Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

'Fraco e liberal': Trump ataca papa Leão XIV e posta foto vestido de Jesus

Declarações foram feitas após críticas do líder da Igreja Católica às políticas externas dos EUA

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 13 de abril de 2026 às 07:34

Trump criticou o papa
Trump criticou o papa Crédito: Reproduçaõ

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente o papa Papa Leão XIV neste domingo (12), em uma publicação na rede social Truth Social. Na mensagem, o republicano classificou o pontífice como “fraco no combate ao crime” e “péssimo em política externa”, ampliando a tensão entre os dois líderes após divergências sobre guerra e imigração.

As críticas surgiram depois de manifestações do papa contra decisões do governo norte-americano na área internacional e sobre o tratamento dado a imigrantes. Em uma das declarações, Leão XIV classificou como “inaceitável” a ameaça feita por Trump de “destruir a civilização iraniana”, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

Na publicação, Trump escreveu que “Leão deveria se comportar como papa” e afirmou a jornalistas que não é “um grande fã” do pontífice. O presidente também declarou que prefere o irmão de Leão XIV, Louis, por considerá-lo alinhado ao movimento político que o apoia.

Papa Leão XIV no Peru por Reprodução

Ainda no texto divulgado nas redes sociais, Trump afirmou que não quer “um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear”, nem um líder religioso que critique ações militares dos Estados Unidos, citando diretamente a Venezuela. Apesar da afirmação, não há registro de que o pontífice tenha defendido que o Irã possua armamento nuclear.

O presidente também sugeriu que a eleição do papa teria relação com sua presença na Casa Branca. “Leão deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante. Ele não estava em nenhuma lista para ser papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano - e acharam que essa seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano”, escreveu.

Trump também criticou encontros do pontífice com aliados do ex-presidente Barack Obama, citando nominalmente David Axelrod, e disse que o papa deveria “se recompor” e “focar em ser um grande Papa - não um político”. Segundo ele, a postura do líder religioso estaria prejudicando a Igreja Católica.

Minutos após a publicação, o presidente compartilhou ainda uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece similar a Jesus Cristo, vestido com túnica branca abençoando um homem doente, diante de símbolos como a bandeira dos Estados Unidos e a Estátua da Liberdade.

Trump publicou foto em que aparece similar a Jesus
Trump publicou foto em que aparece similar a Jesus Crédito: Reproduçaõ

Apelos por cessar-fogo e proteção de civis

No domingo (12), o pontífice também pediu um cessar-fogo no Líbano e disse sentir-se próximo do “amado povo libanês”, enquanto o conflito no Oriente Médio entrava na sétima semana.

Após a oração Regina Caeli, ele afirmou que há “uma obrigação moral de proteger a população civil dos efeitos atrozes da guerra”. O papa ainda mencionou a guerra na Ucrânia e pediu que a comunidade internacional mantenha atenção sobre o conflito.

Leão XIV também abordou a situação no Sudão, defendendo que as partes envolvidas iniciem um “diálogo sincero”. Na mesma viagem, o pontífice iniciou uma agenda de dez dias por países africanos, considerada sua primeira grande missão internacional de 2026, com foco nas necessidades do continente que concentra mais de um quinto dos católicos do mundo.