Padre Fábio de Melo defende união civil entre homossexuais: 'Questão de justiça'

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30.10.2020, 14:20:16
Atualizado: 30.10.2020, 14:36:48

Padre Fábio de Melo defende união civil entre homossexuais: 'Questão de justiça'

Sacerdote disse que tem visão similar à do papa Francisco sobre o tema

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Padre Fábio de Melo defende união civil entre homossexuais: 'Questão de justiça'

Foto: Reprodução

Conhecido por suas visões progressistas, o padre Fábio de Melo voltou a defender, nesta quinta-feira (29), o direito à união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Em live com o empresário Marcus Montenegro, ele falou sobre a declaração do papa Francisco de que pessoas homossexuais "são filhas de Deus e têm direito a uma família".

O sacerdote brasileiro lembrou que em 2013 foi execrado por ala mais conservadora da Igreja Católica por ter se posicionado de forma semelhante.

"Nós precisamos saber distinguir o que é uma regra religiosa de uma regra civil. Porque somos religiosos nós não temos que impor às pessoas que não são as nossas regras ou impedi-las de terem os seus direitos civis garantidos", afirmou ele.

Padre Fábio disse que sempre considerou uma injustiça os casais gays não terem direito a uma união civil.

"Não cabe a mim como padre ficar impondo ao outro uma regra que não me diz respeito. É uma questão de justiça." Segundo ele, o que o papa Francisco disse não quer dizer que os sacerdotes terão que celebrar agora os casamentos gays agora dentro da igreja. "O contexto que ele fala é uma instância jurídica civil. A gente sabe do grande desastre que é quando misturamos a religião e o Estado, do quanto pode ser prejudicial", acrescentou.

A declaração do papa em defesa dos direitos LGBT está presente no documentário "Francesco", dirigido pelo americano Evgeny Afineevsky, e lançado em Roma, no último dia 21. "Pessoas homossexuais têm o direito de estar em uma família. Elas são filhas de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deveria ser descartado [dela] ou ser transformado em miserável por conta disso", diz o pontífice no filme.

"O que temos de criar é uma lei de união civil. Assim, ficam legalmente protegidos. Posiciono-me por isso", afirma.

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