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Maysa Polcri
Publicado em 1 de junho de 2026 às 18:36
Cinco anos após o lançamento do edital que destinou o Palácio do Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador, à iniciativa privada, o projeto de construção de um hotel de luxo que será construído no local foi divulgado. O edifício histórico vai abrigar o Hotel Allard, considerado a primeira hospedagem seis estrelas da região Nordeste. >
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (1º), durante coletiva de imprensa. A expectativa é que o empreendimento contribua com a criação de 2,5 mil empregos diretos e indiretos. As intervenções começam nesta semana, e o prazo contratual para conclusão é de 36 meses. >
Palácio Rio Branco
O hotel terá inicialmente 90 suítes, sendo que 27 funcionarão no edifício histórico do Palácio Rio Branco, enquanto as demais ocuparão áreas anexas ao complexo, incluindo o terreno do Pau da Bandeira. Os detalhes foram divulgados pelo Alô Alô Bahia, parceiro do CORREIO. O projeto prevê ainda piscina com vista para a Baía de Todos-os-Santos, spa de padrão internacional, academia, espaços para massagens e cromoterapia, além de três restaurantes.>
Inicialmente havia sido divulgado que o palácio seria transformado em um hotel da rede de luxo Rosewood. Neste ano, no entanto, houve mudança societária para o grupo André Guimarães, que veio acompanhada de uma atualização no projeto da Parceria Público-Privada (PPP).>
O empreendimento foi concebido por Alexandre Allard, empresário responsável pela transformação da Cidade Matarazzo na Mata São Paulo, um dos destinos de hospitalidade mais conhecidos da América Latina. "Em São Paulo, fizemos o 24º melhor hotel do mundo e o 1º na América Latina. Em Salvador, nossa ambição é fazer um dos 10 melhores hotéis do mundo, e quem sabe o melhor”, disse Alexandre Allard, fundador da Mata Holding.>
O Palácio Rio Branco começou a ser construído pelo primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, em meados do século XVI, para ser o centro da administração portuguesa. No início era de taipa de pilão, recebendo posteriormente pequenas ampliações. Teve várias funções, como quartel e prisão, e abrigou Dom Pedro II em 1859, durante visita do imperador à Bahia.
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No fim do século XIX, ainda ostentava a fachada colonial portuguesa. Recebeu então uma grande reforma, ficando pronto em 1900, na gestão do governador Luís Viana. >
Em 10 de janeiro de 1912, o palácio foi um dos pontos atingidos pelo bombardeio efetuado na cidade, a mando do Presidente da República Hermes da Fonseca. Depois, começou a reconstrução, sendo reinaugurado pelo governador Antônio Muniz Sodré de Aragão, em 1919. Em 1984, foi feita a última restauração completa no prédio.>