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Mariana Rios
Publicado em 4 de maio de 2026 às 16:30
Uma infestação crescente de ratos está mudando a rotina de moradores no estado de Idaho, nos Estados Unidos — e levando parte da população a resolver o problema com as próprias mãos. Sem uma resposta coordenada das autoridades, relatos de roedores dentro de casas, eletrodomésticos e paredes têm se tornado cada vez mais comuns, especialmente no condado de Ada, onde ficam cidades como Boise e Eagle.>
Boise é a capital e maior cidade do estado de Idaho, na região do Treasure Valley. Eagle é uma cidade vizinha e subúrbio de luxo.>
O avanço da praga, que se intensificou a partir de 2022, já causa prejuízos financeiros e desgaste emocional. Diante da ausência de um plano estadual eficaz, moradores improvisam soluções — de armadilhas caseiras a verdadeiras “caçadas domésticas”.>
"Minha inquilina disse que algo estava roendo as paredes. Quando fui ver, era uma infestação", contou uma proprietária à imprensa local. "Gastei cerca de US$ 20 mil para conter os danos". As informações foram publicadas em O Globo.>
O problema vai além do susto. Fiações destruídas, estruturas comprometidas e ambientes contaminados têm sido registrados com frequência. E, em alguns casos, a situação chega ao limite do insólito.>
"Minha esposa estava ficando louca", disse Doug Perry, de 71 anos, ao tabloide britânico Daily Mail. "Tentamos de tudo e não funcionou".>
Cansado, ele instalou câmeras dentro de casa para monitorar os invasores. Em uma noite, ao receber um alerta, correu para a cozinha — e terminou capturando um rato com as próprias mãos.>
"Eu simplesmente tive que matá-lo ali mesmo. Foi um pesadelo.">
Especialistas apontam que a rápida reprodução dos roedores agrava o cenário: um único casal pode gerar milhares de descendentes em um ano. Com isso, conter a infestação sem políticas públicas coordenadas se torna ainda mais difícil.>
Fatores como crescimento urbano acelerado, mudanças climáticas e a presença de canais de irrigação — que funcionam como “estradas” para os ratos — criaram o ambiente perfeito para a proliferação.>
Apesar da pressão popular, propostas para classificar os roedores como praga invasora e ampliar o combate não avançaram no Legislativo estadual. Sem respaldo legal claro, cidades e condados enfrentam limitações para agir.>
Enquanto isso, moradores se organizam como podem. Grupos online surgem para trocar dicas de armadilhas, prevenção e até relatos de “batalhas” dentro de casa.>