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Mariana Rios
Publicado em 15 de maio de 2026 às 16:16
Cinco turistas italianos morreram durante uma expedição de mergulho em cavernas submarinas nas Maldivas, em um acidente considerado pelas autoridades locais como a pior tragédia de mergulho já registrada no arquipélago. O grupo desapareceu na quinta-feira (14), após entrar em uma área de cavernas no atol de Vaavu, ao sul da capital Malé. >
Segundo informações divulgadas pela imprensa italiana e confirmadas pelo Ministério das Relações Exteriores da Itália, os mergulhadores exploravam uma caverna a cerca de 50 metros de profundidade quando deixaram de responder aos contatos da embarcação “Duke of York”, usada em passeios de mergulho na região. O alerta foi dado pouco depois do meio-dia, quando o grupo não retornou à superfície no tempo previsto.>
Entre as vítimas estão a professora de biologia marinha da Universidade de Gênova, Monica Montefalcone, 51 anos, e sua filha Giorgia Sommacal, 23 anos. Também morreram o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, o pesquisador Federico Gualtieri e Muriel Oddenino.>
As operações de resgate enfrentaram dificuldades por causa da profundidade da caverna, da estrutura estreita do local e das condições climáticas adversas. Autoridades maldivas informaram que um dos corpos foi localizado dentro da caverna submersa, enquanto os demais estariam presos no mesmo sistema de túneis submarinos.>
Quem eram os cinco italianos mortos em mergulho nas Maldivas; resgate mobiliza operação de alto risco
Especialistas ouvidos pela imprensa italiana apontam diferentes hipóteses para o acidente, incluindo desorientação, ataque de pânico, baixa visibilidade e até possível problema relacionado à mistura de gases utilizada nos cilindros de oxigênio. Até o momento, porém, as causas oficiais das mortes não foram confirmadas.>
A embaixada da Itália em Colombo, no Sri Lanka — responsável também pelas Maldivas — acompanha o caso e presta assistência às famílias das vítimas.>