Feios ou exóticos? Conheça os dez carros mais polêmicos do mundo

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12.12.2020, 06:15:00
A primeira geração do Fiat Multipla, que ainda pode ser vista rodando na Europa, tem um visual polêmico (Foto: Fiat)

Feios ou exóticos? Conheça os dez carros mais polêmicos do mundo

Selecionamos veículos com visual polêmico, a lista inclui até Ferrari e Lamborghini

Quando me pedem uma opinião profissional sobre um veículo, tento deixar o design de fora. Entendo que é muito pessoal,  e que se alguém tem dúvidas sobre determinado modelo é porque a parte estética já agradou. Mas alguns carros extrapolam essa lógica. São veículos com linhas que, muitas vezes, não estão adequadas ao tempo em que foram lançados.

Há modelos que foram muito criticados enquanto estavam em linha, como o Pontiac Aztek. Mas o veículo foi introduzido na série Breaking Bad e adotado como o carro do protagonista Walter White. O modelo da Pontiac, marca da GM extinta em 2010, virou cult e sua procura aumentou no mercado de seminovos nos Estados Unidos.

Até mesmo fabricantes cultuados pelo design, como a Lamborghini, já deram suas derrapadas. Antes do cobiçado Urus, a marca italiana já havia apostado em SUVs com o LM002, no começo dos anos 1990. Não foi um sucesso comercial, mas também ficou cool graças à sua introdução na versão de Playstation do jogo Need for Speed III: Hot Pursuit.

O Aztek, modelo da Pontiac, marca da General Motors extinta em 2010
O Aztek, modelo da Pontiac, marca da General Motors extinta em 2010 (Fotos: Divulgação)
O carro virou cult depois de ser utilizado pelo protagonista da série Breaking Bad
O carro virou cult depois de ser utilizado pelo protagonista da série Breaking Bad (Foto: Reprodução)
Antes do badalado Urus, a Lamboghini ofereceu o LM002
Antes do badalado Urus, a Lamboghini ofereceu o LM002
A BMW foi uma das marcas que produziu o Isetta
A BMW foi uma das marcas que produziu o Isetta
O Multipla é um dos modelos mais exóticos já produzidos pela Fiat
O Multipla é um dos modelos mais exóticos já produzidos pela Fiat
A Ferrari projetou um modelo esquisito, mas o veículo não foi produzido
A Ferrari projetou um modelo esquisito, mas o veículo não foi produzido
Apresentada no final do ano passado, a picape da Tesla entrará em produção ano que vem
Apresentada no final do ano passado, a picape da Tesla entrará em produção ano que vem
O Suzuki X90 não agradou e teve vida curta
O Suzuki X90 não agradou e teve vida curta
A primeira geração do Honda Insight era futurista demais para a época
A primeira geração do Honda Insight era futurista demais para a época
O SsangYong Rodius tem o aspecto de carro funerário
O SsangYong Rodius tem o aspecto de carro funerário
A inglesa Reliant sempre adota um visual diferente em seus modelos, como o Be Up
A inglesa Reliant sempre adota um visual diferente em seus modelos, como o Be Up

Outro que de estranho se tornou querido foi o Isetta. Embora o desenho seja originário da Itália, o veículo foi produzido em diversos países, como Alemanha, Bélgica, Espanha, França e Reino Unido. Em abril de 1953, a empresa italiana Iso Automotoveicoli, fabricante de motocicletas e triciclos comerciais, apresentou no salão de Turim um projeto iniciado em 1952, que consistia em um automóvel de baixo custo, voltado para a realidade da economia do pós-guerra italiano.

Foi também produzido no Brasil, entre 1956 e 1961, pelas Indústrias Romi S.A., com sede em Santa Bárbara d'Oeste, interior de São Paulo.

A Fiat, também cometeu gafes. Lançado em em 1998, o Multipla chegou a ser exibido no Museu de Arte Moderna (MOMA), em Nova York, durante a exposição "Different Roads - Automobiles for the Next Century" (Caminhos Diferentes - Automóveis para o próximo século, em tradução livre), em 1999. Talvez seu desenho tenha sido arrojado demais e em 2004 o carro passou por um facelift e suas linhas foram suavizadas. Ficou mais próximo do Idea, que foi vendido no Brasil.

A cultuada Ferrari também promoveu um modelo polêmico, o 512 S Modulo. Um detalhe curioso é que o fabricante de carros esportes não estava só nessa empreitada. Quem trabalhou as linhas do esportivo foi o aclamado estúdio Pininfarina. O modelo foi exibido no Salão de Genebra, na Suíça, de 1970 e nunca foi produzido em série. O único exemplar foi comprado em 2014 pelo diretor de cinema James Glickenhaus.

Há um ano, a Tesla chocou o mundo ao apresentar sua primeira picape elétrica, a Cybertruck. Apesar de estar à venda, o utilitário elétrico só começará a ser produzido no ano que vem. Com um, dois ou três motores elétricos, o Cybertruck poderá ter tração traseira ou integral. A aceleração irá de 0 a 100 km/h em 2,9 segundos.

Mas conceitos automotivos exóticos não são exclusivos de americanos e italianos. Os orientais também saem da curva. O Suzuki X-90, por exemplo, não foi bem aceito e só foi oferecido entre 1995 e 1997. A revista britânica Top Gear o listou em 2013 como um dos 13 piores carros dos últimos 20 anos.

A primeira geração do Insight, que ficou em linha de 1999 até 2006, foi a mais estranha do híbrido da Honda. Com o passar dos anos, os japoneses foram lapidando o veículo e a última geração, lançada em 2018, tem uma estética alinha com outros modelos da marca.

A sulcoreana SsangYong nunca foi referência no design, mas um modelo em especial chama a atenção, o Rodius. Suas linhas remetem a adaptações toscas de transformações de carros normais em funerários. O carro foi projetado pelo britânico Ken Greenley, ex-chefe do curso de design automotivo do Royal College of Art em Londres. O objetivo do projeto era capturar a essência de um iate de luxo. Pelo jeito não conseguiu. Para completar, Rodius é uma palavra formada pela fusão de road e Zeus, o que deveria ser lido como "Senhor da Estrada". Falharam.

Por fim, se marcas grandes erram, a pequena Reliant tem crédito para desastres. O fabricante inglês nunca foi referência em design e sempre brinda o mundo com modelos exóticos, como o Be Up e o clássico Robin.

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