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Nova variante da Covid é confirmada em 23 países

Cepa apresenta maior capacidade de escapar da resposta imune, mas ainda não há evidências de aumento na gravidade dos casos nem de perda da proteção contra formas graves da doença

  • Foto do(a) author(a) Giuliana Mancini
  • Giuliana Mancini

Publicado em 28 de março de 2026 às 07:32

O Corona Vírus sofre constantes mutações o que torna a Covid-19 ainda mais perigosa
O Corona Vírus sofre constantes mutações Crédito: Shutterstock/reprodução

Uma nova variante do vírus da Covid-19 já foi identificada em ao menos 32 países. A linhagem BA.3.2 tem chamado a atenção de autoridades de saúde ao redor do mundo por sua capacidade maior de driblar a resposta imunológica. Mas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há sinais até agora de que ela cause quadros mais graves nem de que escape totalmente da proteção oferecida pelas vacinas atuais.

Detectada pela primeira vez na África do Sul, em novembro de 2024, a variante apareceu inicialmente de forma pontual em outros países, como Moçambique, Holanda e Alemanha. Após um período de baixa circulação, voltou a crescer a partir de setembro do ano passado, ganhando mais espaço em algumas regiões da Europa. Entre o fim de 2025 e o início de 2026, chegou a representar cerca de 30% das amostras analisadas semanalmente em países como Dinamarca, Alemanha e Holanda. As informações são do jornal O Globo.

Vacinação contra a gripe e Covid-19 por Leonardo Rattes / Saúde GovBA

Até fevereiro, a BA.3.2 já havia sido registrada em 23 países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, China e Austrália, segundo uma análise dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. No Brasil, ainda não há confirmação da presença da variante.

Nos Estados Unidos, a linhagem foi encontrada tanto em viajantes internacionais, provenientes do Japão, Quênia, Holanda e Reino Unido, quanto em amostras ambientais, como esgoto de aeronaves e de diferentes estados, além de casos clínicos, incluindo pacientes hospitalizados.

Uma das principais características da BA.3.2 é o grande número de mutações na proteína Spike, estrutura usada pelo vírus para invadir as células humanas. Em comparação com variantes recentes, como JN.1 e LP.8.1, ela apresenta dezenas de alterações nessa região, o que ajuda a explicar sua maior capacidade de escapar dos anticorpos.

Mesmo assim, avaliações mais recentes da OMS indicam que, embora haja um “escape substancial” da resposta imune, não existem evidências de que a variante tenha maior capacidade de transmissão ou de causar doença mais severa. Também não foram observados aumentos em hospitalizações, internações em UTI ou mortes associados especificamente a essa linhagem.

Diante disso, o órgão internacional avalia que a BA.3.2 não representa, por enquanto, um risco adicional significativo em relação às variantes já em circulação, embora recomende monitoramento contínuo.

A principal forma de proteção segue sendo a vacinação. No Brasil, a imunização contra a Covid-19 faz parte do calendário regular para gestantes, idosos e crianças. Gestantes devem receber uma dose a cada gravidez, enquanto pessoas com 60 anos ou mais têm recomendação de reforço a cada seis meses.

Crianças entre 6 meses e 5 anos devem completar o esquema inicial, que varia conforme o fabricante da vacina. Já os reforços não são indicados para essa faixa etária.

Além disso, grupos prioritários continuam com recomendação de doses periódicas. Pessoas imunocomprometidas devem se vacinar a cada seis meses, enquanto os demais desses grupos recebem reforço anual. Entre eles estão profissionais de saúde, pessoas com comorbidades, população privada de liberdade, indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua.

Para quem não se enquadra nesses grupos, atualmente não há recomendação de novas doses.

Tags:

Covid Saúde