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Agência Brasil
Publicado em 19 de abril de 2016 às 10:39
- Atualizado há 3 anos
As equipes de resgate no Equador continuam nesta terça-feira (19) a revirar os escombros em busca de sobreviventes, dois dias após o violento tremor de 7,8 graus na escala Richter que abalou o país, deixando, até agora, 413 mortos e 2.068 feridos, segundos os últimos dados do Governo.>
Após passar horas a retirando blocos de cimento e pedras, um grupo de bombeiros de Quito, enviado como reforço para a província de Manabi (oeste), a mais atingida, viu seus esforços recompensados. Equador recebe ajuda internacional; número de mortos em terremoto chega a 413(Foto: AFP)“Após longas horas de trabalho intenso, três pessoas foram encontradas com vida no meio dos escombros em Tarqui”, bairro da cidade de Manta, anunciaram os bombeiros na rede social Twitter.>
O ministro da Segurança, César Navas, disse à emissora de televisão Teleamazonas que as buscas por sobreviventes se seguiram no decorrer da noite. “Durante toda a noite continuamos as operações de busca, salvamento e retirada das pessoas que ficaram encurraladas sob os escombros”, disse.>
AjudaA Cruz Vermelha espanhola emitiu um apelo de ajuda e estima entre 70 mil e 100 mil pessoas vão precisar de assistência, das quais entre 3 mil e 5 mil precisam de alojamento “com urgência”.>
Cerca de 1,2 mil voluntários e funcionários da Cruz Vermelha equatoriana participam das operações de busca e salvamento. De todo o país, caminhões transportando roupa, produtos de higiene, medicamentos e alimentos para as vítimas dirigiam-se hoje para a costa do Pacífico.>
De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Guillaume Long, reforços e especialistas da Venezuela, Colômbia, Peru, México, Cuba, Bolívia, Chile, Suíça e Espanha já estão no país para ajudar.>
Gruas de construção foram igualmente transportadas ontem (18) para as áreas mais afetadas, para ajudar a retirar os materiais dos edifícios e casas que ruíram durante o tremor. A União Europeia anunciou que vai ativer o mecanismo europeu de Proteção Civil para ajudar o Equador e o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, ofereceu o apoio dos Estados Unidos.>
O governo da Noruega anunciou hoje que aprovou verba extraordinária de 15 milhões de coroas (US$ 1,8 milhões) para ajudar os afetados pelo tremor no litoral norte do Equador.>
A pedido do governo equatoriano, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) está finalizando preparativos para enviar ajuda de emergência por transporte aéreo para Quito.>
VítimasUm cidadão norte-americano e dois canadenses estão entre as vítimas, segundo as autoridades dos respetivos países. Uma missionária irlandesa de 33 anos também morreu, segundo a sua comunidade religiosa.>
“O número de mortos vai, seguramente, aumentar e provavelmente de forma considerável”, advertiu no domingo (17) à noite o presidente equatoriano, Rafael Correa, que se deslocou à cidade de Manta, destacando que esta "é a pior tragédia dos últimos 67 anos, superada apenas pelo tremor de terra de 1949 em Ambato”.>
No litoral do país, os sobreviventes procuravam com as mãos os seus familiares desaparecidos sob os escombros e mantinham a esperança de encontrar pessoas com vida. A cidade de Pedernales, estância balneária turística e epicentro do sismo, parecia um cenário de guerra, com casas em ruínas, hotéis desmoronados e postes de iluminação pública caídos.>
“Aqui em Pedernales, foram salvos sobreviventes dos escombros e ainda não perdemos a esperança. Não afastamos a hipótese de encontrar outros”, disse o vice-presidente, Jorge Glas. “As verbas já foram desbloqueadas: US$ 300 milhões para as emergências, US$ 150 milhões para a reconstrução”, afirmou o vice-presidente.>
RéplicasSegundo o mais recente relatório do Instituto Equatoriano de Geofísica, “o número de réplicas tende a se reduzir, mas não é possível descartar a possibilidade de novos tremores com magnitude superior a cinco”. Até agora, o instituto registou 230 réplicas, com magnitudes entre 3,5 e 6,1 graus na escala Richter e prevê que elas continuem “por mais alguns dias ou semanas”.>
*Com informações da Agência Lusa>