Medicina preventiva é mais eficiente e menos custosa do que a curativa

doutor saúde
13.10.2015, 23:17:00

Medicina preventiva é mais eficiente e menos custosa do que a curativa

Ir a consultas médicas e fazer exames periodicamente previne doenças e evita agravos de alguma que já tenha se desenvolvido no organismo

O lema da dona de casa Maria Therezinha Magnavita, de 66 anos, é o ditado popular 'é melhor prevenir do que remediar'. Há pouco mais de 12 anos, em um exame de rotina, o médico encontrou um tumor maligno em estágio inicial em seu seio esquerdo. A descoberta prematura do câncer de mama possibilitou que ela começasse o tratamento de maneira eficaz e se curasse completamente. "Sempre fiz chek-ups anualmente. Faço isso para prevenir novas doenças e, se algo estiver errado, posso encontrar a tempo de fazer um tratamento adequado", explica.

O pensamento de Therezinha está correto e precisa servir de modelo para outras pessoas. Os cuidados com a saúde devem começar desde muito cedo, no ventre materno, com os exames e cuidados pré-natal, e seguir por toda a vida.

Tudo o que se pode fazer em prol da saúde antes de que qualquer doença se instale
é considerado medicina preventiva


Países de primeiro mundo, como Canadá, Estados Unidos e Espanha já adotaram a medicina preventiva. Mas o melhor exemplo é o sistema de saúde de Cuba, reconhecido por sua excelência e eficiência. Em 2014, Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, elogiou país e afirmou que o mundo deveria se espelhar na ilha, substituindo o modelo curativo, pouco eficiente e custoso, por um sistema baseado na prevenção. "Desejamos ardentemente que todos os habitantes do planeta possam ter acesso a serviços médicos de qualidade como os cubanos", destacou na época.

Cada vez mais consciente, o brasileiro começou a valorizar a prevenção há alguns anos. Ana Luiza Shoji, gerente de Medicina Preventiva do Hapvida, explicou que ações voltadas à essa área da medicina passaram a ganhar corpo com a implantação da estratégia 'Saúde da Família', pelo governo federal, na década passada. "Nunca é tarde para começar, mesmo quem já tem alguma doença deve investir na prevenção de agravos para ter mais longevidade e qualidade de vida", ressalta a profissional.

Tudo o que se pode fazer em prol da saúde antes de que qualquer doença se instale é considerado medicina preventiva. É muito mais eficiente e menos custoso ter consultas anuais com um clínico geral ou profissionais de áreas como ginecologia, urologia e cardiologia do que esperar que as doenças instalem-se para tratá-las.

Vale ressaltar que existem dois tipos de prevenção. A primeira é aquela focada em evitar que o indivíduo tenha alguma doença. Bons exemplos são as vacinas, preservativos e atividades físicas regulares. A outra é a que evita agravos a alguma doença que já tenha se desenvolvido. "Esse é o caso de um diabético que usa medicamentos regularmente, faz dieta e exercícios físicos para prevenir as complicações do diabetes", explica Ana Luiza.

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