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‘Que cheiro é esse?’: o que explica o odor incomum em Salvador nesta quarta-feira (25)

Cheiro foi relatado por moradores de diferentes locallidades da Orla

  • Foto do(a) author(a) Thais Borges
  • Thais Borges

Publicado em 25 de março de 2026 às 14:01

Vento diferente trouxe odor característico a locais da Orla de Salvador
Vento diferente trouxe odor característico a locais da Orla de Salvador Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

Se você passou por algumas localidades da Orla de Salvador - da Barra a Stella Maris - talvez tenha sentido um odor estranho no ar. O aroma, que para alguns lembrava urina, realmente estava por aí - especialmente nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (25).

A explicação vem tanto da técnica quanto da natureza. O cheiro desagradável foi provocado por um vento que não costuma dar as caras por aqui. De acordo com o professor de canoagem oceânica Bruno Machado, trata-se de um vento Sudoeste, que veio da região de Morro de São Paulo para cá.

“Se um esgoto solta resíduo naquele dia ou, de repente, até tem um peixe morto grande em fase avançada (de decomposição), o vento Sudoeste traz esse odor para a cidade. Por isso, é importante a gente ter consciência de como funcionam esses ciclos naturais de força, intensidade e as consequências da corrente, do vento e da ondulação”, explica.

Esse vento é tão incomum que, nos computadores de previsão, esperava-se um vento Sudeste-Sul, que traz as ondulações que entram na Baía de Todos os Santos. Para completar, a tradicional maré de março, conhecida de muitos soteropolitanos, pareceu dar sinais nesta quarta-feira. Ainda segundo Machado, essa maré não costuma acontecer há pelo menos cinco anos no mês que lhe dá o nome

“A maré de março é um vento, a tendência de começar o vento Sul com ondulação e trazer frente fria. Mas essa conjunção não está mais chegando em março. Por uma mudança climática, ela tem chegado mais em abril. Mas podemos dizer que ela deu um sinal hoje. Ela está começando a soltar um aviso”.

Assim, o odor é uma consequência que aparece, principalmente, na Orla, ao trazer qualquer resíduo que esteja no mar. “Sem esse vento de hoje, a gente provavelmente não sentiria (o cheiro), porque nosso vento predominante é Leste e Sudeste”, acrescenta Machado.

O vento Sudoeste, por si só, é um vento atípico, assim como seu ‘primo’ Noroeste - que normalmente aparece entre dezembro e janeiro e alcança velocidades na casa dos 60k/h em locais como o Porto da Barra.

“É impossível falar se o cheiro vai continuar, mas a tendência agora é entrar no Sudeste e Sul, começando a trazer frente fria e a tal maré”.