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Esther Morais
Publicado em 21 de maio de 2026 às 08:43
Um servidor público estadual e outras duas pessoas foram presas preventivamente na manhã desta quinta-feira (21), durante a “Operação Khalas”, por envolvimento em um esquema de sonegação fiscal estimado em R$ 400 milhões no setor de combustíveis. >
As investigações identificaram que o grupo criminoso utilizava o pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos estaduais e municipais para obter proteção e facilidades ilegais, como a prática de sonegação fiscal. O esquema visava ocultar a importação de insumos, como nafta e solventes químicos, que eram desviados para unidades de mistura clandestinas, conhecidas como “batedeiras”.>
’Operação Khalas’
Além das prisões, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias. Dois servidores públicos municipais de Candeias também foram afastados das funções.>
A “Operação Khalas” é coordenada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), em conjunto com a Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip/Sefaz) e a Polícia Civil, por meio do Núcleo Especializado de Combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Neccot/Draco).>
A ação é um desdobramento das investigações da “Operação Primus”, deflagrada em 16 de outubro de 2025, e tem como objetivo desarticular o núcleo operacional e financeiro da organização criminosa.>
Participaram da operação oito promotores de Justiça, 26 delegados, 90 policiais civis, dois servidores do Fisco Estadual, oito servidores do MPBA e dez policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).>
A força-tarefa de combate à sonegação fiscal é composta pelo Gaesf do MPBA, pela Inspetoria Fazendária de Inteligência e Pesquisa (Infip) da Sefaz e pelo Neccot/Draco da Polícia Civil da Bahia.>