Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Carol Neves
Publicado em 6 de abril de 2026 às 10:02
A missão Artemis II, da Nasa, iniciada na última quarta-feira (1), marca o retorno de astronautas ao caminho da Lua pela primeira vez desde o histórico programa Apollo, encerrado em 1972. Poucas horas após deixar a órbita da Terra, a tripulação já começou a enviar novas imagens do planeta. Com o avanço da viagem, também foram divulgados registros da Lua - o que despertou curiosidade sobre como esses arquivos conseguem chegar ao nosso planeta mesmo a enormes distâncias. >
Durante décadas, a agência espacial norte-americana utilizou ondas de rádio para transmitir fotografias e manter contato com missões fora da Terra. Esse sistema permitia o envio e recebimento de dados entre as espaçonaves e os centros de controle nos Estados Unidos, garantindo comunicação contínua com os astronautas.>
Artemis II envia fotos da Terra
A partir de 2024, porém, uma tecnologia inédita passou a ser testada: um sistema bidirecional de transmissão por laser. O novo recurso possibilita transferências de dados em alta velocidade, chegando a até 1,2 gigabits por segundo por meio de um único link, o que representa um salto significativo na capacidade de envio de imagens e informações.>
Comparadas às ondas de rádio, as transmissões a laser são mais eficientes e conseguem transportar volumes maiores de dados. Esse mesmo tipo de tecnologia já vinha sendo empregado pela Nasa na recepção de informações enviadas por sondas não tripuladas, fundamentais para ampliar o conhecimento científico sobre o espaço.>
Para garantir que a comunicação nunca seja interrompida, a agência opera a Deep Space Network (DSN), uma rede global com antenas instaladas na Califórnia, em Madri e em Canberra, na Austrália. A distribuição estratégica dessas bases permite que, independentemente da rotação da Terra, sempre haja uma estação preparada para manter contato com a missão.>