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Da Redação
Publicado em 20 de maio de 2023 às 16:40
- Atualizado há 3 anos
Qualquer reforço de doação de sangue é importante para a Fundação Hemoba e, neste sábado (20), em parceria com o Instituto Baiano de Arte, Cultura e Humanidade (Ibach), a sede da Fundação, que fica localizado em Brotas, em Salvador, recebeu o Coral Ecumênico da Bahia (CEB).>
O projeto "Cantando Por Vidas" visa estimular a doação constante ou regular de sangue no estado da Bahia, já que o banco de sangue está em uma situação bastante crítica, principalmente após a pandemia. >
No Hemoba, sob a regência do maestro Angelo Rafael Fonseca, idealizador do projeto, o CEB se apresentou com diversas músicas. Segundo o maestro, as apresentações vão ocorrer uma vez por mês no Hemocentro Coordenador, de maio até dezembro, sempre aos sábados, mas com outros grupos de corais de Salvador.>
"A gente não vem aqui só cantar, a gente também vem doar sangue para estimular essa campanha necessária, porque a gente só vê atletas e militares doando, outros coletivos também podem fazer doações. Coletivo de música, de teatro, de dança, universitários e professores, além de tanto outros coletivos que podem fazer. Eu acho que falta só um estímulo, porque tempo a gente tem, só precisa de organização", disse Angelo. >
Segundo Tarsila Castro, assistente social da Fundação Hemoba e do setor de captação de doadores, o estoque está bem abaixo do esperado, que é 150 bolsas de doações por dia, já que a sede em Salvador abastece 477 municípios pela Bahia, uma rede pública composta por UPAs, maternidades e hospitais de alta complexidade. >
"Nada adianta esse abastecimento se a gente não tiver doadores da mesma proporção. A nossa meta para Salvador é que a gente tenha em média 150 bolsas diárias, mas infelizmente durante essa semana, nós não conseguimos atingir esse objetivo, apenas entre 100 e 110", comentou. >
Questionada sobre as doações de pessoas LGBTQIA+, principalmente os homossexuais, Tarsila foi enfática ao recordar que, durante a pandemia, o banco de bolsas de sangue teve uma quantidade razoável graças ao público. Em relação às perguntas sobre a orientação sexual durante a triagem, a assistente social comentou que o questionamento foi extinto. >
"Em 2020, com estoque crítico no meio da pandemia, foi o momento de lutarmos para que essa pergunta fosse extinta e conseguimos através de uma decisão do STF. Hoje em dia, os homossexuais podem fazer a doação de sangue sem precisar omitir que são homossexuais, como aconteciam há um tempo ou, geralmente, para que eles conseguissem ajudar minimamente a salvar vidas. Então, essa pergunta não existe mais na triagem clínica", explicou.>