Relembre cinco jogos marcantes na história entre Brasil e Uruguai

esportes
14.11.2020, 05:56:00
Em 1950, uruguaios frustraram os brasileiros e conquistaram a Copa do Mundo no Maracanã (Foto: Arquivo CORREIO)

Relembre cinco jogos marcantes na história entre Brasil e Uruguai

Campeões mundiais se enfrentam na próxima terça-feira (17) pelas Eliminatórias

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Na próxima terça-feira (17), a Seleção Brasileira estará em campo pela quarta rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo do Catar, em 2022. No duelo que marca a última partida do Brasil em 2020, o time do técnico Tite vai ter pela frente o Uruguai, no estádio Centenário, em Montevidéu, às 20h (horário de Brasília).

Para muitos torcedores, o grande clássico do continente Sul-Americano é Brasil x Argentina. Tudo bem, a rivalidade entre brasileiros e hermanos sempre fala mais alto, mas a história não é tão diferente quando o rival é o Uruguai.

O 'Clássico do Rio Negro', como o confronto é apelidado, foi disputado pela primeira vez em 1916. De lá para cá, outros 75 encontros foram realizados. O Brasil leva vantagem por ter vencido 36 vezes, contra 20 dos uruguaios. Outros 20 embates terminaram empatados.

De final de Copa do Mundo a goleadas, o CORREIO separou cinco jogos marcantes entre as duas seleções para dar um aperitivo do que pode ser o próximo confronto.

Carrasco brasileiro em 1950
Não tem como falar em Brasil x Uruguai e não lembrar da Copa do Mundo de 1950. No primeiro grande evento que o Brasil sediou, as expectativas para levantar o primeiro mundial eram altas.

Jogando em casa e com apoio da torcida, a equipe canarinho passou em primeiro no Grupo 1, que tinha Iugoslávia, Suíça e México, ao vencer duas e empatar outra nas três partidas que fez na primeira fase.

No quadrangular final, que reuniu Uruguai, Suécia e Espanha, além do próprio Brasil, o time começou arrasador, com goleadas de 7x1 e 6x1 sobre Suécia e Espanha. Como os Uruguaios haviam somado três pontos, contra quatro do Brasil, o confronto entre as duas seleções acabaria determinando o novo campeão do mundo.

Assim, no dia 16 de julho de 1950, Brasil e Uruguai entraram em campo no Maracanã para a decisão do Mundial. Os brasileiros saíram na frente, em gol marcado por Friaça. Parecia que o título estava na mão, mas esqueceram de combinar com o adversário.

Em 1950, o Uruguai era uma grande potência do futebol. A Celeste já havia conquistado a Copa de 1930. Com gols de Schiaffino e Ghiggia, viraram o placar para 2x1, faturaram o bi mundial e marcaram o episódio que ficou conhecido como 'Maracanaço'. Até os dias hoje os uruguaios comemoram o feito.


Fantasma espantado em 1970
Ter perdido a Copa do Mundo em casa para o Uruguai é um episódio que ainda dói para os brasileiros. Mas 30 anos depois da Copa de 1950, o Brasil conseguiu espantar o fantasma e, de certa forma, deu uma amenizada na situação.

O encontro em questão aconteceu na semifinal da Copa do Mundo de 1970, no México. Ali, o cenário já era diferente. Assim como os uruguaios, o Brasil ostentava dois títulos mundiais e se consolidava como o país do futebol. Fora isso, contava com um elenco formado por craques como Pelé, Tostão e Jairzinho.

No estádio do Jalisco, em Guadalajara, Cubilla até tentou repetir o feito de 1950, ao abrir o placar para o Uruguai. Mas Clodoaldo, Jairzinho e Rivellino trataram de virar o jogo e decretar o triunfo por 3x1, colocando o Brasil na final.

Na decisão, a goleada por 4x1 sobre a Itália garantiu ao Brasil o tricampeonato mundial - o primeiro da história.

1989: de novo no Maracanã
Em 1989, a Copa América voltou a ser realizada no Brasil. E olhe, o torneio teve de tudo. Do início da Seleção em Salvador, marcado por protestos pela não convocação de Charles e Bobô, então campeões brasileiros pelo Bahia, a mudança de cidade e finalização no Rio de Janeiro.

Depois do início conturbado, o Brasil se acertou na fase final. O quadrangular que definiria o campeão teve direito a triunfo sobre a Argentina de Maradona por 2x0, e triunfo por 3x0 sobre o Paraguai.

Assim como em 1950, Brasil e Uruguai chegaram até a última rodada com chances de serem campeões. O palco do duelo foi o mesmo Maracanã, de 1950.

Dessa vez, no entanto, um certo baixinho foi quem roubou a cena. Romário marcou o único gol do confronto e o Brasil conquistou o título da Copa América, espantando de vez o fantasma uruguaio.

Romário resolve outra vez em 1993
Em 1993 os Uruguaios voltaram a entrar no caminho brasileiro, de novo no Maracanã. O duelo em questão não valeu título, mas foi como se uma taça estivesse em jogo. É que o encontro pela última rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994, no Estados Unidos, valia a vaga no Mundial para o Brasil.

Pelo Grupo 2, tanto Brasil quanto Uruguai chegaram ao último jogo com 10 pontos. Por isso, só o triunfo importava para definir quem iria se garantir no Mundial do próximo ano.

Assim como 1989, os uruguaios não ficaram atentos ao baixinho. Romário anotou os dois gols da vitória por 2x0 e classificou o Brasil para a Copa dos Estados Unidos. A outra seleção que se garantiu foi a Bolívia.

A vitória sobre o Uruguai no Maracanã é considerada pelo próprio Romário como o jogo mais importante da sua carreira. O atacante não atuava pela Seleção há quase um ano e voltou para resolver a parada.

No ano seguinte, em 1994, Romário voltou a ser o destaque, dessa vez conduzindo o Brasil ao tetracampeonato mundial.

Classificação suada nos pênaltis em 2004
A Copa América de 2004 traz boas lembranças para o torcedor brasileiro. Quem aí não lembra do giro e bomba de Adriano para empatar o jogo no último minuto da decisão contra a Argentina?

Mas antes daquele confronto com os hermanos, a Seleção travou uma outra batalha nas semifinais. Diante do Uruguai.

Em Lima, no Peru, Brasil e Uruguai fizeram um duelo pegado, daqueles que o vencedor poderia sair a qualquer instante. Tanto que logo aos 22 minutos, o volante Sosa tratou de colocar os uruguaios na frente. Antes disso, Darío Silva havia perdido chance incrível.

O Brasil só começou a reagir no segundo tempo. Logo no início da etapa decisiva, Adriano arrancou o empate para os brasileiros. A virada poderia ter saído em dos vários ataques que pararam no goleiro Vieira. Mas a decisão acabou mesmo indo para os pênaltis.

Nas cobranças, Luizão, Luís Fabiano, Adriano, Renato e Alex converteram para o Brasil. Júlio César pegou a o chute de Sánchez e garantiu o Brasil na decisão.

Na decisão contra a Argentina, o Brasil empatou por 2x2 no tempo normal, voltou a vencer nos pênaltis e faturou o título da Copa América.

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