Crianças e jovens são maioria de novos casos da covid-19 na Inglaterra

coronavírus
18.02.2021, 14:35:08
Atualizado: 18.02.2021, 14:38:50
(August de Richelieu/Pexels)

Crianças e jovens são maioria de novos casos da covid-19 na Inglaterra

Informação foi divulgada através de um novo estudo do Imperial College

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

Crianças e jovens foram os mais infectados pelo novo coronavírus na Inglaterra durante a primeira quinzena do mês de fevereiro, de acordo com um novo estudo do Imperial College. A pesquisa, repercutida pelo jornal britânico The Guardian nesta quinta-feira, 18, aponta que o número de novos casos de covid-19 caiu em todas as faixas etárias, mas que os grupos de crianças de 5 a 12 anos e de jovens de 18 a 24 são os que mais contraíram a doença no período avaliado.

De acordo com o estudo React 1, o terceiro "lockdown" nacional conseguiu achatar a curva de infecções no país, mesmo com as novas variantes em circulação, com o número de novos casos caindo 2/3 em comparação ao período anterior, com cerca de 200 infecções registradas entre 4 e 13 de fevereiro - quase o triplo do valor foi contabilizado entre 6 e 21 de janeiro.

Ainda de acordo com o The Guardian, os pesquisadores afirmaram que não há informações em seus dados sobre o impacto do programa de vacinação do Reino Unido na queda de infecções, uma vez que a redução observada entre as pessoas com mais de 65 anos é similar à identificado em outras faixas etárias.

Apesar da queda geral, o estudo mostrou que as crianças e os jovens registraram uma maior prevalência da doença que os demais grupos etários. Os motivos ainda não foram comprovados, mas a equipe que realizou o estudo sugeriu que, no caso das crianças mais novas, a continuidade do ensino presencial - uma pesquisa descobriu em fevereiro que quase 1/4 dos alunos está tendo aulas pessoalmente - poderia justificar os dados.

O estudo, no entanto, reacendeu o debate sobre a reabertura das escolas, que, na Inglaterra, está previsto para 8 de março, e no País de Gales e na Escócia, para 22 de fevereiro. O professor Steven Riley, um dos autores do relatório do Imperial College, disse que a reabertura pode aumentar ligeiramente a reprodução do vírus, mas que a mudança é uma prioridade mais alta, já que o país deixou o bloqueio. Riley defendeu uma "transição delicada"

Apesar da preocupação com a hipótese de que aulas presenciais da educação fundamental possam explicar o número de casos encontrado em crianças, o diretor do programa React, Paul Elliott, enfatizou que as infecções podem ter sido contraídas fora da sala de aula, como durante o trajeto das crianças para a escola.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas