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Polícia pediu prisão preventiva de condutor de barco que virou em Madre de Deus, diz advogado de defesa

Fábio Freitas ainda não se apresentou para ser ouvido sobre o caso

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 24 de janeiro de 2024 às 14:20

Fábio Freitas é o condutor do barco que naufragou em Madre de Deus Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

A 17º Delegacia Territorial de Madre de Deus requisitou a prisão preventiva de Fábio Freitas, proprietário e condutor do barco do tipo saveiro que naufragou em Madre de Deus, na noite do último domingo (21), deixando oito mortos. É isso o que garante Elder Costa, advogado que representa o pescador e a família. De acordo com ele, o pedido de prisão já consta nos autos do processo e a defesa já protocolou uma manifestação para impedir a prisão.

"O delegado poderia e deveria ouvir ele antes de tomar essa decisão de requerer o pedido de prisão. No entanto, quem decide é o juiz e o Ministério Público. Está sendo avaliado e a defesa já se manifestou nos autos do processo e mostramos que esse pedido é totalmente desproporcional. Existem outras medidas cautelares cabíveis para pessoas que respondem um processo penal como este", declara Elder, destacando que o cliente não se apresentou à polícia por estar muito abalado.

A Polícia Civil da Bahia (PC) foi procurada para confirmar se o pedido de prisão preventiva foi realizado, mas não respondeu sobre o assunto. Em nota, destaca apenas que segue oitivas de sobreviventes da tragédia. “As equipes da unidade com reforço do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) realizam diversas oitivas, cinco pessoas já foram ouvidas e imagens de câmeras de vigilância vão auxiliar nas apurações. O condutor da embarcação já foi identificado e também será ouvido”, informa a PC.

O advogado de defesa admitiu que o cliente não foi até a delegacia, mas diz que estavam dispostos a apresentá-lo e ‘não houve interesse de ouvi-lo' por parte dos investigadores. "Ontem [terça] nós fomos à delegacia para fazer o acesso aos autos do inquérito e combinar com o delegado o melhor momento de apresentá-lo. Inclusive, estávamos dispostos a apresentar Fábio. No entanto, a autoridade policial não mostrou interesse de ouvi-lo nem ontem e nem hoje. Disse que prefere aguardar o despacho do juiz acerca da prisão preventiva que ele requisitou", completa.

Policiais civis da 17ª DT/Madre de Deus seguem com as investigações das circunstâncias do naufrágio no município. Fábio afirmou que não retornou para a cidade por estar sofrendo ameaças de morte desde que ocorreu o acidente.