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PF deflagra operação contra mineração ilegal de ouro que causou mais de R$ 180 mi em danos ambientais

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos no interior do estado

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 9 de abril de 2026 às 13:51

Bens apreendidos durante operação da PF na Bahia
Bens apreendidos durante operação da PF na Bahia Crédito: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) a operação Repasse, que mira um grupo investigado por mineração ilegal de ouro em Santaluz, na região nordeste da Bahia. Segundo relatórios periciais recentes, o dano ambiental causado pela rede criminosa investigada supera R$ 180 milhões. Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos no município. 

A operação é um desdobramento das operações Garça Dourada, Serra Dourada e Lixiviação, deflagradas entre 2023 e 2024. De acordo com a Polícia Federal, os investigados praticam a extração ilegal de ouro há anos. Eles teriam, inclusive, construído laboratórios, onde recebem e refinam rejeitos de moagens executadas por garimpeiros ilegais, através de processo químico industrial.

O ouro é extraído do rejeito através do procedimento da lixiviação, com a utilização de grande quantidade ilícita de cianeto de sódio. A substância é altamente tóxica e o uso e compra são controlados pelo Ministério do Exército.

Na atual fase da investigação, a polícia tem como objetivo a apreensão e remoção de bens identificados. Entre os itens apreendidos estão quantia em dinheiro em espécie, joias e duas motos. 

Os investigados, que não tiveram as identidades reveladas, são indiciados pelos crimes de usurpação de bens da União, associação criminosa, posse de artefatos explosivos, extração ilegal de recursos minerais, uso e armazenamento ilícito de substância tóxica, além de lavagem de dinheiro. As penas podem chegar a 29 anos de reclusão.