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Maysa Polcri
Publicado em 10 de maio de 2026 às 15:22
A Justiça da Bahia determinou a suspensão do porte de arma do delegado Bruno Souza Ferrari, acusado de violência doméstica pela ex-companheira, que é advogada criminalista. De acordo com a decisão proferida na última sexta-feira (8), o policial deverá entregar a arma utilizada no trabalho sob pena de apreensão forçada. >
Bruno Ferrari é lotado na Delegacia Territorial de Teixeira de Freitas, no sul da Bahia, desde setembro de 2025. Antes, era delegado na cidade de Itanhém, também na região sul. Há cerca de um ano ele foi denunciado por violência física e moral contra a ex-mulher, Flávia Falquetto, com quem tem um filho menor de idade. >
O que se sabe sobre o delegado acusado de agressões pela ex na Bahia
Na última sexta-feira (8), o juiz Rodrigo Quadros de Carvalho, de Teixeira de Freitas, determinou a suspensão do porte de armas do delegado. A decisão afirma que Bruno Ferrari pode ter a prisão preventiva decretada caso não devolva sua arma à polícia. >
O delegado responde a um processo instaurado na Corregedoria da Polícia Civil desde que foi denunciado pela ex-companheira. A reportagem entrou em contato com a polícia e com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) sobre o caso e aguarda retorno. >
Uma série de medidas protetivas contra a delegada e o filho do casal também foram decretadas pela Justiça. Entre elas estão: distância mínima de 550 metros da advogada, proibição de contato virtual e de comparecer na residência e trabalho da vítima, além de determinar que o delegado cesse imediatamente agressões físicas ou morais realizadas por Bruno ou por terceiros à Flávia. >
O delegado e a advogada foram casados por três anos e meio. Nas redes sociais, Flávia relatou as dificuldades encontradas ao denunciar o ex. "Há mais de um ano sendo humilhada nos interiores dessas delegacias, taxada de louca pela sociedade em prol desse bom samaritano. A verdade sempre prevalece", escreveu. >
Flávia também publicou imagens de machucados que afirma terem sido provocados por Bruno Ferrari. Procurada pelo CORREIO, a advogada disse que prefere não se manifestar neste momento. A reportagem não conseguiu contato com o delegado e nem com a defesa dele. O espaço segue aberto. >