completa aos torcedores. Essa é a proposta do Shopping Paralela, que vai reunir dois ambientes temáticos simultâneos na Praça de Eventos: a Praça de São João, com barraquinhas de comidas típicas, ações promocionais juninas e do Dia dos Namorados, e o Parque Safari, parque infantil voltado para Copa do Mundo.

Durante os os jogos, haverá transmissão ao vivo na praça de alimentação. Além disso, temos um espaço exclusivo de ponto de troca e venda de figurinhas da Panini, aproveitando o engajamento que o álbum da Copa gera em todas as idades.

A gerente do Shopping Paralela, Tassiana Ribeiro, conta que as expectativas são positivas, porque o Mundial impulsiona categorias como vestuário esportivo, eletrônicos, gastronomia e itens de decoração. Ela considera que o centro de compras tem lojistas fortes nessas frentes, como Track & Field e Centauro. “Para a Copa, somada ao São João e Dia dos Namorados, a expectativa é de um incremento significativo de fluxo de consumidores e vendas, especialmente nos setores de moda esportiva, alimentação e entretenimento”.

Em casa

Além disso, mais da metade dos brasileiros (57%) pretende assistir aos jogos em casa, com amigos e familiares. A preferência pelo ambiente doméstico também chama atenção e se tornou um ponto estratégico para o varejo.

Nacionalmente, o diretor comercial do Grupo MiniPreço, Beni Gelhorn, conta que a empresa projeta um faturamento entre 15% e 20% maior nas vendas de itens sazonais e de recepção. As lojas da rede reforçaram o estoque de itens como chapéus, camisetas, bolas e decoração.

“Nosso foco é garantir que o cliente encontre todo o suporte necessário para o consumo doméstico neste período. Queremos assegurar que a variedade e a competitividade de preços atendam tanto quem busca itens para a Copa quanto para o inverno”, pontua.

Outra gigante que direcionou a operação para o Mundial foi a Americanas, que tem investido na jornada do torcedor - das camisetas temáticas do Brasil, snacks e artigos para a torcida até a comercialização de mais de 60 milhões de figurinhas, já à venda nas lojas da marca.

“O que a Americanas propõe para esse público é uma experiência única, que resolva sua jornada múltipla de modo simples, a partir de um portfólio bem pensado de produtos disponível em centenas de lojas”, afirma a diretora comercial da Americanas, Paola Sinato.