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Da inserção ao QR Code: a evolução das maquininhas com o passar dos anos

Entre 2012 e 2022, número de máquinas de cartão na Bahia cresceu mais de 500%

  • R
  • Raquel Brito

Publicado em 11 de dezembro de 2023 às 09:30

Especialistas recomendam atenção na hora de passar o cartão
Máquinas modernas leem cartão por aproximação e geram QR Code para Pix Crédito: Shutterstock

Elas chegaram ao Brasil no início da década de 1970. Muito diferente das que vemos hoje em quase todo estabelecimento, eram conhecidas na época como “terminais de pagamento”. Hoje, as máquinas de cartão abrem espaço para diversas formas de pagamento, da inserção à aproximação de cartões virtuais ou à leitura de QR codes para PIX.

Edval Landulfo, economista e conselheiro do Conselho Regional de Economia (Corecon-Ba), conta que, quando surgiram, as maquininhas eram um item reservado à elite e contavam com processos manuais: sem internet, os detalhes dos cartões eram impressos em relevo em papel carbono, assinados pelo portador e levados ao banco, para que descontasse o valor da compra.

Ainda entre as décadas de 70 e 80, os Estados Unidos e a França revolucionaram essa ferramenta, com os EUA introduzindo a participação de sistemas eletrônicos e o país europeu inovando ao lançar os cartões com chip.

No Brasil, por sua vez, a situação apresentava melhora a passos pequenos. “Ainda em meados da década de 90, apenas duas bandeiras detinham 80% do mercado de cartão de crédito e aproximadamente 90% do cartão de débito. Essas eram as duas que tinham mais destaque na década de 90”, diz Landulfo.

“Você tem uma maior competitividade, com incentivo de entrada tanto de novas empresas de cartão de crédito e também, com isso, vêm melhorias tanto nas condições comerciais para os estabelecimentos como também na vontade de popularizar essas operações”, adiciona.

Renato Cunha, especialista em meios de pagamentos, explica que as maquininhas começaram a ocupar o protagonismo entre as formas de pagamento a partir da queda da exclusividade que as empresas Visanet (atual Cielo) e Redecard tinham sobre elas, em 2010. Depois disso, o mercado de meios de pagamentos se abriu e diversas empresas começaram a fornecer máquinas de cartão.

À época, o então presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) Roque Pellizzaru Jr. comparou o fim da exclusividade como uma “verdadeira ‘Lei Áurea’” que liberaria o setor e o consumidor brasileiro dos “grilhões do monopólio” da indústria.

Desde então, os cartões de crédito se estabeleceram como a principal forma de pagamento no país, título que só começa a ser ameaçado com a entrada do PIX, que é instantâneo e sem taxas. Ainda assim, as maquininhas se adaptam: muitas já têm a novidade como opção de pagamento em seus sistemas, gerando QR codes que são lidos pelos aplicativos dos bancos para as transferências.

Cunha explica que essa mudança vem de uma necessidade de evolução com o passar do tempo, para incluir mais dispositivos de segurança.

“A inserção é um método que tem uma limitação para a inclusão de medidas de segurança, por isso veio o pagamento por NFC [por aproximação], que agora tem um token de validação que é diferente para cada venda, nunca se repete. Quando é feito em um cartão virtual pelo celular, além do token, também é usada a senha do próprio smartphone. E como as máquinas de cartão são pontos de venda, precisavam ter integrações às novas tecnologias, não só o QR Code do PIX mas também das carteiras digitais”, afirma o especialista.

*Com orientação da subeditora Monique Lôbo.