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Serial killer confessa assassinato de oito mulheres em caso que ficou anos sem solução

Casado e pai de dois filhos, arquiteto de 62 anos falou com frieza dos crimes brutais

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 11 de abril de 2026 às 11:12

Rex Heuermann
Rex Heuermann Crédito: Reprodução

Uma investigação que se arrastou por anos teve um desfecho importante na quarta-feira (8), quando Rex Heuermann, arquiteto de 62 anos, admitiu em tribunal do condado de Suffolk, no Estado de Nova York, nos Estados Unidos, ter assassinado oito mulheres. Vestindo terno preto e gravata azul, ele confirmou diante do juiz Timothy Mazzei detalhes dos crimes que chocaram moradores de Long Island por mais de uma década.

Durante a audiência, Heuermann manteve postura fria e respondeu “sim” à maior parte das perguntas feitas pelo magistrado, evitando olhar para os familiares das vítimas presentes no plenário. Segundo declarou, ele estrangulou e amarrou todas as mulheres de forma semelhante antes de abandonar os corpos em praias isoladas da região.

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A confissão acrescentou um oitavo homicídio à lista inicial de acusações. O crime mais antigo admitido ocorreu em 1996. As investigações sobre o caso ganharam repercussão em 2010, após a descoberta de quatro conjuntos de restos mortais a menos de 400 metros de distância entre si na área de Gilgo Beach.

Embora muitas vítimas tenham permanecido desaparecidas por anos, o avanço do caso ocorreu apenas em 2023, quando a polícia prendeu Heuermann em seu escritório em Midtown Manhattan. Ele foi identificado após investigadores associarem material genético encontrado em uma caixa de pizza descartada por ele aos vestígios coletados durante a apuração.

Casado e pai de dois filhos, o arquiteto vivia em Massapequa Park, no mesmo imóvel deteriorado onde passou a infância. Acredita-se que todas as vítimas fossem profissionais do sexo na época dos assassinatos. Algumas delas haviam sido contatadas por meio de anúncios publicados no site Craigslist.

Na audiência mais recente, Heuermann apresentou poucos detalhes adicionais. Limitou-se a confirmar que atraía as vítimas com promessa de pagamento, depois as assassinava e desmembrava antes de abandonar os restos mortais. Ao ser questionado sobre o método utilizado, respondeu apenas “estrangulamento”, e declarou “culpado” ao formalizar a nova admissão.

Heuermann recebeu várias sentenças de prisão perpétua, que devem ser formalmente fixadas em 17 de junho.

Confissão encerra anos de espera por respostas

Apesar da admissão de culpa representar um avanço para parentes e amigos das vítimas, muitos afirmam que a solução poderia ter ocorrido antes. A investigação se estendeu por mais de uma década, mesmo com pistas que, segundo relatos, poderiam ter levado ao suspeito em poucas semanas se exploradas anteriormente.

Familiares criticam a condução inicial do caso e apontam que o fato de as vítimas serem profissionais do sexo pode ter contribuído para a demora. Eles mencionam que policiais frequentemente se referiam às mulheres como “prostitutas”.

A apuração também foi marcada por controvérsias internas. O então chefe da polícia do condado de Suffolk, James Burke, responsável pela investigação na época, foi preso em 2015 e posteriormente condenado por acusações que incluíam obstrução de justiça. O caso também atingiu o promotor do condado entre 2002 e 2017, Thomas Spota, que igualmente teve envolvimento com a investigação sobre os achados em Gilgo Beach.

A reviravolta ocorreu em 2022, quando uma nova liderança policial criou uma força-tarefa com participação de autoridades locais e federais. Em apenas seis semanas, os investigadores chegaram a Heuermann.

Entre os elementos decisivos estava o relato de Dave Schaller, colega de quarto de Amber Costello, uma das vítimas. Ainda em 2010, ele descreveu um cliente com quem a mulher havia discutido como alguém de grande porte, que parecia “um ogro”, e que dirigia um Chevrolet Avalanche de primeira geração.

A partir dessa informação, a polícia passou a cruzar dados de celulares descartáveis usados para contato com as vítimas, registros de torres telefônicas e fios de cabelo encontrados nos corpos. O material genético foi associado ao DNA recuperado da caixa de pizza descartada por Heuermann. No porão da casa dele, segundo os investigadores, também foram localizadas outras evidências, incluindo instruções escritas pelo próprio suspeito em seu computador sobre como cometer os crimes.