De onde saiu essa mancha? Vitiligo pode ser ativado por estresse e ansiedade na pandemia

saúde
17.04.2021, 06:30:00
Atualizado: 17.04.2021, 11:19:05
Carine Guimarães, modelo musa do Afro Fashion Day (Foto: Sora Maia/CORREIO)

De onde saiu essa mancha? Vitiligo pode ser ativado por estresse e ansiedade na pandemia

Dermatologistas têm mencionado casos de ativação e avanço de lesões de pele devido à perda de familiares para a covid-19, estresse com vestibular e isolamento

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A pele dá seus sinais quando não estamos bem. A instabilidade emocional que a pandemia trouxe para as pessoas tem tido um efeito muito particular em quem tem predisposição para o vitiligo, uma condição caracterizada pela perda da coloração da pele e que tem um forte elo com a saúde mental.

No Brasil, mais de 1,1 milhão de pessoas convivem com o vitiligo e, em abril passado, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) fez um alerta sobre a possibilidade de o estresse e a ansiedade neste período serem gatilhos para o surgimento ou avanço da doença. Um ano depois, aquela suspeita parece estar se confirmando e pode ter surpreendido quem não sabia que tinha a carga genética.

Referência no tratamento da doença na Bahia, a dermatologista Ivonise Follador, membra da SBD responsável pelo alerta, conta que ainda não existem estudos científicos com estatísticas mensurando esse provável aumento de casos, mas os relatos já têm sido frequentes entre os profissionais.

A médica conta que alguns de seus pacientes que vinham melhorando através de tratamentos e mesmo os que tinham muito sucesso no controle têm voltado ao consultório mencionando piora. Uma de suas pacientes desenvolveu novas lesões depois da morte dos dois avós por covid-19 e outra após estresse com o Enem.

Ivonise aponta que o surgimento do vitiligo é quase como uma roleta russa, nunca se sabe bem quando o gene pode ser ativado. Essas causas ainda não são totalmente conhecidas. Sabe-se que, em algum momento, o organismo decide agredir as células que produzem a melanina e, por enquanto, a ciência está certa de que este processo tem grande influência da genética e das emoções.

Radicado na Bahia, o estudante mineiro Gildásio Warllen Santos, 33, convive com o vitiligo desde os dois anos, quando sofreu um machucado no joelho, que foi ficando branco e se espalhando. Ele é um dos que notaram o aparecimento de novas lesões na pandemia.

Gildásio já tem metade do corpo despigmentado e o estresse deste período trouxe uma novidade um tanto inesperada: “percebi que agora estou descolorindo todos os meus pelos, que vinham sendo preservados. Estou com mais ou menos 20% dos meus pelos sem cor, que inclui braços, axilas e peitoral. Minha barba começou a se despigmentar e, acho que, em breve, vai acontecer com meu cabelo”, diz.

Ele não tem conhecimento de ninguém da família que tenha a mesma condição. Segundo o estudante, a aceleração do vitiligo pode ter sido fruto das ansiedades, da falta de lazer para aliviar as preocupações com sua faculdade de Medicina, além de questões como mudança de estado, saudades da família e o fato de ter deixado o emprego para trás para estudar.

O Brasil tem o maior índice de ansiosos do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e estes fatores de origem — predisposição genética e equilíbrio emocional — podem ter culminado em um impacto direto nos pacientes de vitiligo porque as manchinhas desta condição são ativadas por traumas bastante ligados à perdas, que podem ser desde a morte de familiares e pessoas queridas até frustrações como a não aprovação em um vestibular, explica Ivonise. 

Neste cenário, onde a morte e a instabilidade têm sido imperativas, as perspectivas são ainda mais preocupantes para quem tem predisposição para essa doença genética, crônica e autoimune.

Embora não seja contagioso, não incapacite atividades e nem cause dor, o vitiligo atinge parte das pessoas em momentos de fragilidade e, de maneira geral, costuma provocar queda na autoestima e retração social em quem a possui devido ao preconceito ainda existente. E é por isso que os dermatologistas defendem que o tratamento deve ser de forma integrada com acompanhamento médico e psicológico para prevenir novas lesões. 

Professor universitário, Ricardo Freitas, 53, convive com o vitiligo desde a adolescência e quando a pandemia teve início, já fazia um ano que ele tinha parado o tratamento porque a condição estava sob controle. Para ele, com certeza o nível de estresse com a necessidade de isolamento social provocou um novo desencadeamento. O professor conta que teve o vitiligo ativado quando tinha 12 anos e, cerca de um ano após o diagnóstico, sua mãe também desenvolveu a condição.

Ricardo afirma que hoje tem um processo maduro de auto-aceitação, mas vez ou outra se deparava com olhares tortos e brinca que, por um lado, poder estar em casa tem sido bom para evitar gente preconceituosa.

“De algum modo, tá todo mundo meio abalado com o que está acontecendo. O fato de ter aumentado não está sendo tão sofrido porque estou em isolamento, estou menos exposto”, diz. 

Autoestima!
Modelo da nova propaganda da marca de cosméticos Avon e musa do Afro Fashion Day, a baiana Carine Guimarães, 33, teve o diagnóstico aos seis anos e diz que, por ter sido uma criança espevitada, nunca deixou o bullying lhe abater. No acompanhamento, os médicos avaliaram que provavelmente a ativação do vitiligo dela é de fundo emocional. Carine não tem conhecimento de ninguém da família que tenha a mesma condição.

A modelo tem o tipo universal, que despigmenta várias partes do corpo, e decidiu assumir o vitiligo como sua identidade. Fez do próprio corpo uma bandeira e usa as redes sociais como forma de divulgar a beleza da pluralidade dos corpos. Foi na internet que ela descobriu uma forma de espalhar positividade em relação à autoimagem e diz, com toda certeza, que se houvesse cura para a doença, não a buscaria. Se gosta assim.

Carine Guimarães, modelo baiana que estrela a campanha Avon tá ON (Foto: Sora Maia/CORREIO)

Carine diz que não chegou a sentir alterações na pele durante a pandemia, mas entende quem pode estar preocupado com esse aparecimento repentino. Ela participa de grupos de apoio e conta que mesmo participantes que têm diagnóstico há muito tempo surgem, às vezes, depondo que não acordaram muito bem devido ao aparecimento de novas manchas.

O conselho de quem há quase três décadas convive com as manchinhas é: “Terapia e paciência. Vai passar! Se a gente não cuidar da cabeça, o corpo não fica bom. Eu quero ser uma mulher real e, quanto mais gente assim no mundo, melhor”, diz ela.

1. Winnie Harlow, modelo jamaicana e ex-participante do reality America's Next Top Model; 2. Luiza Brunet, modelo brasileira; 3. Igor Algelkorte, ator da novela Além do Horizonte e da série Dupla Identidade (Globo); 4. Jon Hamm, ator da série Mad Men; 5. Tiê, cantora e compositora brasileira; 6. Rappin' Hood, rapper brasileiro; 7. Gian, cantor sertanejo da dupla com Giovanni; 8. Sophia Alckmin, blogueira e filha de Geraldo Alckmin | Imagens: Reprodução/Instagram, Facebook e Getty Images

Não existem estudos específicos da predominância do vitiligo na Bahia. A prevalência no país é equivalente a toda a população de São Luís, capital do Maranhão. Uma pesquisa feita pela SBD há quatro anos encontrou que 30% dos pacientes brasileiros têm algum parente com a doença.

De acordo com Ivonise Follador, o vitiligo é mais frequente em crianças e adultos jovens, mas pode acontecer mais tarde, entre os 30 e 50 anos. O dermatologista João Paulo Junqueira explica que, quando este surgimento se dá mais tardiamente, existem algumas formas de diferenciar as manchas senis do vitiligo. 

Enquanto as manchas senis acometem mais as áreas expostas ao sol, o vitiligo pode surgir em qualquer região. As manchas de vitiligo geralmente são mais extensas e apresentam progressão, já as senis têm poucos milímetros. É possível fazer exames complementares, como luz de wood e biópsia da pele para diagnosticar a mancha suspeita de vitiligo, uma alternativa que geralmente não é necessária no caso de manchas de idade.

Quando o aparecimento se dá na adolescência, o sofrimento é tido como maior porque os indivíduos nesta fase estão desenvolvendo sua segurança como ser. Mas a especialista garante que muita coisa está mudando graças à desmistificação feita pela publicidade, que vem seguindo um caminho de naturalização dos diferentes tipos de corpos.

“Não tem isso de que uma pessoa mais tímida ou menos tímida ter maior propensão. É basicamente fator genético mesmo, e cada caso é único. Na medicina, o que precisamos é individualizar os porquês e não tentar generalizar. Tem gente que tem manchas que iniciam, mas depois não vão adiante”, diz Follador.

A médica Duanne Freitas, dermatologista da Clínica Osmilto Brandão, também conta que percebeu que seus pacientes que tinham quadros estáveis estão agora ativando manchas em novos locais do corpo. Segundo ela, as partes mais comuns para o aparecimento são rosto, joelho, cotovelo e região genital, mas podem surgir em todo o corpo. Acredita-se que essas áreas são mais propícias por serem regiões de maior contato e atrito com superfícies.

“A mancha vai aparecendo muito discretamente. Primeiro, ela não é totalmente branca, vai aparecendo e chega em um ponto que chama mais a atenção, que é quando o pigmento sai por completo, o que gera um contraste maior com o tom original da pele”, diz.

Freitas diz que a despigmentação acaba contrastando mais em quem tem tom de pele mais escuro, o que pode fazer com que a doença seja mais visível nos baianos devido ao fato de a maior parcela da população ser preta ou parda. Mas o vitiligo pode acometer do ruivo à pessoa de pele negra. 

O também dermatologista Caio de Castro, membro da SBD e um dos maiores estudiosos da doença no país, explica que, para além das manchinhas, a textura da pele com vitiligo fica normal. Mas, com o tempo e a idade, os locais podem ficar um pouco mais ressecados porque pode acontecer um aumento da espessura da pele por perda dos melanócitos, célula que produz melanina. Para compensar, a pele aumenta a produção de queratinócitos, que são outras células que dão firmeza para a pele, explica ele.

A dermatologista Vitória Rêgo, professora da Ufba, ressalta que a melanina tem um papel fundamental no corpo, que é o de ser um protetor natural contra o envelhecimento e demais efeitos prejudiciais da ação da luz solar na pele. É por isso que pessoas negras têm pele mais resistente, mas não têm “menos vitiligo” por conta disso. Quem tem e não faz um bom uso do protetor solar, tem mais chances de lesões pré-cancerígenas nas áreas afetadas.

Uma forte conclusão que a ciência tem é de que o vitiligo tem ligação com outras doenças autoimunes. Ele pode ser mais facilmente desencadeado se a pessoa ou alguém da família tiver diabetes tipo 1 ou problemas de tireoide. Caio de Castro diz que 15% dos pacientes que têm vitiligo têm algum tipo de doença da tireoide, principalmente a de Hashimoto.

1. ABC - Camadas da Pele: A epiderme é a camada mais externa, a que se vê a olho nu. A função dela é ser uma barreira protetora, é nela que estão os melanócitos. A derme é a camada intermediária, formada por vasos sanguíneos. A hipoderme é a terceira e última camada, formada basicamente por gordura. 2. Da pele normal ao vitiligo: A doença é ativada por carga genética, que pode iniciar com uma ferida ou trauma emocional. 3. Ação autoimune: Os linfócitos t, que são células de defesa, atacam os melanócitos, que produz a melanina. Sem tinta para pintar a pele, surgem manchas. 4. Efeito solar: Ao perder a melanina, proteção natural da pele,  a pessoa perde a sua cor e fica mais propensa a queimaduras e câncer | (Infográfico: Morgana Miranda/Estúdio Grida para o CORREIO)

Vitiligo e o vírus
Preceptor da residência médica em Dermatologia e coordenador do serviço de Imunologia do Hospital das Clínicas, o dermatologista Paulo Machado esclarece que o vitiligo não tem uma correlação direta com o coronavírus, ou seja, não é causada ou acelerada no caso de o indivíduo ser infectado. E quem tem vitiligo não está no grupo de risco da covid-19, ou seja, não tem maior propensão a desenvolver quadros mais graves da doença.

O que se suspeita, neste momento, é que o estresse gerado pelas consequências socioeconômicas da covid-19 pode estar desencadeando o aparecimento do vitiligo que até então estava oculto ou, ainda, avançando o surgimento de manchas pré-existentes.

Machado também acredita que o provável aumento de ativação das manchas pode ser explicado pelo fato de as pessoas terem passado mais tempo sem ir aos seus médicos e, portanto, terem interrompido os tratamentos e feito uso irregular de medicações. Ivonise observa que, neste momento, tem sido mais difícil fazer os procedimentos de retardo da doença nos serviços públicos de saúde porque o sistema diminuiu os atendimentos a fim de redirecionar esforços para a covid-19, o que também contribui para o aumento de casos de avanço do vitiligo.

Cuidados e tratamentos
Por não ter cura, muitas pessoas pensam que não existe tratamento, mas não é verdade. É possível impedir o surgimento de manchas e, quanto mais cedo elas forem detectadas, melhores são as chances. Atualmente, a fototerapia é o principal tratamento feito para a redução dos sinais do vitiligo. O procedimento é uma espécie de banho de luz, que consiste em ficar em uma cabine que emite radiação ultravioleta capaz de frear o avanço das lesões e promover a repigmentação da pele.

Este é um tratamento longo, que demanda idas frequentes ao consultório médico, pelo menos de duas a três vezes por semana. Aplicado desde 1997, ele é tido como de primeira linha, muito seguro e pode ser associado com cremes tópicos. Pode ser feita gratuitamente no Hospital das Clínicas, da Ufba, e na Faculdade Bahiana de Medicina, em Brotas.

Nas clínicas privadas, os planos de saúde cobrem as consultas, mas não fazem cobertura da fototerapia mais avançada, com raio UVB de banda estreita. Em Salvador, a clínica de Ivonise Follador é a única que realiza o serviço. Cada sessão fica a partir de R$ 60.

Os pacientes, no geral, costumam mostrar resultados a partir da vigésima sessão e quem tem pele escura, doença mais recente e lesões no rosto e pescoço tem melhor resposta ao tratamento. Já quem tem na ponta dos dedos e região genital tende a responder menos.

Os dermatologistas dizem que é sabido que, no médio prazo, medicamentos orais devem surgir para cortar o processo autoimune da vitiligo. Ivonise aposta que isso deve acontecer nos próximos cinco anos. Paulo Machado diz que o vitiligo vem despertando interesse em pesquisadores e os progressos científicos têm sido muito animadores. 

“Há alguns anos, a gente ia em congressos brasileiros ou internacionais de dermatologia e tinha muito pouco sobre o tema e as salas eram quase vazias. Hoje em dia, a gente vê que a plateia é cada vez maior e começam a despontar novas medicações que, inicialmente, devem ter um custo elevado, mas que podem vir a resolver os casos de vitiligo”, conta.

Um destes medicamentos candidatos, feito com placenta humana, foi divulgado por Cuba na última década, mas, de acordo com a SBD, os resultados obtidos não foram superiores ao da fototerapia convencional.

Neste ano, foi iniciado um estudo em parceria entre Brasil, EUA e Índia que busca desenvolver um remédio oral contra o vitiligo. De acordo com o médico dermatologista Caio de Castro, um dos consultores, o medicamento foi descoberto no Brasil e desenvolvido por um laboratório nacional. A fórmula foi parcialmente vendida ao país indiano. Os resultados de eficácia ou não devem ser concluídos em 2023.

Enquanto isso não acontece, os pacientes de vitiligo devem ter cuidados como evitar uso de vestuário apertado porque estes podem provocar pressão na pele e precipitar aparecimento das lesões ou acentuar as existentes. No caso das máscaras de proteção, é indispensável usá-las, mas é bom se certificar de que não estejam comprimindo o rosto. Se o tratamento para a doença não for feito, não há problemas, basta evitar exposição ao sol sem protetor solar e controlar o estresse para impedir o aumento das manchas.

Ex-presidente da SBD, Sérgio Palma alerta que é preciso respeitar a autonomia de pacientes que convivem com o vitiligo, afinal muita gente não encara a doença como um problema que merece tratamento, já que ela não implica em limitações na vida cotidiana. A consulta com um dermatologista é o melhor caminho para o diagnóstico e tratamento. 

PESSOAS COM VITILIGO PARA ACOMPANHAR NAS REDES

Barbarhat Sueyassu, psicóloga paranaense
Barbarhat Sueyassu, psicóloga paranaense (Foto: Reprodução/@barbarhat)
Akin Cavalvante, ator
Akin Cavalvante, ator (Foto: Reprodução/@akincavalcante)
Yvette Mari, influencer novaiorquina
Yvette Mari, influencer novaiorquina (Foto: Reprodução/@evie_spice)
Diego Kydo, comediante catarinense
Diego Kydo, comediante catarinense (Foto: Reprodução/@diegokydo)
Roger Monte, modelo e vendedor
Roger Monte, modelo e vendedor (Foto: Reprodução/@rogermont)
Bruna Sanches, blogueira
Bruna Sanches, blogueira (Foto: Reprodução/@minhasegundapele)


OUTRAS DOENÇAS DE PELE PARA PRESTAR ATENÇÃO
Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia

Os dermatologistas têm alertado que, devido à forte ligação com o equilíbrio emocional, quase todas as doenças autoimunes — ou seja, aquelas em que o sistema imunológico ataca células saudáveis — podem ter sido pioradas ou despertadas na pandemia, o vitiligo é apenas uma delas. 

Alopécia (queda de cabelo)
É uma forma de queda de cabelos de origem genética e hormonal, muito frequente em homens, mas que também acomete mulheres. Apesar de se iniciar na adolescência, só é aparente após algum tempo, por volta dos 40 ou 50 anos. O tratamento é feito com estimulantes de crescimento dos fios e bloqueadores hormonais com o objetivo de estacionar o processo. Nos homens, a finasterida é o bloqueador mais usado. Já para as mulheres, existem anticoncepcionais específicos. Não dá para evitar totalmente o desenvolvimento da alopecia, mas para preveni-la os homens devem evitar suplementação de hormônios masculinos.

Psoríase
Doença crônica e não contagiosa, a psoríase provoca manchas espessas e escamosas na pele que causam coceira. Este problema de pele é cíclico, ou seja, apresenta sintomas que desaparecem e aparecem periodicamente. As suas causas são desconhecidas, mas podem estar relacionadas com a genética, o sistema imunológico e as interações com o ambiente. Fatores como estresse, obesidade, tempo frio, consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo podem aumentar as chances de a pessoa despertar ou piorar a doença.

Independente da gravidade ou do tipo de psoríase, hoje há diversas opções para viver sem ou quase sem lesões. Nos casos leves, hidratar a pele, aplicar medicamentos na região e exposição diária e segura ao sol são ótimas para melhores o quadro e promover o desaparecimento dos sintomas. Nos casos moderados a graves, é preciso fototerapia em cabines. Nos quadros ainda mais graves, é preciso medicação oral ou injetável. 

Dermatite atópica
É também uma doença crônica, genética e não-contagiosa que faz com que a pele se apresente seca, com crostas e erupções que coçam. O surgimento é mais comum nas dobras dos braços e joelhos. Há fatores de risco para o desenvolvimento de dermatite, que podem incluir: alergia a pólen, mofo, ácaros ou animais; exposição a irritantes ambientais, como fragrâncias ou corantes adicionados a loções ou sabonetes, detergentes e produtos de limpeza em geral; roupas de lã e de tecido sintético; baixa umidade do ar, frio intenso, calor e transpiração; infecções e estresse emocional. 

Para prevenir, é indicado usar hidratantes específicos para pele muito seca, que devem ser usados várias vezes ao dia para fortalecer a barreira da pele. Os tratamentos medicamentosos para dermatite visam controlar a coceira e reduzir as inflamações. É importante evitar o contato com os agentes mencionados que provocam alergia.

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