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Saiba quais são as mentiras mais comuns em currículos e como são flagradas por recrutadores

De inglês "fluente" a cargos inflados: conheça os métodos que o RH utiliza para identificar inconsistências

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 13 de abril de 2026 às 06:00

De acordo com pesquisa cerca de 58% dos recrutadores entrevistados já deslassificaram alguém pela falta de transparencia no currículo Crédito: Redes Sociais

A falta de veracidade nas informações profissionais é um dos principais filtros de exclusão no mercado de trabalho brasileiro, é o que apontou um levantamento realizado pela consultoria Robert Half, uma empresa global de soluções empresariais e recrutamento, que entrevistou 774 profissionais. Segundo o estudo, 58% dos recrutadores afirmam já ter desclassificado candidatos logo no início da seleção devido a dados conflitantes ou falsos apresentados no currículo.

As falhas mais comuns envolvem a inflação do nível de idiomas, domínio de ferramentas técnicas e o aumento de responsabilidades em experiências anteriores. Com o avanço de métodos de auditoria e entrevistas por competência, especialistas alertam que a identificação dessas "mentiras" tornou-se quase imediata.

De acordo com a especialista em RH, Daíse Santana, o mercado utiliza um conjunto de ferramentas que cruzam comportamento, documentos e técnica para validar a trajetória do profissional.

As 5 mentiras mais comuns e como são flagradas

Nível de Inglês: candidatos que declaram nível "avançado" costumam ser testados com microvalidações situacionais. "O recrutador pode fazer uma mudança repentina do português para o inglês ou lançar uma pergunta técnica na área do candidato para avaliar a naturalidade e a capacidade de adaptação sob pressão", explica Santana;

Domínio de Ferramentas e Sistemas: sem necessidade de teste prático, o RH identifica a falta de habilidade através de perguntas de profundidade. Questionamentos sobre o "passo a passo" de processos específicos revelam se o candidato realmente operava o sistema ou se possui apenas conhecimento genérico;

Cargos e Responsabilidades: o exagero no protagonismo é descoberto na checagem de referências. Recrutadores elaboram perguntas estratégicas para empresas anteriores para avaliar a veracidade das metas atingidas e a conduta do profissional. “Procuramos os vínculos anteriores, eles servem para avaliar não somente sobre comportamentos, mas também sobre o caráter (conduta) e veracidade quanto à experiência”, conta;

Formação Acadêmica: a autenticidade de diplomas é verificada via plataformas oficiais do MEC ou contato direto com universidades. "Analisamos se o curso e a carga horária são compatíveis e se as datas fazem sentido com a trajetória explicada", detalha a especialista;

Omissão de Períodos de Desemprego: o cruzamento de dados entre o currículo e redes sociais abertas permite identificar lacunas escondidas. O foco do RH, entretanto, não é o tempo parado, mas a inconsistência no discurso ao tentar mascarar o período sem vínculo.

A especialista explica também que a tentativa de manipular informações pode gerar consequências permanentes. Além da desclassificação imediata, a prática pode causar o bloqueio do CPF em futuros processos da mesma empresa e, em casos de contratação já efetuada, resultar em demissão por justa causa ou processos judiciais.

Para candidatos com lacunas no histórico ou falta de domínio em técnicas específicas, a recomendação é a transparência. "O comportamento e a humildade para aprender podem suprir carências técnicas. Mentir tem baixa sustentabilidade e revela uma falha de caráter que mancha a carreira de forma cumulativa", conclui Daíse Santana.

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Trabalho Vagas Trabalhadores Dicas Falsificação