Polícia investiga morte de pai e filho em hotel de Salvador

bahia
21.03.2019, 21:55:00
Atualizado: 21.03.2019, 22:46:26

Polícia investiga morte de pai e filho em hotel de Salvador

A mãe da criança já havia pedido medida protetiva de urgência contra o pai

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O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, investiga a morte de pai e filho, na manhã desta quinta-feira (21), no Aparthotel Adagio Salvador, no bairro do Caminho das Árvores.

De acordo com a Polícia Militar, a corporação foi acionada, por volta das 9h, após duas pessoas caírem do hotel. Antônio Cruz Moreira Alves Neto, 39, e o filho, de 5 anos, caíram do 15º andar.

Segundo informações da Polícia Civil, os dois deram entrada no hotel de madrugada, às 2h - o homem residia no bairro do Horto Florestal, também em Salvador.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) afirma que pai e filho caíram juntos. “A hipótese do pai ter jogado a criança e depois ter pulado está descartada”, informou a pasta.

Funcionários do hotel foram ouvidos por policiais civis. Familiares serão ouvidos nos próximos dias. A causa e a motivação são desconhecidas.

Conforme apurou o CORREIO, a mãe da criança e ex-companheira de Antônio Alves Neto, que não será identificada, pediu medida protetiva de urgência, concedida durante dois anos pelo Juízo da 2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Salvador. Posteriormente, após recursos, a medida foi anulada pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em outubro de 2018, por entendimento de que deveria haver um inquérito penal ou ação penal em curso para aplicação da medida, o que não era o caso.

O ministro Felix Fischer, que foi acompanhado pelos outros quatro ministros da Turma do STJ, escreveu que “caso, no futuro, seja constatada a existência de perigo ou ameaça à incolumidade física, psicológica, sexual, patrimonial e/ou moral da suposta vítima, não existe óbice a que requeira aplicação de nova medida judicial, a fim de ver assegurado o seu direito, com posterior instauração de ação penal”.

A mãe da criança também ingressou com uma ação  de dissolução de união estável com alimentos, guarda e partilha de bens na Justiça baiana. O pai requereu uma redução da pensão que pagaria, fixada em 20% de seus rendimentos líquidos. O filho residia, à época, com a mãe. Não há informações sobre mudanças na guarda dele.

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