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Salvador chega a 15° nova escola entregue em dois anos; previsão é de 50 até 2024

Equipamentos são ampliados com salas climatizadas, quadras poliesportivas e maior capacidade para matrícula de alunos

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 3 de outubro de 2023 às 18:03

Escola Municipal Professor Milton Santos, de Valéria, foi entregue nesta terça (3)
Escola Municipal Professor Milton Santos, de Valéria, foi entregue nesta terça (3) Crédito: Valter Pontes / Secom PMS

Salvador soma agora 15 novos colégios entregues entre 2021 e 2023. A Escola Municipal Professor Milton Santos, de Valéria, que foi inaugurada nessa terça-feira (3), fez a cidade chegar à marca. Mais que isso: deu o pontapé para uma rotina de entregas, que  dará a capital 50 novas escolas até o fim de 2024. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Smed), existem obras em curso e outras em projeto para viabilizar a meta.

"Essa foi a 15ª e temos 20 escolas sendo construídas em diversas fases. Vai começar a ter inauguração a cada 15 dias porque elas estão ficando prontas. Ou seja, temos 15 entregues, 20 em construção e 15 outras que terão seus contratos de construção assinados nos próximos dias. Elas demoram em torno de 12 meses para estar finalizadas, o que viabiliza a entrega de 50 escolas até 2024", disse Thiago Dantas, titular da Smed.

No caso da Escola Municipal Professor Milton Santos - que foi demolida, reconstruída e ampliada - a capacidade pulou de 170 para 840 alunos, quatro vezes mais que a capacidade anterior. Dantas explicou que a lógica de expansão é usada em cada uma das reformas e construções de equipamentos da rede municipal de educação. “Com as 50 novas escolas, estamos falando em beneficiar aproximadamente 30% de toda a nossa rede municipal", destacou o secretário.

Paloma Campos, 42, é dona casa e vibrou com a ampliação do equipamento em Valéria porque quer tentar matricular a filha no local. "Como eu não trabalho e minha filha está em escola particular, está muito difícil manter. O custo é alto. Aqui, além de ser tão boa quanto o colégio que ela está, fica próximo de casa, facilita o deslocamento e a tarefa de manter o foco nos estudos e com ânimo para aprender. Tomara que eu consiga garantir a matrícula", vibrou.

Paloma ainda afirmou que o bairro estava precisando desse tipo de entrega. "Quanto mais vagas, mais fácil é estar na escola e as crianças têm mais oportunidades, sem ficar na rua. A gente tem visto tanta violência e precisávamos disso, tanto educação como outros serviços", pontuou ela. O prefeito Bruno Reis, que esteve na inauguração, garantiu que há novas entrega para o bairro.

Trunfo contra a violência

Reis ainda destacou que a entrega de equipamentos de serviço é a maneira da gestão municipal ajudar bairros violentados por conflitos armados, seja em disputas de facções ou ações policiais. "As pessoas, às vezes, perguntam como a prefeitura pode ajudar na questão da segurança e aqui está um grande de exemplo de como podemos mudar o presente e o futuro dessa garotada", revelou, explicando que bairros como Valéria estão no foco da gestão.

Por fim, o gestor detalhou quais investimentos estão sendo feitos para o bairro: "Além do equipamento na área de educação, temos uma série de outras iniciativas como a construção do primeiro CRAS Padrão, que será aqui em Valéria e tem inauguração programada para o início do ano que vem. Há também outros investimentos na área social, no esporte e na educação que a gente sabe que faz a diferença".

Valéria atravessa um período de tensão, após episódios de violência armada. No dia 15 de setembro, cinco pessoas morreram no bairro. Entre as vítimas estava o policial federal Lucas Caribé. O caso ganhou repercussão nacional e policiais militares, civis e federais da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) realizaram uma operação no bairro, que terminou com um homem morto após confronto, um preso e apreensões de drogas, armas e celulares.

Até setembro, o bairro de Valéria registrou 27 tiroteios, 25 mortes e cinco feridos, de acordo com informações do Instituto Fogo Cruzado. Entre os episódios de violência armada, 15 das 24 ocorrências foram durante ações das polícias, sejam elas Militar, Civil ou Federal. Ou seja, 62,5% dos tiroteios no bairro ocorreram durante ações em que a polícia se confrontou com homens ou grupos armados.