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Priscila Natividade
Publicado em 25 de junho de 2018 às 06:00
- Atualizado há 3 anos
Não é só na Copa do Mundo da Rússia que uma boa equipe bate um bolão. É preciso suor, disciplina, trabalho coletivo e olho nos resultados. Por isso, junto com a Recrutadora PageGroup, o CORREIO listou quais os perfis profissionais que são determinantes para garantir um bom rendimento no ambiente corporativo.>
Do talentoso ao mais técnico, a análise levou em consideração as principais habilidades dos jogadores em destaque no Mundial 2018. É aí que entra em campo o que pode tornar seu time mais eficiente, como destaca o diretor-executivo da Michael Page e especialista em recrutamento e seleção para o mercado do Nordeste, Roberto Picino.>
“É importante observar o quanto aquele profissional combina com os valores da empresa. Achar os níveis de compatibilidade, entender como a empresa pode extrair o melhor dele, exatamente como um time faz com os seus atletas”, diz o especialista.>
O gestor é outro ponto fundamental. “Quanto maior é o engajamento, maiores são os ganhos concretos (lucro, crescimento, expansão) e, na mesma proporção, os ganhos subjetivos, como a sensação de realização, a atmosfera mais criativa e descomplicada”, completa o mesmo Roberto Picino. Confira a escalação: >
O professor (Foto: Pedro Martins/ Mowa Press - Divulgação) Tite (Brasil) Após reverter o quadro de classificação da Seleção Brasileira, que quase ficou fora da Copa, Tite ganhou moral. Seu estilo não é necessariamente inovador, mas sabe conquistar a confiança e admiração. Dentro da empresa, o líder de perfil carismático que traz resultado, melhora o ambiente, é eficiente em estratégias e na estruturação de projetos. >
Ousadia e alegria (Foto: Lucas Figueredo/ CBF) Neymar (Brasil) O camisa 10 da Seleção Brasileira é reconhecido por seu talento e personalidade extrovertida e, em alguns momentos, provocadora. É muito conectado às redes sociais e quase sempre irá impor o seu estilo pessoal. É o tipo de profissional rápido, original, bom de equipe, não questiona as lideranças, mas é preocupado com a sua imagem. >
O cara que resolve (Foto: AFP/ Press) Messi (Argentina) Messi é exemplo de talento, habilidade e poder de execução. No ambiente corporativo é o perfil de um profissional que aprende rápido, se adapta facilmente às dificuldades, mas vive em seu mundo particular. É discreto no convívio em equipe e altamente técnico. Não expõe os erros alheios e também não rende bem quando é exposto. >
O determinado (Foto: AFP Press) Cristiano Ronaldo (Portugal) Dedicação ao trabalho, obsessão por autodesenvolvimento e poder de superação são algumas características que definem o camisa 7 da seleção portuguesa. Ele questiona lideranças ao receber orientações que não apresentem resultados práticos. Mas é extremamente vaidoso e defensor de suas próprias virtudes. >
O mais otimista (Foto: AFP Press) Kevin De Bruyne (Bélgica) O meia da seleção belga é muito eficiente, altruísta e discreto. É aquele colega de trabalho que gosta de fazer os companhei- ros brilharem. Se expressa muito bem, mas certamente não é indicado para cobrar outras pessoas, pois seu perfil é voltado para o conceito de cooperação. É capaz de melhorar o rendimento de toda equipe. >
O ‘brother’ da galera (Foto: AFP Press) Paul Pogba (França) O meia da seleção francesa é conectado, estiloso, marrento, irreverente, festivo, mas muito competente e técnico. No mundo corporativo, este profissional é ótimo para trabalhos em equipe, é bastante criativo e personalista. Não se enquadra em nenhuma formalidade, porém, cativa as pessoas. E por isso sua presença é importante. >
Eficiência em pessoa (Foto: EBC) Toni Kroos (Alemanha) O meia da seleção alemã, diferente de Pogba, é quase uma antítese: é discreto, formal, clássico, calado, mas absolutamente eficiente, concentrado. Ótimo no trabalho em equipe e muito bom para oferecer insights e feedbacks. É exigente e, ao mesmo tempo, sereno. Não é criativo. Mas compensa com a técnica apurada. >
Maturidade (Foto: AFP Press) Iniesta (Espanha) O meia da seleção espanhola é discreto e refinado. É um craque que se consolidou com o tempo e foi ficando melhor com o passar da idade. É o profissional que desde sempre mostra um gosto pelo trabalho detalhado, organizado e com ótimo relacionamento, mas sem chamar a atenção para si. Faz tudo da melhor forma com simplicidade. >
O executor (Foto: Divulgação/ FIFA) Harry Kane (Inglaterra) Executor, rápido, muito eficiente e objetivo. O centroavante da seleção inglesa tem o mesmo perfil de um profissional que gosta de resolver tarefas e tem predileção pela prática, pelo poder de execução. Apesar de não rejeitar instruções, ele se dá muito bem quando faz as coisas do seu jeito, sempre em em benefício do time. >
Cheio de ritmo (Foto: AFP Press) Modric (Croácia) O meia da seleção croata é intenso e participativo, aquele profissional que dá ritmo ao ambiente de trabalho. É capaz tanto de liderar ou chamar a atenção dos líderes, e, principalmente, é muito bom em melhorar o trabalho das pessoas a sua volta. É cooperativo, carismático e sabe distribuir e delegar tarefas. >
Força de trabalho (Foto: AFP Press) Manuel Neuer (Alemanha) O goleiro da seleção alemã é um exemplo de disciplina, rigor técnico, capacidade de superação e força de trabalho. É um profissional que não desiste de suas metas e jamais perde o foco de seu compromisso com o time e com o seu autodesenvolvimento. É metódico, disciplinado, autoexigente e gosta de dar exemplos positivos. >
O competitivo (Foto: AFP Press) Vincent Kompany (Bélgica) O profissional com este perfil tem personalidade forte e executora. Ele não gosta de perder oportunidades e nem divididas. É competitivo, concentrado e não aceita nada abaixo do padrão de qualidade que ele mesmo cria para si e para a sua equipe. É exigente, rígido, mas solidário no trabalho, tem jeito e postura de vencedor. >
OS RESERVAS>
O bom batedor de metas (Foto: Pedro Martins/ Mowa Press) Gabriel Jesus Extrovertido, promissor, rápido, pessoa de personalidade gentil e de característica marcante pela cooperação e senso de equipe. O profissional que tem o mesmo perfil do jogador Gabriel Jesus, que chega como uma das promessas da Copa 2018, tem boa capacidade de se desenvolver, bater metas e suportar pressão. >
Aquele que não leva desaforo (Foto: AFP Press) Luis Suárez (Uruguai) Na Copa de 2014, o jogador ficou marcado pela mordida que deu no zagueiro Giorgio Chiellini, da Itália. Daí dá para perceber o quanto esse perfil pode ser explosivo, provocador, inquieto, extremamente competitivo e que nunca vai aceitar perder; nem mesmo uma dividida, ainda que o placar esteja a seu favor. >
Ele não desiste nunca (Foto: AFP Press) Mané (Senegal) O jogador senegalês ganhou destaque por saber aproveitar bem uma oportunidade, ser rápido e também por aceitar se dedicar em prol do crescimento das pessoas a sua volta. É persistente, solidário, não se entrega e gosta de desafios exigentes e que parecem perdidos. >
Postura de comandante (Foto: AFP Press) Paolo Guerrero (Peru) O jogador é líder por natureza, discreto no discurso, mas muito vaidoso e preocupado com a sua imagem e postura. É talentoso e gosta de receber tarefas difíceis, por isso tem gosto pela vitória. É também reconhecido por ajudar os companheiros. >
Uma boa dose de marra e carisma (Foto: EBC) James Rodríguez (Colômbia) Gosta de tarefas grandiosas e exuberantes. É vaidoso e expansivo, mas é admirado pelo carisma e pela postura humilde, o que contrasta com jeitão marrento. Só não gosta de tarefas repetitivas e tediosas. É do tipo que responde melhor com elogios e se encolhe um pouco com as críticas. >
CONFIANÇA NO GRUPO>
Rafael Caribé, da Agilize Contabilidade Online Nenhum bom projeto irá ter sucesso se não tiver uma boa equipe. Ou seja, o sonho do empreendedor precisa promover também o “brilho nos olhos dos colaboradores”. Assim como em um jogo de futebol, o time dentro da empresa precisa entrar em campo preparado, motivado e com a certeza que está pronto para ganhar. Sempre preferi trabalhar com códigos, em vez de lidar com pessoas. E para lidar com códigos, bastava sentar na frente do computador e executar uma tarefa. O alcance disso, obviamente, é limitado, e foi o que percebi durante esse processo de amadurecimento dentro da Agilize. Ter que liderar essas pessoas e definir um ideal para que todos sonhassem juntos, mudou a minha vida, no melhor sentido. Hoje, como líder, acho o relacionamento interpessoal não só fundamental, mas também prazeroso e enriquecedor. Trabalhar com uma equipe que podemos confiar é crucial. Foi um árduo aprendizado, que construí conversando com outros empreendedores, com os investidores e realizando cursos de capacitação. Isso nos ajudou a transmitir para toda a equipe como é essencial realizar o trabalho com excelência, medir a satisfação do cliente e fornecer o produto que ele precisa. O resultado foi que mudamos de patamar, chegamos a uma equipe de 40 colaboradores, dobramos as vendas e continuamos mantendo esse aumento a cada ano. (Foto: Divulgação) Rafael Caribé é formado em Ciência da Computação pela Universidade Federal da Bahia. Atualmente é presidente e cofundador da Agilize, primeira startup de contabilidade online do país.>