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Da Redação
Publicado em 24 de janeiro de 2024 às 16:21
Um jovem de 22 anos foi agredido com uma garrafa de vidro na saída de uma festa no bairro de Stella Maris, em Salvador. O caso aconteceu no último domingo (21). A vítima se chama Lucas Silva, que levou 37 pontos no rosto e no pescoço. A agressão ocorreu enquanto Lucas separava uma briga entre um amigo e o suspeito, que afirmou ser filho de uma policial militar. >
Lucas conta que estava numa festa no bairro da Pituba com quatro amigos e o irmão quando decidiram ir para outra festa no bairro do Trobogy. O suspeito tinha um amigo no grupo e ofereceu carona a eles. O carro pertence à mãe do jovem e era dirigido por outra pessoa. Oito pessoas estavam no veículo. Dois amigos seguiram com o suspeito e os outros foram em um carro de aplicativo. >
Ao chegarem no Trobogy, um deles saiu do automóvel e foi encontrar o restante do grupo. Eles perceberam que a festa estava acabando e decidiram voltar pra casa. No entanto, um amigo de Lucas ainda estava com o suspeito e o grupo foi buscá-lo em Stella Maris. “Eles saíram de lá antes da gente. O cara sentiu falta do celular e parou no caminho para revistar todo mundo, mas não encontrou. Ele achou que tinha sido o meu amigo que tinha saído do carro”, contou. >
Lucas chegou em Stella Maris antes do suspeito. Eles estavam na entrada de uma outra festa quando foram surpreendidos. “Ele se aproximou com a garrafa quebrada e atingiu meu amigo no rosto de raspão. Quando ele ia acertar a barriga, eu o agarrei pelo pescoço para tentar imobilizar, mas tropecei, ele caiu em cima de mim e me deu duas garrafadas no rosto”, afirmou. >
Uma enfermeira que estava no local prestou os primeiros atendimentos a Lucas. Ele foi acalmado e levado para o Hospital Aeroporto, onde levou 35 pontos no rosto e dois no pescoço. Um outro amigo de Lucas tentou separar a briga no momento da queda e foi atingido na perna. Ele foi atendido numa UPA e recebeu quatro pontos na região. O rapaz atacado ficou com o olho roxo e não recebeu atendimento. >
Lucas registrou um boletim de ocorrência na segunda-feira (22). Na terça-feira (23), fez exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). “Ele ficou gritando que a mãe era PM e que não daria em nada, que podia matar todo mundo”, disse. O outro rapaz atacado abriu boletim de ocorrência na Delegacia de Repressão a Crimes contra a Criança e ao Adolescente (Dercca) por calúnia e tentativa de homicídio. >
Ele conta que está tomando remédios para conseguir dormir. “Quando eu não estou dopado, eu sinto muita dor. Não consigo mastigar porque tenho medo de abrir os pontos. Minha mãe faz hemodiálise e está chorando o tempo todo pela minha situação”, contou. >
O suspeito já foi identificado. Ele tem 18 anos e é filho de uma policial militar. Eles já foram denunciados anteriormente por agredir uma vizinha. “Ele ainda não foi intimado. Nós vamos lutar para que a qualificação seja alterada de lesão corporal para tentativa de homicídio e entrar com uma ação de indenização por danos morais, psicológicos e estéticos”, disse o advogado de Lucas em entrevista à TV Bahia. >
A Polícia Civil informou, em nota, que o caso foi registrado na 12ª Delegacia (Itapuã). A polícia já têm indícios de autoria do crime e está apurando a motivação por trás da agressão. Guias de lesões corporais foram expedidas. >